2008-04-21

Amanhã volto!

Uma janela com sol
uma gaivota
a espreitar
na tua frente
os Amigos
e atràs de ti
o Mar!

2008-04-15

Inspirações...


Protege-te Carolina
mas deixa o vento passar,
abrigada no teu "ninho"
lança teus olhos ao MAR..

E se o vento os levar longe
olha as ondas a dançar,
não batas em retirada
sem a gaivota saudar.
:)
Obra poética da Teresinha.
Gostei!...

2008-04-09

Irra!...

(Desabafos de Flamingo-Rosa)
Com este vendaval nem me atrevo a sair do "ovo"!!!
....
Ficou o barco ancorado
não temos peixe
na lota
e p'ra não ficar
sem penas
até se esconde a gaivota...

2008-04-01

Teias



Tece tece
aranha tece
tua teia
ó Tecedeira
.....
Quem nos dera
a nós tecer
a VIDA
à nossa maneira...
.....
.......


(Fotografia da Zília, texto da Carolina)

2008-03-26

Imagens!

(Uma imagem que vale mais que mil palavras)



2008-03-20

Muitas amendoiiiiinhas!

Muitas amêndoas docinhas!
Muitos coelhinhos orelhudos!
Muita Paz!
Muito juíííízzzzzo!...

2008-03-16

Uma vez mais...

Uma vez mais lá estavam Elas!
Uma vez mais lá estavam Eles!
Uma vez mais lá estávamos Nós!
Não sou muito saudosista do passado, não me lembro de Tudo como os meus colegas, é raro saber como se chama esta ou aquela. Todavia é com agrado que de há 4 ou 5 anos para cá vou ao almoço de confraternização dos "Antigos Alunos do Externato de S. José"(Santiago do Cacém).
E de novo se recontam as velhas histórias passadas na turma, recordamos os professores, falamos das tropelias que fazíamos, rimos com a alegria de quem nunca ouviu tais relatos!...
Juntamo-nos por mesas (redondas como deve ser, para nos vermos uns aos outros), e a lotação está sempre esgotada de tal modo que este ano...quando a Marianita do Cercal apareceu, já não havia cadeira livre na nossa mesa. Não sei quantas pessoas estariam ao todo na sala, mas na nossa mesa lá estavam a Dores, a Guida, a Odete e a cunhada (desculpa, "varreu-se-me" o teu nome), a Luisinha Chaves e o seu simpático marido João, a Dulce do Carmo e eu.
Já no fim do almoço apareceu a Graciete que apregoa a toda a gente: Não se lembram de mim, vocês chamavam-me a Formiga, então não se lembram? Eu confesso que não me lembro, mas lá que ela sabe tudo de mim naqueles tempos, lá isso sabe. É capaz de se lembrar qual o lugar que eu ocupava na sala e reproduz frases que me ouviu nessa altura...e olhem que já passou meio século! Credo! Será?
Quando "a gente" se junta até parece que foi ontem!
Até para o annnnooooooo!!!...
.....

( No fim do almoço um "Grupo de Melides" alegrou-nos com a sua música popular. Quem sabe para o ano, a Tunasas não aceitará participar?...)

2008-03-14

O búzio de Cós

O búzio de Cós
Este búzio não o encontrei eu própria numa praia

Mas na mediterrânica noite azul e preta
Comprei-o em Cós numa venda junto ao cais
Rente aos mastros baloiçantes dos navios
E comigo trouxe o ressoar dos temporais
.........
Porém nele não oiço
Nem o marulho de Cós nem o de Egina
Mas sim o cântico da longa vasta praia
Atlântica e sagrada
Onde para sempre minha alma foi criada

Sophia de Mello Breyner Andresen

2008-03-05

Raio da "bacorinha"!


Porquinha porquinha
deixa-te de tretas
isto não são horas
de comer costeletas.
...
Vai-te já deitar
vai fazer ó-ó...
Não sejas traquina
tu queres é forró.
.....................
Por aqui se vê
a inspiração suína
em que mergulhou
esta Carolina!
.....
( E com esta vos deixo que a hora vai adiantada!...)







2008-02-28

Estou com pressa!

Não me digam nada, vou lançada e estou com pressa!
"Para a aula de italiano
lá vou que nem um foguete
se lá chegar atrasada
levo logo um raspanete
...
Saiam já da minha frente
destemidos candeeiros
raspem-se, fujam, escondam-se
eucaliptos e pinheiros!"
...
(Dedico esta postagem a todos os amigos que sempre zelozos me ajudam nas manobras, mostrando assim estima e consideração e ... confessem, pouca confiança na minha condução!
Agradeço com muita amizade a ajuda!)
Imagem "roubada" a um mail da Ana Esperança.

2008-02-24

Olha eu acenaaaaando!...

Uma mão acenando
no azul do mar
hoje verde
da cor do luar
porque tudo é verde
até o cantar
do pássaro azul
que desenha voos
cantados
no ar
ee
a espuma rendilha
a fímbria do
m a r
...
...
(Para uma foto tirada pela Teresinha, um texto da carolina)

2008-02-16

Nunca digas....


Nunca digas que "desta água não beberás"...
Chamava-se Maria da Conceição Salema e era minha avó (mãe da minha mãe). Também lhe chamavam, Senhora Maria ou Ti Maria Barbeira, (isto porque um tio dela tinha sido barbeiro e assim, tanto ela, como os irmãos e até sobrinhos, herdaram este "cognome"Barbeiros).
Felizmente que a minha geração se "safou", caso contrário eu seria "Maria Carolina Barbeira..."
Como fui "criada" com a minha avó (e ela era viúva), até aos 12, 13 anos dormíamos no mesmo quarto.
Coisas que me surpreendiam: A minha avó, passava a noite a acender a luz para ver que horas eram. Eu resmungava e ela respondia: - Gosto de acender a luz para ver quantas horas já dormi!
Outra coisa que me intrigava era: Como conseguia ela respirar se dormia de cabeça tapada??? (Um dia "acordará morta" pensava eu...)
Pois saibam:
Eu agora durmo com um xaile em cima da cabeça ( deve ser para aquecer os pensamentos...)
Eu agora, de noite, acendo a luz duas ou três vezes para saber quantas horas já dormi!...
A minha avó deve saber disto e anda lá por cima a rir-se. Ela sempre dizia: Quando eu morrer quero ver como serão vocês na minha idade (morreu com 100 anos e 3 meses).
Certamente que os anjos andarão estremunhados de tanto a verem acender e apagar as estrelas para ver as "celestiais" horas...
E tapará a cabeça com alguma nuvem mais fofinha que por lá apanhe.
E se por acaso estiver com insónias, (a minha avó dizia sempre que nunca dormia) aqui lhe deixo a voz da sua bisneta AnaLúcia, para se entreter enquando vai por aí costurando os seus tapetes, almofadas e talegos feitos de quadradinhos de tecido, astisticamente dispostos!...
E tal como fazia cá na Terra, parece que anda por lá a vendê-los a tudo quanto é Santo, Anjo ou Arcanjo.

2008-02-14

Assinalemos o dia dos namorados...


(Remexendo poeirentos papéis de gavetas já perras procurei alguma coisa que se parecesse com um poema de amor, juntei-lhe a voz fresca da minha sobrinha e lá vai para vocês)
...........
"Os teus olhos pensam dentro da minha alma
São bonitos e pensadores os teus olhos
A luz que há dentro deles, é a luz que há fora deles
....
Se os fechas, a luz não se apaga.
Esconde-se pequenina lá no fundo, no fundo que não
tem fim das tuas pupilas
......
Os teus olhos podem ser várias palavras
Amor
Azul em excesso
Bonança verde
O Mar
...
Podem ser o verbo serenar
.....
Não sei.
Eu só sei o que posso explicar, e é tão pouco.
Isto não sei explicar.
Isto de eu existir e tu teres olhos
E eu senti-los a pensar dentro de mim
Isto é um sopro, não é?
Não é um sopro?
O que é isto?"
(Autor desconhecido, ou...talvez não!...)

Nota de rodapé:E se por acaso não tem namorado (a) faça como eu: Invente!
Uma vantagem terá concerteza, será muito mais fácil livrar-se dele (dela) quando estiver faaaarrrrto (a)!


2008-02-11

Sou uma...

Sou uma rã tão preguiçosa como a Carolina.
Eu passo o dia no divã e ela entre outros (des)fazeres, passa bons bocados estarifada no sofá!...
Leva os dias sem renovar as postagens, o que vos deixará "muuiiito desanimados", está-se mesmo a ver... ; )
Penso que ela até tem umas coisitas para dizer, mas por agora fiquem com esta alegre canção. "
Até breve!
Cantem comigo:
A rã dormia no divã
O divã partiu-se e fez ban!
A rã foi dormir em terra chã
-Aqui não durmo, nã...nã...nã...
......
Havia uma maçã que estava sã
a rã foi comer essa maçã.
Saiu uma lagarta da maçã
- Aqui não trincas nã...nã...nã..
.......
Diz onde é que está a rã, a rã?
- Está deitada no divã!
Diz o que é que faz a rã, a rã?
- Está a tocar Flauta de Pã!
...
A rã acordou pela manhã
p'ra ver uma árvore que era anã.
A árvore cresceu tanto que fez ban
Agora já não há mais Anã, nã...
...
A rã era irmã de outra rã,
que sabia tocar Flauta de Pã
A flauta tocava dan...dan...dan...dan...
- Agora já não toco nã...nã...nã...


(Do Grupo "Tantan Bambu", canta Ana Lúcia Palminha)

2008-02-04

Leituras...


Sinopse
"Desconhecido Nesta Morada" é uma espécie de manifesto contra o nazismo, publicado nos inicialmente anos 30 e agora recuperado (com vendas espectaculares; em França já ultrapassou os 250 mil exemplares), em forma de narrativa epistolar. As cartas, trocadas entre Munique, Alemanha, e São Francisco, Estados Unidos, em 1932, mostram, de forma muitas vezes cruel, como foi nascendo uma "outra Alemanha", do nacional-socialismo, as perseguições, a xenofobia, os campos de concentração, a censura, as SS.
Martin Shulse e Max Eisenstein possuem uma galeria de arte, o último é judeu. Será que a sua amizade pode sobreviver à ideologia?
.......
(De Katherine Kressmann Taylor : DESCONHECIDO NESTA MORADA)
( Li este livro para poder ajudar uma Primita do décimo ano num trabalho escolar e ao mesmo tempo para que ela lhe explicar o que foi "isso do nazismo". Gostei de ler.
Ajuda-nos a perceber como as "ideologias e o medo" podem modificar e bestealizar as mentes humanas.
Lê-se num dia.
Aconselho a sua leitura.)

2008-01-28

Olhares...


Quer ler um belo poema de Alberto Caeiro?

Então vá ao blogue da Laura, clicando em:

...

2008-01-26

O búzio

Dizem que o búzio nos traz
ao ouvido o som do mar.
Mas eu acho que é mentira:
se encosto o búzio ao ouvido
só ouço as ondas do ar.
...
As ondas do ar me trazem
forte cheiro a maresia.
Mas eu acho que é mentira:
o mar não vive nas nuvens,
nunca em nuvens viveria.
...
Choram as nuvens no ar
se acaso a chuva acontece.
Mas eu acho que é mentira:
se encosto o búzio ao ouvido,
ouvir o mar me parece.
..
(Maria Alberta Menéres)

2008-01-23

Uma canção...


(Seu Jorge)
Clique:

http://br.youtube.com/watch?v=oBGFwr-1WHw

Roubado do blogue da Amiga Aparecida: http://floresta53.blogspot.com/ (um blog com temas muito interessantes e variados)

2008-01-19

Rita e os peixes...

Olhem só
para este estilo
é a Rita Equilibrista
vendo se vale a pena
pôr os peixes na barriga.
Todos pensam
que é bondosa
que maldades não fará
mas ela pensa
e repensa:
Comê-los-ei amanhã
ou é melhor comer já????
......
( A Gata Rita é a tal de que já vos falei: Os ratinhos que apanha no quintal leva para casa e esconde-os para poder brincar "à apanhda" com eles...)

2008-01-14

Sofrimentos de galinha!....



Ah! Ficou curioso (a) ?
Pois não lhe conto!
Esse tema faz parte das postagens de http://www.cantodasletras-asas.blogspot.com/.
Insere-se na rubrica: USOS, COSTUMES E BRINCADEIRAS!
Consulte esse blog e diga lá se gostaria de alguma vez na vida, ser "Galinha"!?...

2008-01-11

O Natal em Itália e na Rússia!




Nem Pai Natal nem Reis Magos.
Em Itália e na Rússia os doces e presentes são entregues por bruxas. São duas as lendas que deram origem à italiana BEFANA e à russa BABUSHKA (avó), ambas representadas por uma mulher idosa. Numa, os Reis Magos passam pela casa de uma mulher e convidam-na para ir com eles ver o Menino Jesus, mas ela não aceita. À noite, arrependida, sai à procura dos três homens, que até hoje não encontrou.
Na outra lenda, a bruxa é uma jovem mulher que não aceita a morte do filho e sai para o procurar, levando alguns dos seus pertences. Envelhecida pelo sofrimento, encontra o Menino Jesus e abraça-o como se fosse o seu filho. Recebe então de Deus o previlégio de, numa noite do ano, cuidar de todas as crianças do mundo.
(Diário de Notícias de 06/01/2008)
.....
Interessante: lembrei-me agora que a minha avó e as suas irmãs, chamavam às pantufas que usavam as "babuchas".
Coincidências da linguagem?
Babushkas (avós) e babuchas (sapatinhos de avó).
Mistérios da linguagem, viajando pelo Mundo!...




2008-01-06

Cantar as Janeiras!

Chegámos ao Centro de Dia "O Moinho" seriam duas horas.
Os Utentes do Centro, receberam-nos sem grande entusiasmo. O entusiasmo de quem não está acostumado a receber alegrias.
Resolveu-se que cantaríamos no refeitório e foi com alguma relutância que alguns dos Senhores e Senhoras se deslocaram do conforto dos seus sofás quentinhos.
Mas, lá foram...acompanhadas carinhosamente pelas funcionárias.
Começámos a cantar.
E agora deixo-vos aqui imagens que falam por si.
Elas mostram como houve comoção ao recordarem "modas" do seu tempo.
Como a pouco e pouco se foram descontraindo e animando.
Como de olhares melancólicos saiu um brilhozinho.
Como os lábios se foram movendo ao som das nossas canções.
Como as mãos foram acompanhando o ritmo da música por vezes com palmas, por vezes apenas um leve bater de dedos no tampo da mesa.
No fim pediram-nos que voltássemos!
Claro que voltaremos!
Cantar para "VOCÊS", foi o nosso melhor presente de Natal!
Encheram o nosso coração!
Obrigada!
.....
Clique:
http://www.stage6.com/user/nampula/video/2036110/As-Janeiras-no-Moinho

A Cantar a: "Tunasas"!
Imagens de: António Gil

2007-12-31

2007-12-27

Outros Natais!...


Olha o nosso Zé!
A guerra colonial passou por nós (a família), de uma forma de certo modo ligeira. Talvez o diga agora, porque a "peneira" do tempo já coou mágoas e inquietações.
O meu irmão foi cedo para a tropa. Com 18 anos, acabado o então chamado 7º ano, resolveu ir voluntário para se "despachar cedo daquele assunto".
Navegador aéreo foi o cargo que ocupou.
Nunca fomos a dramáticas despedidas nem a chegadas. Nunca houve lenços a acenar. Ele dizia-nos sempre que nunca sabia horas de partida nem de chegada.
"Penso que o fazia para nos poupar!..."
Percorreu quase todo do Ultramar, aparecendo em casa e desaparecendo daquela forma inesperada e ligeira do avião que passa.
Sabíamos notícias através dos tais aerogramas. Ele a contar coisa de lá. Eu a contar coisas de cá.
Lembro-me de um "Dia de Natal"!
Estávamos, eu e os meus pais em S. Torpes, no nosso restaurante a começar a almoçar.
De repente lá estava ele a entrar-nos pela porta dentro.
Felizes mas, incrédulos olhávamos espantados. O meu pai foi o primeiro a reagir:
- Olha o nosso Zé!!!
E de um melancólico almoço de Natal a três, passámos para um alegre festim a cinco, pois ele trazia consigo um grande amigo!
E digam lá se não foi um belo e inesperado presente?






2007-12-25

Irra!

Irra!
Desta vez até a roupa me levaram!
Não sobrou nada a não ser o barrete, as botas e uma bolinha colorida!...
Para o ano não me apanham nestas andanças.
Era o que faltava!...






2007-12-22

Ó diacho!...

Quem me acode?
Ó da guarda!
Não consigo travar o raio da Rena!
Estou a ver que só consigo pará-la na Páscoa!
Tou farto!






2007-12-20

Quadrinhas ao Menino Jesus!


Menino Jesus
Diz- me onde estás
Lembra- te que o mundo
Precisa de PAZ!

Menino Jesus
Olhos bonitinhos
Dá sol e amor
Para os mais velhinhos
Menino Jesus
Chegou o Natal
Sabes onde eu moro?
Diz ao Pai Natal

Diz ao Pai Natal
A minha morada
Esperarei por ele
De noite acordada

Quero ver as prendinhas
Que ele me vai dar
Eu portei- me bem!
Podes perguntar...

(Para os Meninos e Meninas , mesmo os que ñ se portaram lá muito bem...)
(Carolina, in Sardinheiras/Natal de 2005)

2007-12-17

2007-12-12

O "basbaque"


ELA estava sentada no muro do calçadão.
Era brasileira e perfumada!
Bonita e simpática!
Cumprimentou-me quando passei: - Então "sinhora"passeando na beira do mar? Respondi-lhe com uma frase e um sorriso.
Senti o seu perfume muito forte, tão forte que se podia cheirar de longe!
De repente um carro estacou. Um "basbaque" saiu do carro e sentou-se no muro. Olhava pelo canto do olho a senhora brasileira. Como não lhe fosse dada grande atenção, começou a passear para cá e para lá, completamente hipnotizado (deduzo eu) pelo "pêrfume".
E durante cerca de meia hora, ele em "aflições", tentava captar dela um olhar, nem que fosse só uma "leve miradinha".
Então, outro carro parou. A senhora levantou-se e entrou no carro.
E lá se foram: ela e o senhor que vinha conduzindo esse carro.
E o "basbaque", desiludido, ficou aspirando os últimos resquícios daquele perfume, que ele chegou a pensar seria para as suas narinas.
E eu, se não me apetecesse dar uma gargalhada, quase teria tido pena dele.
Diverte-me esta "espécie de passarões" que se convencem, que ao primeiro piu...piu... lhes cai TUDO no bico!
Bahhh... basbaques
!
.........
E se você gosta da Gastronomia e da Música Brasileira Clique em:

2007-12-09

Uffffffff!.....



Vou "raspar-me" antes que o Pai Natal me "engate" no trenó!
Há por aí muita corsa mais jovem do que eu!...Contrate-as!
Este ano vou para os Jogos de Inverno na Suíça!
Desenrasque-se!







2007-12-01

Desabafos da LUA!













Com a aproximação do Natal não há LUA que aguente! Fico tonta com tanto movimento!
Este desassossego dos Pais Natais até me baralha as FASES. Em menos de nada emagreço, perco o brilho e ficarei:
minguante...
minguante...
minguante...
min...
gu...
an...
te...

2007-11-27

Leituras!


Sinopse
Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.
Rio das Flores resulta de um minucioso e exaustivo trabalho de pesquisa histórica, que serve de pano de fundo a um enredo de amores, paixões, apego à terra e às suas tradições e, simultaneamente, à vontade de mudar a ordem estabelecida das coisas. Três gerações sucedem-se na mesma casa de família, tentando manter imutável o que a terra uniu, no meio da turbulência causada por décadas de paixões e ódios como o mundo nunca havia visto. No final sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho.


(Estou a ler e a gostar bastante! Não simpatizo muito com o Homem mas gosto da Escrita dele!)

2007-11-21

Presentes!


Adorei os presentes que Zília me ofereceu ontem!
Produtos aromáticos , saborosos e fresquinhos da sua horta!
A saber:
Chá de alecrim
Chá príncipe
Chá de bela luísa (lúcia lima)
Folhinhas de louro
Dois chuchus (planta cucubitácea (?), boa para pôr na sopa)
Alguns medronhos
E uma batatinha doce assada
Ao abrir o saco em casa quase me pareceu Natal!
Obrigada, minha Amiga!

2007-11-18

Carta a uma Professora!

(César, o 3º na fila de baixo a contar da esquerda, calça amarela, blusa aos quadradinhos e casaco azul.
Cabelo encaracoladinho e os olhinhos lindos, alegres e bondosos...mas, isso não podem vocês ver!).....
...
E, HOJE, com grande alegria recebi, este mail, que trancrevo. Espero que ele não me leve a mal...
....
Bom dia Professora (sim, os anos passaram, mas continuo a considerá-la"a Professora".
É com enorme prazer que escrevo este mail, e descubro que continua apensar nos antigos alunos do mesmo modo que eles ainda pensam em si.
Realmente, por mais que fique sempre no ar a ideia que na primeira oportunidade teremos que revisitar os sítios onde começámos a"crescer", o nosso dia a dia actual parece não partilhar a nossa vontade, e levanta sempre uma "barreira" para evitar que isso aconteça, seja no espaço ou no tempo.
Para partilhar consigo um pouco do meu percurso desde que terminei a minha vida académica, posso dizer que os meus primeiros anos de actividade profissional foram passados no Litoral Alentejano, primeiro numa PME de prestação de serviços, depois durante mais dois anos numa Multinacional Petroquímica, também em Sines. Posteriormente, surgiu um novo desafio que me fez voltar para Lisboa, desta vez numa Multinacional de Artigos Desportivos. Também este último desafio já faz parte do passado, uma vez que desde meados deste ano, que aceitei o convite para liderar um departamento de Recursos Humanos, desta vez numa Multinacional na área da Consultadoria.
Tem sido sem dúvida um percurso cheio de experiências (na sua maioria positivas), que me fez chegar neste momento a uma fase da vida onde divido o meu tempo entre Lisboa, e várias outras cidades europeias (e o ocasional fim de semana no Litoral Alentejano).
No entanto espero que, apesar da minha tenra idade, nos próximos anos consiga voltar a fazer com que esta terra que tanto gosto, volte a ter uma parte mais significativa no meu dia a dia.
Espero também que na resposta a este mail possa obter algumas informações sobre o que tem sido a sua vida desde então.
Em relação às fotos prometidas, tal não está esquecido, e serão enviadas na primeira oportunidade.
Um grande beijo
César Veríssimo
...
César, meu querido aluno, vou responder-te por e-mail, e certamente voltarei a falar de ti e dos teus colegas neste blog.
Para ti saudades e um beijinho.
Obrigada pela "tua carta"!

2007-11-14

O barrote!


.............
..............
Chamava-se Marco e tinha 7 anos.
Era meu aluno.
Um dia, atravessávamos calmamente o pátio da escola a caminho da sala de aula, quando o Marco estacou de repente e disse:
- Tás a ver professora?
Vi que ele apontava para o telhado da cantina, na altura em obras.
- Vês aquele barrote? - insistiu ele.
Vi que do telhado meio desmanchado, sobressaia um grosso barrote.
- Sim vejo, o que é que tem?- respondi.
- Pois! Que belo barrote para dar com ele nos "cornos" do meu pai! - disse o Marco, para meu grande espanto.
E nem me deu tempo de reagir acrescentando:
- Quando vejo o meu pai a bater na minha mãe, se eu tivesse um barrote daqueles, arreava-lhe!!!

(Chama-se Marco e hoje já deve ter 20 anos. Passeia de mão dada com uma bonita mocinha.
- Marco, não te esqueças de tirar da tua infância uma boa lição!
Que sejas bom companheiro e bom pai!
E que nunca um filho teu repare nos barrotes que possam sobressair de telhados em arranjo!...)



......

Marco, o 3º na fila de baixo a contar da esquerda)

(in sardinheiras em 24/6/2005)

2007-11-11

Jasmim!

(Porque no fim de semana passado dormi em Portel no Hotel "Refúgio da Vila", em cujos jardins, esta planta perfumava a noite.)


Cultivado em larga escala na Europa, o Jasmim é uma planta de origem árabe muito apreciada pela beleza e, principalmente, pelo aroma de suas flores, em geral brancas, mas também encontradas na cor amarela.
Seu poderoso aroma é capaz de produzir diversas sensações olfativas, definidas pelos especialistas como floral, calor, animal, frutífero e outros. Devido essa variedade de sensações olfativas que produz, o Jasmim é intimamente relacionado ao mundo da perfumaria, sendo, para isso, mais utilizadas as flores brancas.
Floresce desde o verão até o outono e, mesmo que tenha sido reduzido o cultivo do jasmim, comparando com o passado recente, suas flores são indispensáveis na indústria de perfumes. O valor decorativo das flores de Jasmim, decorrente de sua apreciada beleza, também é bastante importante, sendo ele utilizado freqüentemente em jardins, praças, parques e muros, emprestando seu aspecto feliz e belo às cidades.
O Jasmim é também muito utilizado na culinária e em diversos tipos de cosméticos.Seus mais de 200 tipos, entre arbustos e trepadeiras, requerem alguns cuidados, necessitando de sol, podas freqüentes e solo húmido. Além disso, é necessário supervisionar o seu crescimento, porque que este se dá muito rapidamente, excedendo as expectativas de quem o cultiva, podando-o regularmente. É mais seguro, que por serem flores tóxicas, sejam mantidos fora do alcance das crianças e dos bichinhos de estimação.
As flores do Jasmim são consideradas a rainha das flores na aromaterapia, trazendo sorte e alegria, com seu perfume exótico, envolvente, intenso, marcante e afrodisíaco, que se acentua mais durante a noite, aguçando de maneira sublime a sensualidade.
Flores de Jasmim para presente, podem transmitir diversos sentimentos, mas seu maior recado é a elegantíssima declaração de amor àquela pessoa especial.
Flores Jasmim :
Curiosidades » A primeira muda de Jasmim a chegar na Europa e, conseqüentemente, no Ocidente, veio da Pérsia no século XVI.
Na Sicília, em tempos remotos, acreditava-se o Jasmim tinha poderes divinatórios, assim as bruxas o utilizavam para tirar o amor dos corações dos homens. Costuma-se dizer que toda a Tunísia, país que tem essas flores como símbolo, cheira a perfume de jasmim. Na China é tradição beber o chá feito de Jasmim.

2007-11-06

Conversas de calçadão



- O que está s a fazer, Alberto?
- Vou arranjar estas sardinhas para dar à Mariana Rabina!
- Quais sardinhas? Não vejo nenhumas.
- Aqui neste saco azul, não vês?
- Ah! (Vi um saco de plástico azul quase cheio de sardinhas).
- E para que queres esse garrafão com água do mar?
- Escamo as sardinhas, corto-lhes a cabeça e meto-as no garrafão. Com a água fresquinha e salgada ficam como vivas!
....
Estranhei, escamadas e sem cabeça, como poderiam estar como vivas!...
Mas o Alberto é assim. Sempre original! Sempre praia abaixo, praia acima. Sempre activo.
Desta vez preparava as sardinhas para a sua amiga Mariana Rabina, fazer um petisco: SARDINHA DE ESCABECHE!(Esclareceu ele.)
E lá ficou sentado, numa rochinha, a arranjar os peixinhos que lhe tinham dado na lota. Dado ou comprado.
Ele diz sempre que compra, mas eu duvido um pouco.
É que para negociar não há como ele.
Temos um negócio ajustado há meses:
O Alberto dá-me 3 bóias de vidro, em troca de um garrafão de vinho tinto!
(Se me demoro a levar-lhe o garrafão ainda perco o negócio...)
....

E se gosta de "Dourada de Escabeche" clique em:

www.cantodasletras-asas.blogspot.com


2007-10-31

Halloween!!! Balhemos, BRUXAS, balhemos!


Sou bruxa
e o que é que tem?
Sina que o demo me deu!
Há quem, parecendo santinha,
seja bruxa como eu.

Corro daqui para ali
tenho a vassoura
"empanada"
e numa grande canseira
faço bruxedo e bruxedo
deixo a "malta" enfeitiçada!

Onze bigodes de rato
sete penas de falcão
quatro coaxos de sapo
treze aranhas
e um escaravelho
vai tudo pr'o caldeirão.

Por isso tomem cuidado!...
Façam figas e esconjuros
fujam de mim a sete pés
tranquem portas
saltem muros!

(Atenção: bruxas sem vassoura não faltam por aí e são as mais perigosas... Bjs e desejo a todos bons feitiços!)

2007-10-28

Ossos do ofício!


A Rainha das Almofadas de Alfinetes
tem uma vida dura.
Quando se senta no seu trono
grande dor a perfura.
.....
.....
(Desnho e texto de Tim Burton)

2007-10-25

Porque ela também se chamava Carolina...


A MINHA AVÓ PALMINHA
Fez este mês dois anos que morreu o 3º e último filho da minha avó Maria Palminha.
Claro que a minha avó já morreu há muitos anos.
Tinha três filhos homens: o José Francisco (meu pai), o Zeferino e o Francisco José .
Este seu filho, o mais novo, foi no "tempo da mãe", uma espécie de "dona de casa".
É que a minha avó deixou de fazer a lida da casa quando tinha cinquenta e tal anos.
Não tinha "trambelho" para nada, diziam os "entendidos"...
Hoje, diríamos que sofria de um esgotamento, de uma depressão ou, se calhar, de stress...
Mas, naquele tempo, não havia contemplações para estes "males"!
Na verdade, uma grande inquietação dominava a minha avó.
Perdera a faculdade de dormir, e deambulava noites inteiras pela vila( Santiago), de rua em rua, visitando familiares, amigos e conhecidos.
Muitas vezes nos entrou pela porta dentro às 3 ou 4 horas da manhã. Deitava- se um pouco nas nossas camas mas, logo se levantava dizendo: - Não consigo dormir! ( E lá ia ela bater a outra porta).
Toda a gente a conhecia, a estimava e lhe dava agasalho nocturno!
O seu "grande inimigo" era o médico!...
Sempre a ouvi descompor o médico.
Se lhe receitava calmantes ela dizia-lhe: -"Bardamerda", senhor doutor, você quer é matar- me!
Se não receitava nada: - Raios o partam, senhor doutor, não me receita nada. Quer que eu morra?
O médico sorria, cheio de paciência e nunca "lhe levava a mal" !
Era uma mulher muito generosa, que andava sempre com moedas no bolso, para distribuir pelos netos. Cumprimentava-nos com aperto de mão e na nossa (mão) deixava sempre uma moeda.
Era um segredo nosso! (Às escondidas do meu avô que fingia não saber...)
Pois agora, minha avó Maria Palminha, já te podes reunir com os teus três filhos.
Estou certa que lá nos céus, haverá como na tua casa, uma grande lareira onde fumegava sempre uma cafeteira de barro com chá de "bela- luísa".
Sentam- se por lá em banquinhos de nuvem, bebendo uma "chazada" e pondo a conversa em dia.
Claro que o meu avô estará, a ouvir "à socapa" a Rádio Moscovo. ( Não deve ter perdido o hábito).
E o meu tio Chico, no fim do serão, irá lavar as canecas, como sempre fazia. (É que eu duvido muito que a minha avó tenha voltado a interessar-se pelas lides caseiras...nem mesmo que elas sejam celestiais!
.......
( Dedico-te esta música onde ouvirás a voz da tua bisneta. Tenho a certeza de que vocês gostariam de se ter conhecido).
....
(Publicado nas Sardinheiras em Outubro de 2006)




2007-10-23

Calma!...

Calma!!!... Não me ausentei!
Mas, tenho andado tão atarefada a estudar italiano
que nem tenho tido tempo para vir ao computador!
Uf!...






2007-10-18

O Cabeça de Melancia

Era uma vez um cabeça de melancia
que todo o dia se sentava absorto
desejando estar morto.

...Mas com as coisas que desejamos
precisamos ter cautela.
O último som que ele ouviu
foi o de uma esborrachadela.

(Do livro " A MORTE MELANCÓLICA DO RAPAZ OSTRA" de Tim Burton)

2007-10-12

Sono Outonal

(Pintura da Klimt)
Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em uma bruma outonal.
(Mário de Sá-Carneiro)


2007-10-05

O Gualdino

(O Gualdino é o 3º na fila de trás com blusa branca, para quem não me veja direi que sou a 4ª na fila do meio com blusa também branca)
Tínhamos terminado o 3º ano (antiga 3ª classe) e, nas reuniões finais do Conselho Escolar, ao fazermos a distribuição dos alunos repetentes, que iriam frequentar o 4º ano "coube-me" o Gualdino.
Entrei em "pânico"! É que o Gualdino tinha muito "má reputação". A professora dele levara o ano a queixar-se : que pulava por cima das mesas, que não obedecia a ninguém e que era impossível trabalhar na turma com tal elemento destabilizador.
Ainda pedi: - Ó colegas haverá mais turmas de 4º ano, por favor não me dêem esse aluno. Que farei eu com ele?
Que não! Fora-me distribuido, e por isso que me aguentasse!
Passei as férias de Verão preocupada, pensando que iria ter um próximo ano lectivo cheio de problemas.
Deduzi: Ou o "conquisto" à primeira ou estou tramada!
E chegou o primeiro dia de aulas! O Gualdino entrou, mais velho que todos os outros e mais alto que todos nós.
Pedi-lhe que se sentasse numa mesa que já lhe tinha destinado mesmo na minha frente encostada à secretária.
E disse: - Gualdino, estás aqui na minha sala porque eu te escolhi. Sempre ouvi dizer mal de ti e pensava: "Porque se portará ele mal, se tem ar de menino bondoso? Alguma coisa me diz que vamos ser amigos. Além disso conto contigo para me ajudares com a turma. Como vês são todos pequenos e um pouco endiabrados. Nos recreios farás com que se entendam e não haja problemas..."
Ele respondeu com um sorriso: - Está bem professora!
Começou nesse dia a NOSSA AMIZADE.
Hoje, o Gualdino é casado e tem dois filhos. Cumprimenta-me sempre com o mesmo sorriso bondoso que lhe vi naquele dia!
Há pouco tempo encontrei-o numa loja e disse-lhe que ia escrever no meu blog sobre ele e contei-lhe este "meu estratagema" para o conquistar.
Fartámo-nos de rir com a minha mentira!
.....
(Quem me está a ler pensará " mas que mentirosa"!
Eu chamar-lhe-ia antes "psicologia aplicada".
Além disso, assim que ele entrou, eu percebi logo que queria ter na minha sala de aula aquele Menino-de-Cabelo-Encarapinhado-e-Olhar-Bondoso!)

2007-10-04

E pronto!...


Sorrateira, pé-ante-pé, dengosa
e a fazer ron-ron lá se vai
a QUINTA-FEIRA!

2007-10-01

Dia Mundial da Música!

Uma das melhores Cantoras da actualidade e uma das minhas preferidas: CECÍLIA BARTOLI!
Clique:

2007-09-28

O Gato!

Era uma vez um gato preto
com olhos tão verdes que quando passeava pelo bosque
dir-se-ia que era uma sombra
em que se tinham aberto dois buracos
para se poder ver a verdura do
VERDE.
( Do livro "463 Tisanas" de Ana Hatherly. Obrigada Teresinha)