2009-04-06

Os Símbolos da Páscoa! (2)

Folar

É tradicinalmente o pão da Páscoa em Portugal. Come-se no Sábado de Alelui ou no Domingo de Páscoa. Tem como base rituais de partilha, solidariedade e confraternização. É a oferta de Páscoa dos padrinhos aos afilhados e dos fiéis aos padres.
O hábito está ligado ao pão que Jesus dividiu com os discípulos na Última Ceia. O ovo cozido com casca, colocado em muitas receitas, representa o renascimento e a Ressurreição de Jesus.
O folar resulta da mistura de água, sal, ovos e farinha e pode ser doce ou salgado. Em Trás-os-Montes, é confeccionado com massa fofa e recheado com carne de porco, presunto, salpição e linguiça. É um elo entre o terreno e o divino, pela carga simbólica que representa.

(Expresso de 04/04/2009)








Os Símbolos da Páscoa! (1)



Ovos

A tradição tem origem na China - onde os ovos eram oferecidos como presente na Festa da Primavera - e mais tarde chegou também ao Egipto. O efeito de desenhos mosquedos na casca era conseguido embrulhando os ovos com cascas de cebola e cozinhando-os com beterraba.

Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos elegeram esse hábito como símbolo da Ressurreição. No século XVIII, a Igreja adoptou o hábito.

Desde essa altura os ovos enfeitados passaram a ser oferecidos no domingo a seguir à Semana Santa. A passagem para ovos feitos de chocolate tem duas explicações. Por um lado, há quem justifique com a Igreja e a proibição do consumo de carne, ovos e derivados de leite na Quaresma.

O desenvolvimento da indústria do chocolate e a consequente necessidade de encontrar nichos de mercado para o negócio é outra das explicações.

(Jornal Expresso de 04/04/2009)

2009-04-04

A Noite

(Amanhã é a última representação no Teatro D. Maria, em breve, 10 e 11 de Abril estará em Sines)
....
Olhem que não fui em que postei a foto de "cabeça para baixo", é assim que vem nos Jornais.
; )
Voz: Ana Lúcia

2009-03-30

Leituras...



Eis a sinopse:
Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.
Eu estou a lê-lo.
E você?...

2009-03-27

Poema

(Poema inédito de David Mourão Ferreira)
Jornal de Letras/Março/2009
Já não me interessa
A forma das nuvens
Nem o abrir das rosas.
O que me interessa
É que os poetas que gostam das nuvens
E das rosas,
Saibam,
Cheguem a saber,
Que há regiões pantanosas
Onde ninguém vê as nuvens
Nem sabe que existem rosas!...

2009-03-22

Primavera...



(Reponho esta postagem por me parecer oportuna).
Excerto do filme coreano "Primavera Verão Outuno Inverno...Primavera"

2009-03-21

Cuidado!...







............................
.....................
O GULOSO
...
Carlinhos ouviu dizer
que para ficar forte
devia muito comer
e sempre comer de tudo.
..
Logo o menino, coitado!
Para a despensa correu;
muita farinha e doce
num prato fundo comeu...
...
E também um queijo inteiro!
Até lhe dar a fadiga.
Depois, da sala à casa de banho
pulou com dor de barriga.
..
(Vicente Guimarães)

2009-03-15

Pede deferimento...

Requerimento Canino

Exmo. Senhor Presidente
Da Liga Protectora dos Animais

Assunto: Pulgas

Eu, Rex Sem Pulgas, filho de Bolinhas Carracento e de Becas Pulguenta, portador do Cartão Nacional de Identificação Canídea Nº3124, residente na Rua de S. Pedro nº30, em Santiago do Cacém, cão de guarda na “Residência Romeirinhas”, vem requerer a V. Exª que o autorize a ser portador de, pelo menos, meia dúzia de Pulgas, considerando que é um acto discriminatório, os Cães Vadios andarem cobertos delas (pulgas) e nós, os Cães com Dono estarmos constantemente a ser lavados e catados (desparasitados).
A aquisição destes parasitas (pulgas), tornaria a minha vida menos monótona e desocupada, evitando-se, talvez, futuras depressões ou até quem sabe, instintos agressivos.

Pede deferimento

Santiago do Cacém, 15/Março/2009

Subscrevo-me com lambidos cumprimentos
Rex Sem Pulgas, (por enquanto...)

(Trabalho escolar, feito por Sofia Santos (XôXô para os amigos) ea prima Carolina Palminha)

2009-03-10

TEATRO


O Teatro O Bando estreia dia 12 de Março , «A NOITE», a partir de "Apresentação da Noite" e outros textos de AL BERTO.
Um espectáculo com Dramaturgia, Encenação e Espaço Cénico de JOÃO BRITES, que estará em cena até dia 5 de Abril na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II.
Interpretação de Ana Lúcia Palminha e Pedro Gil.
Atenção: a 10 e 11 de Abril este espectáculo poderá ser visto no auditório do Centro de Artes de Sines, pelas 21h30.
( No blog, a canção "c'est ci bon", por Ana Lúcia Palminha)

2009-03-08

Mulheres e Homens!

(Nome latim da planta: iberis procumbens)
Para VOCÊS esta "moitinha" de flores que podeis encontrar por aí nas dunas de qualquer praia!

2009-03-05

Beber leite dá saúde...

O LEITE DAS VAQUINHAS
....
Beber leite branco
Não é novidade.
....
Se o seu leite fosse
da cor que ela é,
a vaquinha preta
daria café.
....
E a vaca amarela
daria gemada.
....
A vaca malhada,
bom chá com torrada,
Cá preto ou chá mate,
à nossa vontade.
...
E a castanha daria
quente chocolate!
....
Se fosse verdade,
Seria tão bom!
Eu escolheria
a vaca marrom.
..
(Teresa Noronha)








2009-03-01

Chinesices!

A minha amiga Ana Isabel, tem um filho que se chama Fábio, um simpático e belo rapaz.
Ao abrigo de um determinado acordo internacional entre escolas, ele encontra-se nos Estados Unidos da América. Por sua vez ela recebeu na sua casa um amável e amoroso chinês.
Resolveu então, aproveitar o Carnaval de Sines, para se vestir a rigor de chinesa e desfilar assim no corso acompanhada do seu gentil e oriental amigo.
Ora digam lá se não estão giros!!!
Uma ideia genial.
Coisas daquela "cabecinha pensadora!..."

2009-02-24

Leituras...

FILIPA DE LENCASTRE, A RAINHA QUE MUDOU PORTUGAL, é o livro que estou a ler com muito interesse.
Filipa de Portugal morreu de peste negra, tal como a sua mãe, a 15 de Julho de 1415. Com 55 anos.
No dia 25 partiam de Lisboa 240 embarcações e um exército de 20 mil homens, entre os quais D. Duarte, o Infante D. Henrique e D. Pedro. A Praça de Ceuta caía cerca de um mês depois.
D. Filipa não esperaria outra coisa dos seus filhos… Mulher de uma fé inabalável, conhecida pela sua generosidade, empreendedora e determinada a mudar os usos e costumes de uma corte tão diferente da sua, Filipa de Lencastre deu à luz, aos 29 anos, o primeiro dos seus oito filhos.
A chamada Ínclita Geração, que um dia, como ela, partiria em busca de novos mundos e mudaria para sempre os destinos da nação.
Frei John, o tutor já tinha previsto o seu destino nas estrelas. Nasceu Phillipa of Lancaster, filha primogénita de John of Gaunt, mas aos 29 anos deixou para trás a sua querida Inglaterra para se casar com D. João I de Portugal.
A 11 de Fevereiro de 1387 o povo invadiu as ruas da cidade do Porto para aclamar carinhosamente D. Filipa de Lencastre, Rainha de Portugal.
Num romance baseado numa investigação histórica cuidada, Isabel Stilwell conta-nos a vida de uma das mais importantes rainhas de Portugal. Desde a sua infância em Inglaterra, onde conhecemos a corte do século XIV, à sua chegada de barco a Portugal onde somos levados numa vertigem de sentimentos e afectos, aventuras e intrigas.

2009-02-18

O João

(Clique sobre a imagem)
O João está na primeira fila a contar da esquerda, sentado e de blusa branca.
Terá vinte e poucos anos. Vi-o no "dia dos namorados". Cumprimentou-me, como sempre muito afavelmente. Informou-me, com ar enlevado, que tinha ido comprar a prenda para dar à namorada.
O João já trabalha e comprou uma casinha que está a restaurar.
Toca na Filarmónica de Sines e penso que faz parte de um grupo musical.
Entrou muito novinho para a escola e no primeiro dia identificou-se dizendo: "Eu sou um peixinho!".
Foi por esta altura que ele começou a tocar na Banda usando uma "requinta", instrumento musical que eu fiquei a conhecer pelas explicações que me deu. Claro que este instrumento ele não podia trazer para a escola, mas isso não o impedia dar os seus "Concertos"na sala de aula.
No dia aprazado para o "espectáculo", ele subia ao palco, isto é, ao estrado frente ao quadro negro. Pegava numa corneta de plástico, daquelas que se compram nas feiras. Tirava do bolso uns minúsculos papéis com uma garatujas, a que ele chamava "as pautas" e... tocava.
Eu e os colegas, em silêncio, assistíamos co concerto e garanto-vos que o João conseguia extrair da corneta sons cheios de musicalidade.
No fim, era entusiasticamente plaudido por por mim e pelos colegas..
Ele agradecia, limpava o "bocal" da sua corneta, voltava a guardar cuidadosamente no bolso as suas minúsculas pautas e descia orgulhoso do "palco" (estrado).
Este era (e é) o João que eu encontrei no "dia dos namorados", simpático, bonito e de coração limpo!...

2009-02-11

Acabei de ver...


Acabei de ver uma mulher de cesta à cabeça!
Não como esta, que é indicada como " uma mulher malagasy", provavelmente o nome indica a região onde vive.
A que eu vi era de raça branca, de malinha a tiracolo, cesta de compras à cabeça, passo rápido e decidido. Nada de mãos a assegurar um equilíbrio que a mim me parecia instável.
Isto fez-me recuar no tempo. "Ao tempo" das cestinhas, das alcofas, das linguiças embrulhadas em papel pardo, de meia quarta de açucar, do meio quilo de farinha, do meio litro de leite, comprados nas mercearias onde se misturavam cheiros que perduram na memória: petróleo, café, pão fresco, azeite, chouriços e todos os mais imprevistos produtos que lá se podiam comprar.
Por isso pergunto:
- Quando voltaremos às cestas, cestos, alcofas e catuchos de papel?
Lojas e supermercados acabem com os sacos de plástico, ou então que passem a ser vendidos, como já se faz, felizmente, em muitos lugares.
Proponho o preço: UM EURO!!!
Veríamos como, rapidamentre se voltaria ao velho sistema, não poluidor dos cestos de verga, palhinha ou vime.
E pronto, é tudo o que tenho a dizer por hoje!
Passem muito bem!
(Será que a mulher ainda não deixou cair o cesto?...)

2009-02-04

Leituras...

Diz-se que a Oceania é o continente invisível.
Le Clézio não tinha imaginado que o mito se encontrava com a realidade: nesta narrativa em que o real e o imaginário se entrelaçam, em que o poema aflora, o autor convida-nos para a descoberta de uma cultura oceânica, a orientação pelas estrelas, a meditação sobre a imensidão do mar, o amor das mães que protegem os seus filhos da tempestade.
Viagem iniciática, abordagem da beleza rumo à humanidade, este texto abre uma reflexão e uma crítica da mundialização que ameaça a harmonia de uma civilização preciosa mas frágil.
...------------.
Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu em 1940 em Nice.
Ganhou o Prémio Nobel em 2008.

2009-01-23

As nuvenzinhas preguiçosas...

De manhã cedo, custava-lhes muito levantarem-se. Ah! Isso custava mesmo. Podia o vento soprar, o trovão roncar, a mãe chamar e sacudir as nuvenzinhas. Elas abriam um olho, um só, puxavam uma nuvem almofada para esconder a cabeça, viravam-se para o outro canto e continuavam a dormir como anjos.
Só acordavam quando o Sol ia alto, mas ainda ficavam meia hora a espreguiçarem-se pelo céu.
Em parte, a nuvem chefe - a mais velha de todas e muito mandona - tinha razão quando as chamava de preguiçosas.
Era só a mãe pedir:
- Filhas, vão buscar os meus óculos.
Ou ainda:
- Olhem as vossas irmãs que estão a chorar.
A resposta era sempre igual:
- Não podemos, mamã. Agora, estamos ocupadas.
A " ocupação" era ficarem a ouvir as histórias do vento sul, comodamente deitadas, nos ramos secos de algumas árvores muito velhas e pacientes.
.......
Atenção: Do livro escolar « No Jardim da Comunicação».
Texto de: Maria Teresa Vasconcelos ( onde ousei fazer algumas alterações).

2009-01-14

Poema

NÃO QUERO VOAR
Não.
Não quero voar
rapidamente no espaço
e pousar em qualquer lua.
...
Quero uma estrela pequena
do meu tamanho de gente
a iluminar
quem passa
nesta rua.

poema: José Fanha

Canção: Ana Lúcia



2009-01-09

A "crise" e a maçã...

O "Grande e Poderoso Homem" caminhava solitário por um pomar de férteis macieiras.
Na sua mão esquerda segurava o inseparável computador portátil, ficheiro virtual de todos os seus poderes, riquezas e falcatruas.
Chamava-se ele, Adão!
Tão absorvido seguia, pensando nos seus múltiplos negócios e embustes, que nem reparava como eram apetecíveis aquelas maçãs. Nem mesmo deu atenção a um vulto feminino (Eva), que o presenteava com o mais delicioso dos frutos. Não deu atenção à mulher mas...não resistiu ao fruto e trincou a maçã, apesar do seu pensamento continuar obcecado com os cifrões da sua conta bancária!
O "Grande e Poderoso Homem" desconhecia, ou fingia desconhecer que aquele era o fruto proibido que não deveria comer.
A sua mente ficou perturbada, ele desorientou-se e começou a vaguear perdido no imenso pomar. O computador caiu-lhe da mão e ali ficou abandonado.
Ora, toda a gente sabe que onde há maçãs, há lagartas. Também ninguém desconhece que as lagartas são loucas por computadores.
De repente, de todas as maçãs saíam lagartas, que lagarteando, teclando, teclando puseram a descoberto todas as maroscas secretas do "Grande e Poderoso Homem".
Das macieiras, como se de folhas de tratasse, começaram a cair homens da TV, da Rádio e dos Jornais.
O Mundo escancarou a boca de espanto!
- Um Homem em quem todos confiavam! Como era possível?!
ADÃO, REVELAVA-SE UM CORRUPTO!
.....
Moral da estória:
«Todo o "Poderoso e Grande Homem" que não resista às tentações, cai e arrasta-nos (a nós) na sua queda!» (Efeitos da tal globalização)
.....
Termino com um conselho aos corruptos: Se atravessarem um pomar, levem uma venda nos olhos para resistirem às tentações e nunca se arrisquem a levar convosco o computador!
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Pintura: olbinski
Texto: carolina
Canção: a rã, por ana lúcia palmimha
...
Atenção,para quem goste de assuntos tratados com seriedade leia o documento "Carta Aberta aos Portugueses" no seguinte blog: http://nampulasandre.blogspot.com/ (basta clicar neste endereço)