2009-10-27
2009-10-20
Arrufo de namorados?...
(Pintura de Matisse)
Costa do Norte, mar muito azul e praia quase deserta.
O carro branco parou no alto da falésia.
Um homem e uma mulher saíram do carro.
Sem uma palavra nem um olhar, ele começou a descer as escadas.
Ela seguia-o um pouco mais atrás.
Chegados ao areal ela desdobrou a toalha, despiu o vestido e em biquini estendeu-se na toalha.
Ele continuou a caminhar praia fora. Lá ao fundo, mal se avistava, despiu a camisola e sentou-se na beira-mar.
E eu... cá no alto sentada no carro fiquei a pensar: " Arrufo de namorados, solidão a dois num casamento em crise?"
Nem uma gaivota nem um barco no mar. Cenário composto e a condizer com os personagens.
Quem sabe se o Manoel de Oliveira não faria desta estória (sem estória), um dos seus filmes...
2009-10-14
A árvore dos passarinhos!
Saltavam freneticamente de ramo em ramo tentando arranjar um espaço onde passar a noite.
E olhem que não era fácil porque ( exagerando um pouco...) havia quase tantos pássaros como folhas!
Toda a gente parava para ver aquele " desassossego" e escutar aquela sinfonia. Aquilo era uma árvore musical!
Este ano nem uma ave se vê naquela árvore. Todas se recolheram no canavial e é daí que se pode ouvir a sinfónica chilreada.
Perguntei à Zília que é muito entendida em animais e plantas. E ela disse-me:
- Devem ter apanhado um susto! Alguém atirou pedras à árvore, alguém tentou apanhá-los de noite, ou... e agora digo eu: " não seria gato guloso" que andou por ali a rondar o passaredo?
Fica a incógnita e o espanto.
Como se avisaram uns aos outros?
Porque não ficou nem meia dúzia?
A que "voz de comando" obedeceram?
O que constatamos é que a árvore ficou silenciosa, fazia e ... desconfio, muito triste!
Já agora cliquem no endereço:
2009-10-11
2009-10-04
Nevoeiro
de nevoeiro
perdem-se no ar
as gaivotas
barcos perdidos
navegam
sem rumo
procurando
como porto de abrigo
praias remotas
,,,,,,,,,
(Há oito dias que o nevoeiro veio e ficou na minha janela...)
2009-09-28
Brrrrr...
Abriu a porta do carro e saiu. No banco traseiro estava um cão branco, grande e bonito.
Pegou-lhe na trela e lá foram em passo rápido pelo passeio.
Ao fundo, onde o passeio acaba, o cão fez as "suas necessidades". Desceram a rampa e no mesmo passo rápido caminharam pela praia até chegarem às escadas que os devolveram à estrada onde estava o carro. Entraram e rapidamente desapareceram.
Gostaria muito de ter dado um murro no "focinho" daquele jovem.
O cão, esse, não tem culpas da estupidez do dono. Creio mesmo que se este animal tivesse "consciência humana" (mas não igual à do dono), teria latido cheio de vergonha!
A mim, ao ver estes "mal formados donos de cão", o que me apetece é ROSNAR-LHES E MORDER-LHES AS CANELAS!
; (
2009-09-19
2009-09-14
2009-09-11
2009-08-31
Cogumelos!
Os banhistas refrescavam-se na água gelada da Baía de Sines, tentando amenizar esta canícula retardada de Setembro.
Eu procurei um cantinho na ponta sul do calçadão e uma brisa fresquíssima deliciou-me.
Imaginem que atravessando oceanos e mares despoluídos trazia um cheirinho a maresia que me fez recuar às adolescências de S. Torpes.
Gostei do regresso ao passado e respirei profundamente aquela frescura cheirosa, tão difícil de alcançar hoje em dia!
Perto das onze horas regressei para vos contar esta minha viajante aventura pelos sentidos.
Que a canícula não vos martirize!
Desejo-vos um sopro de brisa! (Se possível com maresia!)
;)
( Canção mexicana na voz de Ana Lúcia)
2009-08-21
As Árvores e os Livros

As árvores como os livros têm folha
se margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
se margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
(Jorge Sousa Braga)
Belo poema enviado pela minha Amiga Sissi, funcionária na Biblioteca Municipal de Santo André
2009-08-10
2009-08-04
Kenia
Quénia nome de país africano.Kenia nome de Mulher brasileira.
Kenia trabalha no bar da Biblioteca Municipal de Santo André.
É pequena, rolicinha, muito amável e carinhosa com a clientela.
Faz “docinho” e “salgadjinho” (como ela diz), muito saborosos (digo eu).
Kenia é de Goiás no Brasil.
Tem um ar exótico e esclareceu a minha curiosidade:
Os pais eram brasileiros; a avó (materna) era filha de francês e o avô era italiano.
Os outros avós (paternos), ele, era filho de alemães e ela era filha de índios.
Isto é o que se chama uma miscelânea, um abraço amoroso entre a Europa e o Brasil.
Kenia é divorciada e tem uma filha chamada Luna.
Também tem um “namoradjinho” português…para manter a tradição familiar,(internacionalista)...
Agora a mágoa dela é não arranjar quem lhe fique com o bar 15 dias para poder ir ao Brasil ver os “paizinhos” de quem tem muitas saudades.
Kenia, obrigada pelo teu SORRISO!
Felicidades! Tu mereces!
2009-07-27
Marieta!

Marieta tem 49 anos, três filhas, um filho e oito netos.
Mora perto da lixeira de Maputo numa casa de tijolo artesanal e telhado de zinco. Só tem uma divisão onde vivem 6 pessoas. Não tem água nem gás, mas…ao fim de muitos anos à espera, chegou a electricidade.
Agora Marieta põe-se a sonhar.
Se ela tiver um frigorífico (geleira) a vida dela pode melhorar. Venderá cubinhos de gelo aos vizinhos alugará prateleiras, onde guardarão comida e pacotes de leite.
Marieta trabalha em casa da Cláudia e do Carlos, que despoletaram uma onda de solidariedade que chegou até nós, amigos de Santo André em Portugal.
Com a ajuda de todos, arranjou-se o dinheiro para um frigorífico e ainda sobrou para comprar um fogão a gás com forno, onde ela poderá cozer bolos para vender.
Marieta e os vizinhos ficaram tão felizes que dançaram e cantaram a noite inteira, tecendo louvores e bênçãos a todos os amigos que tinham ajudado.
Ela resolveu até mudar de casa para um lugar mais seguro, “não vá o diabo tecê-las” e algum ladrão lhe roubar as preciosidades.
E aqui está, como um FRIGORÍFICO pode mudar a vida de uma pessoa.
Felicidades, Marieta!
Mora perto da lixeira de Maputo numa casa de tijolo artesanal e telhado de zinco. Só tem uma divisão onde vivem 6 pessoas. Não tem água nem gás, mas…ao fim de muitos anos à espera, chegou a electricidade.
Agora Marieta põe-se a sonhar.
Se ela tiver um frigorífico (geleira) a vida dela pode melhorar. Venderá cubinhos de gelo aos vizinhos alugará prateleiras, onde guardarão comida e pacotes de leite.
Marieta trabalha em casa da Cláudia e do Carlos, que despoletaram uma onda de solidariedade que chegou até nós, amigos de Santo André em Portugal.
Com a ajuda de todos, arranjou-se o dinheiro para um frigorífico e ainda sobrou para comprar um fogão a gás com forno, onde ela poderá cozer bolos para vender.
Marieta e os vizinhos ficaram tão felizes que dançaram e cantaram a noite inteira, tecendo louvores e bênçãos a todos os amigos que tinham ajudado.
Ela resolveu até mudar de casa para um lugar mais seguro, “não vá o diabo tecê-las” e algum ladrão lhe roubar as preciosidades.
E aqui está, como um FRIGORÍFICO pode mudar a vida de uma pessoa.
Felicidades, Marieta!
E…bons negócios!
Para maiores detalhes e olhe que vale a pena, clique em:
Para maiores detalhes e olhe que vale a pena, clique em:
2009-07-22
Memórias...
2009-07-16
Lá vai mais uma...
Não era a melhor que havia
Também o amor que me deste
qualquer outra mo daria
(Fesnando Pessoa)
2009-07-11
Quem diria...
Vinhas cansada e contente.
A minha pergunta é esta:
Foi da festa ou foi da gente?
...
(Fernando Pessoa, quem diria...)
2009-07-05
Janelas, insónias?...
2009-07-01
Aquelas pequenas coisas...
um telefonema, um ramo de flores,
uma palavra de gratidão,
uma chávena de chá,
uma boleia de carro,
acompanhar alguém à farmácia.
Um ouvido atento.
...
(Helen Exley)
2009-06-22
Fidelidades!
É preta, grande e de orelhas espetadas. É assim que a vejo na praia. Imóvel de olhos fixos no mar.
De repente, as orelhas abanam. Também eu olho para o mar, curiosa, tentando perceber o que despertou o seu interesse.
Um pequeno barquinho (bote) vermelho de bordas azuis, aproxima-se com um homem (de trinta e tal anos) , moreno, magro e de cabelos apanhados atrás.
Num desassossego, ela " de régua e esquadro desenha uma linha recta" e senta-se de novo mesmo no sítio onde já sabe que barco vai chegar à areia.
Depois é uma correria alegre, voltejando por aqui e por ali, enquanto o dono tira do barco um balde verde, que presumo eu, trará alguns peixes.
Grito cá de cima do muro:
- Como é que ele se chama?
O homem responde: - Ela chama-se Lina!
E eu fico a pensar com os meus botões: Nome de mulher, mas... cá me parece que aquela cadela será mais paciente e fiel que muitas mulheres!
E lá vão os dois pela areia fora com o baldinho do peixe.
Eu sigo, avenida (Avenida Vasco da Gama) abaixo satisfeita porque arranjei uma história interessante para contar! (Penso eu...)
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