2009-12-16

Pois é!

Um postal dos alunos da Universidade de Aveiro do Curso Superior de Comunicação e Arte.

2009-12-14

Uf!...








..............
...............
....................
Vou veloz
Vou correndo
Vou na toda
Que já tenho
Muita pressa
Muita pressa
Muita pressa
Muita pressa
Muiiiita
preeeeessa...

2009-12-08

Ó Vida!...

Sou Rena patinadora
mas hoje estou com azar
desiquilibro-me
escorregam-me
os cascos
não consigo patinar
...
Penso que é o stress
do trabalho que me espera
ó Inverno vai-te embora
que eu prefiro a Primavera
...
Atrelada a um trenó
e correndo "seca e meca"
não paramos
não comemos
nem dormimos
uma soneca
..
Quando passar o Natal
bato os cascos
vou embora
p'ró Brasil
ou p'ra Cancun
sem demora!



2009-12-02

Ai...ai...





Onde é que será isso do Natal???
Nunca mais lá chego!!!...
Anda um pobre homem cansado, à chuva e na neve e todos o esperam com ansiedade!
Egoístas! E eu, a mim ninguém me dá nada?
Sou velhote, ando nesta vida "há que séculos". Não mereço ainda a reforma? Já tenho o saco "coçado" e as botas sem solas. As barbas já "ralas" e por este andar ainda me cai o pompom do barrete.
Até as renas já me abandonaram e foram para lugares mais quentes.
O caruncho acabou com o trenó.
E eu aqui, com a língua de fora, calcorreando montes e vales.
Ninguém me dá "um copinho" para retemperar as forças?
Ai...ai...Natal! Quem te teria inventado com tantos presentes?
Não vos chegaria, SAÚDE, PAZ E AMOR?!

2009-11-27

Apressem-se!!!




Os pedidos feitos à "última da hora" não leverão laçarote!

Assim sendo, APRESSEM-SE!!!

(Postagem "repescada" , postada em 20/12/2005)

Já agora ofereço-lhe um momento musical lindíssimo,clique:

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2539741

(Endereço "roubado" descaradamente do blogue:http://nampulasandre.blogspot.com/)

2009-11-19

Chamava-se Carolina

Chamava-se Carolina e tinha sete anos.
Vivia com a avó no Monte dos Mariais por trás da estação do caminho de ferro, em Santiago do Cacém.
Andava na 1ª classe e a professora era a D. Ilda, senhora muito amável e com muito jeito para o desenho, como se pode ver na fotografia.
Ela, a Menina, usava um "rabo de cavalo" e consta que era endiabrada.
Fez o primeiro ano e o segundo. Nas férias grandes, teve uns "problemitas" de saúde e não pôde frequentar a terceira classe no ano seguinte.
Quando a professora soube que a Menina não podia ir à escola, pensando que aquilo era doença para pouco tempo, perguntou na aula, quem gostaria de ir levar os deveres à Carolina para que ela, assim, não se atrasasse muito.
A Eugénia, uma coleguinha da turma ofereceu-se logo.
E pronto, lá ia ela todos os dias, correndo alegre a apressada a casa da Menina com o caderno dos trabalhos escolares.
Mas a doença prolongou-se e deram-se conta de que a Menina não iria à escola nesse ano e por isso não poderia passar de classe.
Então, solidária, a Eugénia informou a professora e os pais que também não queria passar de classe porque assim poderia continuar a ajudar a Carolina.
Só muitos anos passados a Eugénia contou estes factos à Menina que, (então já adulta) nunca tinha tido conhecimento da inocente e generosa resolução desta sua amiga de infância.
E, claro, comoveu-se!
Como é generoso e inocente o coração das crianças.
Obrigada, Eugénia!

2009-11-17

leite derramado


Deitado na sua cama de hospital, um velho vai desfiando toda a sua vida passada.
Um monólogo nada monótono.
Prende-nos a atenção.
Nunca tinha lido nada do Chico Buarque.
Gostei!

2009-11-11

Caim


Pode-se gostar ou não!
Eu li e gostei.

2009-10-20

Arrufo de namorados?...

(Pintura de Matisse)

Costa do Norte, mar muito azul e praia quase deserta.
O carro branco parou no alto da falésia.
Um homem e uma mulher saíram do carro.
Sem uma palavra nem um olhar, ele começou a descer as escadas.
Ela seguia-o um pouco mais atrás.
Chegados ao areal ela desdobrou a toalha, despiu o vestido e em biquini estendeu-se na toalha.
Ele continuou a caminhar praia fora. Lá ao fundo, mal se avistava, despiu a camisola e sentou-se na beira-mar.
E eu... cá no alto sentada no carro fiquei a pensar: " Arrufo de namorados, solidão a dois num casamento em crise?"
Nem uma gaivota nem um barco no mar. Cenário composto e a condizer com os personagens.
Quem sabe se o Manoel de Oliveira não faria desta estória (sem estória), um dos seus filmes...

2009-10-14

A árvore dos passarinhos!

Quando chegava o lusco-fusco, eram milhares de passarinhos naquela árvore.
Saltavam freneticamente de ramo em ramo tentando arranjar um espaço onde passar a noite.
E olhem que não era fácil porque ( exagerando um pouco...) havia quase tantos pássaros como folhas!
Toda a gente parava para ver aquele " desassossego" e escutar aquela sinfonia. Aquilo era uma árvore musical!
Este ano nem uma ave se vê naquela árvore. Todas se recolheram no canavial e é daí que se pode ouvir a sinfónica chilreada.
Perguntei à Zília que é muito entendida em animais e plantas. E ela disse-me:
- Devem ter apanhado um susto! Alguém atirou pedras à árvore, alguém tentou apanhá-los de noite, ou... e agora digo eu: " não seria gato guloso" que andou por ali a rondar o passaredo?
Fica a incógnita e o espanto.
Como se avisaram uns aos outros?
Porque não ficou nem meia dúzia?
A que "voz de comando" obedeceram?
O que constatamos é que a árvore ficou silenciosa, fazia e ... desconfio, muito triste!
Já agora cliquem no endereço:





















2009-10-04

Nevoeiro

Olhos baços
de nevoeiro
perdem-se no ar
as gaivotas
barcos perdidos
navegam
sem rumo
procurando
como porto de abrigo
praias remotas
,,,,,,,,,
(Há oito dias que o nevoeiro veio e ficou na minha janela...)

2009-09-28

Brrrrr...


Ele, jovem ainda, chegou apressado.
Abriu a porta do carro e saiu. No banco traseiro estava um cão branco, grande e bonito.
Pegou-lhe na trela e lá foram em passo rápido pelo passeio.
Ao fundo, onde o passeio acaba, o cão fez as "suas necessidades". Desceram a rampa e no mesmo passo rápido caminharam pela praia até chegarem às escadas que os devolveram à estrada onde estava o carro. Entraram e rapidamente desapareceram.
Gostaria muito de ter dado um murro no "focinho" daquele jovem.
O cão, esse, não tem culpas da estupidez do dono. Creio mesmo que se este animal tivesse "consciência humana" (mas não igual à do dono), teria latido cheio de vergonha!
A mim, ao ver estes "mal formados donos de cão", o que me apetece é ROSNAR-LHES E MORDER-LHES AS CANELAS!
; (


2009-09-19

2009-09-14

2009-08-31

Cogumelos!

Hoje, já rareavam os cogumelos coloridos da praia. Até deu para contá-los: eram 16!
Os banhistas refrescavam-se na água gelada da Baía de Sines, tentando amenizar esta canícula retardada de Setembro.
Eu procurei um cantinho na ponta sul do calçadão e uma brisa fresquíssima deliciou-me.
Imaginem que atravessando oceanos e mares despoluídos trazia um cheirinho a maresia que me fez recuar às adolescências de S. Torpes.
Gostei do regresso ao passado e respirei profundamente aquela frescura cheirosa, tão difícil de alcançar hoje em dia!
Perto das onze horas regressei para vos contar esta minha viajante aventura pelos sentidos.
Que a canícula não vos martirize!
Desejo-vos um sopro de brisa! (Se possível com maresia!)
;)
( Canção mexicana na voz de Ana Lúcia)

2009-08-21

As Árvores e os Livros


As árvores como os livros têm folha
se margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

(Jorge Sousa Braga)

Belo poema enviado pela minha Amiga Sissi, funcionária na Biblioteca Municipal de Santo André