2010-05-03

Lis/Goa



(Ouça o disco até ao fim, vale a pena...)

2010-04-28

Sentidos...

Ao perfume da Rosa entrego os meus sentidos...

Rosa do quintal da Zília

Fotografia da Teresinha


2010-04-25

A Banda passou...


Hoje, pela manhã a Banda passou.
Garbosos os músicos lá seguiam ao compasso da "Grândola Vila Morena".
Reparei que na sua grande maioria os "tocadores" eram muito jovens ainda.
Pensei: Talvez por isso a falta de energia no "toque".
Ninguém seguia atrás da Banda como frequentemente acontece.
Apenas eles na rua deserta. Quantas cabeças assomaram à janela? Só a minha?
Lembrei-me daquele 25 de Abril presente na minha memória mas já distante no tempo.
Como as ruas se encheram de gente!
Como as varandas se engalanaram!
Como os sorrisos se rasgaram nas bocas!
Como um mar de cravos pintava de vermelho as mãos de quem passava!
Como mil sóis brilhavam nos olhas de cada um!
E com que energia o toque da Banda espalhava no ar sons de Vitória!
Já lá vão uns anos...
(Clique nos endereços)
(Outros tempos, outras Bandas...)

2010-04-05

Condecorações!

Clique na imagem
(Miguel Repas, o sétimo na fila de baixo a contar da direita)

..... Naquela manhã (ano de 198...e tal) entrei na sala de aula e fiquei pasmada!
Todos os meus alunos, pendurada ao pescoço, exibiam orgulhosos uma brilhante medalha.
- Mas, o que se passa? Andaram na guerra e foram condecorados?
Um deles esclareceu:
- Foi o Miguel Repas que as trouxe e nos ofereceu.
Perguntei ao Miguel onde fora buscar as medalhas e porque as trouxera.
Esclareceu:
- O meu pai faz muito desporto e ganhou essas medalhas todas. Ele não precisa delas, estavam metidas num armário e eu trouxe-as.
- E teu pai sabe que as trouxeste? - perguntei.
- Não! - respondeu ele.
Claro que fiz o que tinha que ser feito. Fui à secretaria e telefonei ao pai do Miguel, explicando-lhe o que se passava.
Aconteceu o que eu esperava. Meia hora depois o pai chegava à escola. Recolheu todas as suas medalhas e repreendeu o filho.
O Miguel não "tugiu nem mugiu".
E foi assim que os meus alunos, em menos de uma hora foram condecorados como garbosos majores e rapidamente despromovidos, passando à condição de "desmedalhados" soldados rasos.
...
(Esta fotografia foi-me enviada pela minha aluna Susana, a primeira na fila de cima, ao meu lado)

2010-03-30

O "Monte"!




Aproveitámos a ausência da Zília (eu e a Teresinha), para lhe fazermos esta surpresa. Fotografámos alguns dos seus pertences e damos a conhecer o seu "monte".
Está tudo tão bem arranjado que dá gosto ver!
Faltou-nos fotografar as galinhas (estas na foto, são as fracas), os coelhos e a horta.
Na horta tem couves comidas pelas largartas e diz ela que as "malditas" saem das couves e vão pespegar-se nas paredes da casa, sujando tudo.
Nos galinheiros e coelheiras são frequentes as visitas das raposas e dos saca-rabos que lhe roubam alguns desses animais.
É uma vida trabalhosa de que a Zília dá muito bem conta.
É uma Mulher do campo e (rural, como ela diz). Mas, mais do que isso é uma pessoa de muito valor, pois não se limita só a cultivar a terra. Cultiva-se a ela própria sendo uma pessoa sábia, instruída, resolvida e muito eficiente naquilo que faz.
É uma Mulher que tentou e conseguiu alargar os seus horizontes!
Nós gostamos muito dela e também gostamos do seu "monte", das suas flores e das suas couves, mesmo com lagartas.
Bem-hajas por seres quem ÉS e por seres nossa Amiga!
Fotos da Teresinha
Texto da Carolina

2010-03-25

Parabéééééns!!!

Querem saber para quem é este bolinho?...

2010-03-19

Do Fernando Pessoa


Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
...........
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.

2010-03-16

Os "gaiteirinhos"

Nós somos
velhos "gaiteiros"
o que queremos é folia
dançar
abanar
cantar
quer de noite
quer die dia
....
Para nós tudo
é uma farra
cantando que nem cigarra
dançando
como um pião
não pense que nos agarra!
...
Façam também
como nós
que até já somos avós!...


2010-03-10

Raisparta!!!


Homem prevenido vale por dois!
Siga o meu conselho.
O céu está carregado de nuvens?
Troveja?
Relampeja?
Deixe-se de gabardinas e chapéus -de- chuva.
Fatinho de banho e, pelo sim pelo não, tenha um barquinho ao alcance da mão.
É que pode sair de carro e voltar de barco ou a nado!

Não me leve a mal a brincadeira quem já passou por aflições. Isto é para desanuviar! Eu própria já estou FARTA!
( Postagem de 2006, mas sempre oportuna)

2010-03-05

Claro que o SOL vai voltar!


O "raíto" vai e vem.
Chove?
Faz vento?
Que importa?
Ter um tecto é que convém,
Ver as pombas num vai-vem
Sem ninguem bater-me à porta!
Assim, aconchegadinha,
Pode chover e ventar
Que eu não me importo nadinha...
O Sol bom há-de chegar!

....(Da nossa Lena Tereno)

2010-02-25

Um livro cativante!

Sinopse
Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.

2010-02-20

Desabafo: Estou faaaarta de chuva!


Batem leve levemente
Como quem chama por mim.
Será chuva...será gente?...
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim!...

(Lembranças de infância, numa tarde chuvosa e fria...)
«"Balada da Neve" escreveu, Augusto Gil»

2010-02-13

Carnaval

Ao chegar o Carnaval
A malta quer é folia
Samba o preto
samba o branco
Toda a noite
E todo o dia
Anões e brancas de neve
Arlequins e colombinas
Caem fitas coloridas
Confetti e serpentinas
Desfilam na avenida
Mostrando a bela perninha
Saltam moços
E velhotes
Salta a gorda
E a magrinha
Esquecem tristezas da vida
Ninguém se lembra do mal
É isto o que traz de bom
A festa do Carnaval








2010-02-09

Ela é assim...



Chama-se Teresinha.
Teresinha, não diminutivo, mas nome próprio.
É bonita, serena, alma grande e olhos brilhantes. Brilho de quem é feliz e de quem vive em paz consigo própria e com o mundo.
Almocei na sua casa.
Gostei. A casa é um prolongamento da Teresinha. Um toque feminino aqui, um pormenor aconchegante ali…
Para além de ser casa, sente-se que ali há um Lar.
Fotografias antigas da família enfeitam a sua salinha.
No corredor um armário cheio de graciosas bonecas, que tem trazido dos países por onde já andou.
Há por todo o lado pequenos detalhes que nos encantam.
É uma casa cheia de afectos!
Se o mundo fosse habitado por pessoas como a Teresinha, seria um mundo mais colorido e alegre. As expressões seriam menos cinzentas e os sorrisos mais radiosos.
Se ela não se chamasse Teresinha só poderia chamar-se Primavera!
Parece-se mesmo com uma amiga...
É UMA AMIGA!

2010-01-26

À beira do paraíso...

(A Lagoa e o Steve na barca que ele próprio construiu)
Fui visitar a Zília e ela, "Senhora da Lagoa", prontificou-se a mostrar-me os seus domínios. Lá me meti no seu carrinho e, por azinhagas e trilhos talhados no pinhal, chegámos à sua amada Lagoa. Não aquela margem que vocês conhecem do lado da Costa de Santo André, mas a outra margem no interior, oposta à praia.
Galeirões nadavam placidamente na água. Algumas aves levantavam voo. De todas elas a Zília sabia o nome: corvo marinho, mergulhão e, isso não vimos, mas ela diz que até belos e elegantes flamingos existem por ali.
O silêncio era "rei"naquele espaço idílico.
De repente, deslizando suave e silenciosa, uma barca surgiu de entre os juncos.
- Olha o Steve! - disse a Zília.
E o Steve, a Patricia (sua mulher) e a Laura (2 anos de idade), aproximaram-se.
O Nico, orelhas fora da água, nadava seguindo a barca dos donos.
Uns minutos de conversa sobre a vida e sobre aquele lugar...e lá desapareceram eles de novo por entre os juncos, dirigindo-se para a casinha onde moram " à beira do paraíso" a 50 metros da Lagoa.
Não pude deixar de me encantar com aquela vida de qualidade, com a riqueza daquela menina, ali, em contacto com a Natureza, enquanto outras crianças vivem em apartamentos, onde pouco ou nada parece faltar mas...ONDE FALTA TUDO!
E eu voltei para casa pensando: " Tenho que contar isto às pessoas"!
E por isso, aqui vos deixo o meu relato!