2010-07-16

Ópera à solta...


Se Maomé não vai à montanha... vai a montanha a Maomé!

(Espreite este bolgue)

2010-07-12

A propósito de Saint Exupéry

Consuelo foi a ùnica mulher do "Conde Saint-Exupery" mas não sua única paixão. Seu "Príncipezinho" cultivava rosas num planeta imaginário, ela amargava as dores da solidão, as humilhações de uma infidelidade permanente e as incertezas do dia seguinte.
É o relato, comovente, de Consuelo em " Memórias da Rosa".
Consuelo, uma salvadorenha, pequena e frágil que conquistou o amor de Antoine de Saint -Exupery - um nobre europeu - e que nunca foi aceite, nem pela família do marido a quem sempre foi fiel, apesar de todas os vexames a que era submetida, nem pela sociedade, que a considerava uma intrusa na vida de Saint-Exupery, já então escritor conhecido.
Difícil é encontrar adjetivos que possam qualificar de forma inerrônea, uma mulher que ciente dos obstáculos, procurou transpô-los e, numa amorosidade total, sobreviveu às tentativas de aniquilamento de sua personalidade, acalentada pelas lembranças dos tempos de felicidade e pelo fervor em ter, de novo, o seu "Antoine".
......
Música do filme: "Amor, Sublime Amor"

2010-07-05

Irra!!!


Esta é a bonita Avenida da Praia, na VILA (recuso-me a dizer cidade) de Sines.
Há três anos que durante dois meses, no Verão, a avenida da praia é fechada ao trânsito.
Há três anos que as pessoas têm que caminhar estrada fora com cadeiras, chapéus e crianças, para alcançar a praia.
Há três anos que os forasteiros andam perdidos por ruas e travessas, de autocarro ou caravana, tentando entrar ou sair de Sines.
Há três anos que os comerciantes se queixam de pouco negócio fazerem no Verão.
Há três anos que todos dizem que está mal.
Há três anos que, os que de dia dizem "está mal" à noite enchem a avenida para comer nas tascas e ouvir música.( E estão no seu direito)! Entretando a vila fica deserta e os restaurantes "às moscas".
Há tês anos que na mesma altura, um ridículo carnaval (repetição do de Fevereiro) volteia pela avenida.
Há três anos que a procissão do 15 de Agosto, para espanto de Nossa Senhora, atravessa por entre as tascas para chegar aio mar.
Há três anos que a feira anual deixou de se fazer no local próprio para, ela também, ter lugar na avenida.
Há três anos que a estupidez se repete!
HÁ TRÊS ANOS QUE O REGABOFE CONTINUA!
ATÉ QUANDO?
ATÉ QUANDO?
Há três anos que alguém que MANDE e tenha bom senso, deveria pensar que aquele não é o local próprio e que mais ( e muitos) locais há, até mesmo junto ao mar, onde se poderiam desenvolver tais actidades recreativas.
...
Nada resolvo mas, AO FIM DE TRÊS ANOS desabafei!

2010-06-28

Aguarda-se...

Papel e lápis já temos.
Mãos que escrevam também.
Então?...
Pois é, aguarda-se a chegada da inspiração!
Mãos, caderno e lápis, tudo meu.
Fotografia da Teresinha.

2010-06-19

2010-06-11

Jacarandás


Esta semana, os Jacarandás floriram! E de que maneira! Já estão bem visíveis na Avenida D. Carlos I, um dos seus principais santuários, mas também no Largo de Santos, em Belém e no Parque Eduardo VII.
Há vinte anos que, nestas páginas, assinalo este momento mágico da vida lisboeta.
Não estando actualmente a escrever a minha crónica, solicito-lhe um pouco de espaço para poder manter-me fiel!
Ainda por cima, em tempos de mentira, reviravolta e ocultação, é bom perceber que há coisas eternas, cuja repetição sazonal nos dá a garantia de que a vida nos oferece permanência e lealdade!

(Texto de António Barreto; Blog "Jacarandá")
Música do filme: "Os Girassóis da Rússia"

2010-06-06

Os queijinhos...


Lá vamos, eu e a Dulce pela estrada da Sonega.
Vira à esquerda e segue-se na direcção de Vale das Éguas.
Antes de aí chegar, num caminho de terra batida chegamos ao Areal.
-Ó minhas senhoras, onde é que fica o "monte" da D. Odete que faz queijos?
E as explicações não se fazem esperar: -Logo ali, onde acabam aqueles eucaliptos. Sobe a ladeira e o monte fica lá no alto.
Claro que eucaliptos víamos muitos e casas no alto também.
Mas, conseguimos chegar ao monte dos Beirões.
- D. Odete, ó D. Odete...e nada!
Já fazíamos inversão de marcha, quando nos gritaram: -Hei! Hei...
E era a tão desejada senhora que afinal estava dormindo a sua merecida sesta.
E lá entrámos na cozinha. Um verdadeiro "museu de antiguidades" que nos deixou encantadas.
Não há nada que ela não aproveite para decoração da sua casa. Gostava que pudessem ver aquilo.
Depois mostrou-nos o asseio com que faz os seus queijinhos. Sete ou oito por dia, que é quantos pode fazer com o leite que todas as manhãs ordenha das suas cabrinhas.
Depois de muito conversarmos (ela é muito conversadeira) lá nos arranjou 12 queijinhos para mim e cinco para a Dulce.
Já nós nos vínhamos embora quando ela virando-se para o marido diz: - Ó marido, toca lá aí uma musiquinha para as senhoras ouvirem e...perante a nossa surpresa ele pega num acordeon e "desata" a tocar com maestria. Até nos brindou com uma música que ele fez para a sua Odete!!!
E foi assim que uns queijinhos de cabra nos proporcionaram uma tarde muito bem passada no Monte dos Beirões lá para os lados do Areal.
...
(Conheci a D. Odete na fisioterapia. Todos os dias ela levava queijinhos para nos oferecer.)

2010-05-29

Banhos Quentes (Sines noutros tempos...)

(Fotografia e texto do jornal "Sineense")
Depois havia os Banhos Quentes, que era ao pé de um rio grande onde a gente ia lavar, do lado esquerdo quando vamos para a praia. Os Banhos Quentes eram uma casa grande e bonita, mobilada de camas para os doentes.
Tinham uns tubos grandes debaixo da areia que iam ligar aos banhos com água salgada.
Vinha muita gente tomar banhos quentes e depois ia para casa. Mas muitos ficavam lá o dia inteiro, não tinham meios, e outros que eram aleijadinhos.Tomavam banhos e vinham cá para fora. Tinham um terraço grande, punham cadeiras e eles ali estavam tomando banhos de sol. À porta, havia um aparelho muito lindo que tocava música.
lá dentro havia banheiras de pedra, forradas de azulejo. Cada quarto tinha uma banheira, uma cadeira e um cabidezinho para porem a roupinha e tomarem banho. Vinha água salgada por umas torneiras e arrefecia juntamente com a água doce.
Aquilo era muito bem arranjado. Não tinha muitos funcionários, só uns dois ou três. Homens não sei se havia algum. As moças é que andavam lá a limpar e a arranjar.
.....
O texto é um relato da Senhora Dona Maria Delmira Ferreira (87 anos) vizinha dos Banhos Quentes, e que testemunhou a sua destruição aquando do ciclone de 1941.

2010-05-10

Estória quase inventada...


(O Fruto que deu frutos...)


A Mulher estava numa esplanada.
O Homem passou com um Menino ao colo.
O olhar dela seguiu-o até ele desaparecer na esquina.
Tempos depois, seguia ela num autocarro quando de repente o avistou caminhando pela avenida.
O tempo passou, e um dia, ao entrar no bar do teatro viu-o lá dentro na mesa de som.
Pensou: Vou falar com ele!
E foi!
No dia seguinte, no seu camarim, alguém tinha deixado como presente um CD.
Ela olhou em redor, havia uma fruteira e dentro dela um ananás.
Pegou no ananás e e deixou-o sobre a mesa de som.
Mais tarde, voltaram a encontrar-se e a conversar.
Hoje, vivem na mesma casa.
E num mini-quintal de que muito se envaidecem, os dois jantam à luz das velas.
Muitas vezes são três, porque o Menino é filho do Homem.

..(Música de fundo "O Piano" de Michael Nyman)

2010-05-03

Lis/Goa



(Ouça o disco até ao fim, vale a pena...)

2010-04-28

Sentidos...

Ao perfume da Rosa entrego os meus sentidos...

Rosa do quintal da Zília

Fotografia da Teresinha


2010-04-25

A Banda passou...


Hoje, pela manhã a Banda passou.
Garbosos os músicos lá seguiam ao compasso da "Grândola Vila Morena".
Reparei que na sua grande maioria os "tocadores" eram muito jovens ainda.
Pensei: Talvez por isso a falta de energia no "toque".
Ninguém seguia atrás da Banda como frequentemente acontece.
Apenas eles na rua deserta. Quantas cabeças assomaram à janela? Só a minha?
Lembrei-me daquele 25 de Abril presente na minha memória mas já distante no tempo.
Como as ruas se encheram de gente!
Como as varandas se engalanaram!
Como os sorrisos se rasgaram nas bocas!
Como um mar de cravos pintava de vermelho as mãos de quem passava!
Como mil sóis brilhavam nos olhas de cada um!
E com que energia o toque da Banda espalhava no ar sons de Vitória!
Já lá vão uns anos...
(Clique nos endereços)
(Outros tempos, outras Bandas...)

2010-04-05

Condecorações!

Clique na imagem
(Miguel Repas, o sétimo na fila de baixo a contar da direita)

..... Naquela manhã (ano de 198...e tal) entrei na sala de aula e fiquei pasmada!
Todos os meus alunos, pendurada ao pescoço, exibiam orgulhosos uma brilhante medalha.
- Mas, o que se passa? Andaram na guerra e foram condecorados?
Um deles esclareceu:
- Foi o Miguel Repas que as trouxe e nos ofereceu.
Perguntei ao Miguel onde fora buscar as medalhas e porque as trouxera.
Esclareceu:
- O meu pai faz muito desporto e ganhou essas medalhas todas. Ele não precisa delas, estavam metidas num armário e eu trouxe-as.
- E teu pai sabe que as trouxeste? - perguntei.
- Não! - respondeu ele.
Claro que fiz o que tinha que ser feito. Fui à secretaria e telefonei ao pai do Miguel, explicando-lhe o que se passava.
Aconteceu o que eu esperava. Meia hora depois o pai chegava à escola. Recolheu todas as suas medalhas e repreendeu o filho.
O Miguel não "tugiu nem mugiu".
E foi assim que os meus alunos, em menos de uma hora foram condecorados como garbosos majores e rapidamente despromovidos, passando à condição de "desmedalhados" soldados rasos.
...
(Esta fotografia foi-me enviada pela minha aluna Susana, a primeira na fila de cima, ao meu lado)

2010-03-30

O "Monte"!




Aproveitámos a ausência da Zília (eu e a Teresinha), para lhe fazermos esta surpresa. Fotografámos alguns dos seus pertences e damos a conhecer o seu "monte".
Está tudo tão bem arranjado que dá gosto ver!
Faltou-nos fotografar as galinhas (estas na foto, são as fracas), os coelhos e a horta.
Na horta tem couves comidas pelas largartas e diz ela que as "malditas" saem das couves e vão pespegar-se nas paredes da casa, sujando tudo.
Nos galinheiros e coelheiras são frequentes as visitas das raposas e dos saca-rabos que lhe roubam alguns desses animais.
É uma vida trabalhosa de que a Zília dá muito bem conta.
É uma Mulher do campo e (rural, como ela diz). Mas, mais do que isso é uma pessoa de muito valor, pois não se limita só a cultivar a terra. Cultiva-se a ela própria sendo uma pessoa sábia, instruída, resolvida e muito eficiente naquilo que faz.
É uma Mulher que tentou e conseguiu alargar os seus horizontes!
Nós gostamos muito dela e também gostamos do seu "monte", das suas flores e das suas couves, mesmo com lagartas.
Bem-hajas por seres quem ÉS e por seres nossa Amiga!
Fotos da Teresinha
Texto da Carolina

2010-03-25

Parabéééééns!!!

Querem saber para quem é este bolinho?...