2010-10-03

100 anos da Répública em Portugal!

Manuel de Arriaga/Ago. 1911/Mai. 1915
Teófilo Braga/Mai. 1915/Out. 1915

Bernardino Machado/Out. 1915/Dez. 1917


Sidónio Pais/Dez. 1917/Dez. 1918



Canto e Castro/ Dez. 1918/Out. 19\19
António José de Almeida/Out. 1919/Out.1923

Teixeira Gomes/Out. 1923/Dez. 1925

Bernardino Machado/Dez. 1925/Mai. 1926

Mendes Cabeçadas/Mai. 1926/Jun. 1926

Gomes da Costa/Jun. 1926/Jul. 1926

Óscar Carmona/nov. 1926/Abr. 1951

Craveiro Lopes/Ago. 1951/Ago. 1958

Américo Tomás/Ago. 1958/Abr. 1974

António de Spínola/Mai. 1974/Set. 1974

Costa Gomes/Set. 1974/Jul. 1976

Ramalho Eanes/Jul.1976/Mar. 1986

Mário Soares/Mar. 1986/Mar.1996

Joge Sampaio/ Mar. 1996/Março 2006

Cavaco Silva/ Mar. 2006 até hoje
(Baseado num suplemento jornal "Expresso/02-10-2010")









































2010-09-27

Leituras...

Mais um interessante livro de crónocas de Mia Couto.
Sinopse
«A partida de futebol é sempre mais que o resultado. O mais belo num jogo é o que não se converte em pontos de classificação, é aquilo que escapa ao relatador da rádio, são os suspiros e os silêncios, os olhares e os gestos mudos de quem joga dentro e fora das quatro linhas.»
Um reencontro com a escrita de Mia Couto num livro que se abre como uma aguarela das terras e das gentes de Moçambique.

2010-09-10

Pecado Venial...

Deste arroz não dou a receita porque é segredo de família há gerações.
Não faltava mais nada do que ir revelar tal sigilo!
Vou apenas referir o acompanhamento que lhe poderão dar; por exemplo, ovo estrelado e salsichas.
Preparação:
Num pequeno tachinho (se possível só com uma asinha) ponha um pouco de azeite. Quando este estiver quente, deite-lhe para dentro o ovo e raspe-se. Esconda-se atrás da porta da cozinha (motivo: os espirros do ovo.) Não se esqueça da pitada de sal.
Convem que o ovo não tenha pinto, mas deverá ter sido galado por um galo de porte altaneiro e crista bem vermelhinha.
Em seguida, no mesmo tachinho meta as salsichas. Não se esqueça de as tirar da lata porque esta não caberia no recipiente e além disso seria dura de roer.
Atenção, as salsichas não deverão ser postas docemente no tacho. Devem ser atiradas de uma razoável altura. Se necessário, suba a um escadote. Esta manobrana fará com que a salsicha, assustada, dê um pequeno grito de dor e isso aviva-lhe o paladar.
Disponha tudo num prato, e enfeite o arroz com um raminho de urtigas.
E pronto!
Façam bom proveito!
.......
Estão autorizados a usar esta receita e deliciem-se!

2010-09-07

Ceifeira...

Debaixo do lenço azul com sua barra amarela
os lindos olhos que tem!
Mas o rosto macerado
de andar na ceifa e na monda
desde manhã ao sol-posto,
mas o jeito
das mãos torcendo o xaile nos dedos
é de mágoa e abandono...
Ai Maria Campaniça,
levanta os olhos do chão
que eu quero ver nascer o sol!
....
Manuel da Fonseca, in Poemas Completos

2010-08-31

Pequeno poema...

Aqui não vingam sedes
por todo o lado
rumorejam fontes
.....
Os olhos
não se perdem na lonjura
aconchegam-se nos vales
...
Abrigam-se nos teus

( Do baú...)



2010-08-20

O Bolinhas...



Este é o novo "membro" da família Palminha.
Mede palmo e meio e é filho de uma cadela sem dono.
Foi, em boa hora recolhido (diria ele se falasse) e veio habitar a vivenda "Mano Zé, Mana Bia", em Sines.
Por agora é brincalhão e "muito porquinho" no que diz respeito a certas necessidades. Esperemos que tome juízo e repare que tem um grande espaço de terra que poderá estrumar à sua vontade.
Dorme no alto da escada na sua casota de pano amarelo. Por vezes rebolam escada abaixo, Bolinhas e respectiva casa.
Passeia-se pelo quintal e faz frente aos gatos que, volta e meia, lhe lançam a pata com ar de poucos amigos. Mas isso é passageiro. Tenho a certeza que serão bons camaradas e farão, juntos, boas tropelias.
E pronto, está apresentado!
Esperemos que cresça saudável e cumpra a sua missão: LADRAR QUANDO VEJA LADRÃO!
Ladrará??? Hum!... Provavelmente meter-se-à na casota em grande velocidade e de rabo encolhido.



2010-08-11

Pequeno poema...

meu amor disse qu eu tinha
os olhos da cor do mar
são castanhos como algas
já secas
de te esperar
...
meu amor disse que eu era
uma asa de andorinha
sem rumo e sem primavera
riscando os céus
sozinha
....
meu amor disse que eu era
uma gaivota no mar
pedi as asas ao vento
e não te pude
encontrar
...
meu amor disse que eu tinha
na voz uma melodia
como o marujar das ondas
em noites
de maresia
...
Carolina/ sem data

2010-08-04

Exposição de Pintura

(Rua de Santiago. Pintura de Madalena Patrício)

De 2 a 31 de Agosto, pode ser visitada em Santiago do Cacém uma exposição de pintura na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.
.......
«Até 30 de Setembro, acontece também no Auditório Municipal António Chainho, uma exposição de pintura a óleo do atelier Alencores
......
Alencores, é dirigido por três pintores/monitores que dispõem de uma bela experiência da pintura naturalista e que partilham uma filosofia comum do seu ensinamento básico.
Charles Hejnal, António Canaria e Madalena Patrício: “No mais profundo de cada artista há um artesão, um trabalhador que ama e conhece bem o material que lhe permite expressar os seus sonhos…conhecer bem a técnica permite pintar sem esforço, fluí à vontade dos sentimentos (...)”.
A técnica ensinada é principalmente a pintura a óleo.
O aluno estuda os métodos mais clássicos adaptados aos materiais modernos.»


2010-07-30

Músicas do Mundo


(Museu de Sines)
Clique: http://www.youtube.com/watch?v=bK_98pj1cik

(Vídeo enviado por Jorge Ganhão)

2010-07-27

O Poeta e a menina...


Quando a tempestade amaina
E um sono antigo vem
Diz o Poeta à menina:
- Menina, dorme bem
...
O Poeta vela, enorme,
Sobre a cabeça do mundo
E o seu cansaço é fundo
Fundo
Fundo
...
Mas, sabendo-o a menina,
Antes de adormecer bem,
Diz a menina ao Poeta:
- Poeta, dorme também.
..
( Poeta e amigo, perdido no tempo, achado na memória)
( Música, Mireille Mathieu)

2010-07-24

2010-07-16

Ópera à solta...


Se Maomé não vai à montanha... vai a montanha a Maomé!

(Espreite este bolgue)

2010-07-12

A propósito de Saint Exupéry

Consuelo foi a ùnica mulher do "Conde Saint-Exupery" mas não sua única paixão. Seu "Príncipezinho" cultivava rosas num planeta imaginário, ela amargava as dores da solidão, as humilhações de uma infidelidade permanente e as incertezas do dia seguinte.
É o relato, comovente, de Consuelo em " Memórias da Rosa".
Consuelo, uma salvadorenha, pequena e frágil que conquistou o amor de Antoine de Saint -Exupery - um nobre europeu - e que nunca foi aceite, nem pela família do marido a quem sempre foi fiel, apesar de todas os vexames a que era submetida, nem pela sociedade, que a considerava uma intrusa na vida de Saint-Exupery, já então escritor conhecido.
Difícil é encontrar adjetivos que possam qualificar de forma inerrônea, uma mulher que ciente dos obstáculos, procurou transpô-los e, numa amorosidade total, sobreviveu às tentativas de aniquilamento de sua personalidade, acalentada pelas lembranças dos tempos de felicidade e pelo fervor em ter, de novo, o seu "Antoine".
......
Música do filme: "Amor, Sublime Amor"

2010-07-05

Irra!!!


Esta é a bonita Avenida da Praia, na VILA (recuso-me a dizer cidade) de Sines.
Há três anos que durante dois meses, no Verão, a avenida da praia é fechada ao trânsito.
Há três anos que as pessoas têm que caminhar estrada fora com cadeiras, chapéus e crianças, para alcançar a praia.
Há três anos que os forasteiros andam perdidos por ruas e travessas, de autocarro ou caravana, tentando entrar ou sair de Sines.
Há três anos que os comerciantes se queixam de pouco negócio fazerem no Verão.
Há três anos que todos dizem que está mal.
Há três anos que, os que de dia dizem "está mal" à noite enchem a avenida para comer nas tascas e ouvir música.( E estão no seu direito)! Entretando a vila fica deserta e os restaurantes "às moscas".
Há tês anos que na mesma altura, um ridículo carnaval (repetição do de Fevereiro) volteia pela avenida.
Há três anos que a procissão do 15 de Agosto, para espanto de Nossa Senhora, atravessa por entre as tascas para chegar aio mar.
Há três anos que a feira anual deixou de se fazer no local próprio para, ela também, ter lugar na avenida.
Há três anos que a estupidez se repete!
HÁ TRÊS ANOS QUE O REGABOFE CONTINUA!
ATÉ QUANDO?
ATÉ QUANDO?
Há três anos que alguém que MANDE e tenha bom senso, deveria pensar que aquele não é o local próprio e que mais ( e muitos) locais há, até mesmo junto ao mar, onde se poderiam desenvolver tais actidades recreativas.
...
Nada resolvo mas, AO FIM DE TRÊS ANOS desabafei!

2010-06-28

Aguarda-se...

Papel e lápis já temos.
Mãos que escrevam também.
Então?...
Pois é, aguarda-se a chegada da inspiração!
Mãos, caderno e lápis, tudo meu.
Fotografia da Teresinha.

2010-06-19

2010-06-11

Jacarandás


Esta semana, os Jacarandás floriram! E de que maneira! Já estão bem visíveis na Avenida D. Carlos I, um dos seus principais santuários, mas também no Largo de Santos, em Belém e no Parque Eduardo VII.
Há vinte anos que, nestas páginas, assinalo este momento mágico da vida lisboeta.
Não estando actualmente a escrever a minha crónica, solicito-lhe um pouco de espaço para poder manter-me fiel!
Ainda por cima, em tempos de mentira, reviravolta e ocultação, é bom perceber que há coisas eternas, cuja repetição sazonal nos dá a garantia de que a vida nos oferece permanência e lealdade!

(Texto de António Barreto; Blog "Jacarandá")
Música do filme: "Os Girassóis da Rússia"

2010-06-06

Os queijinhos...


Lá vamos, eu e a Dulce pela estrada da Sonega.
Vira à esquerda e segue-se na direcção de Vale das Éguas.
Antes de aí chegar, num caminho de terra batida chegamos ao Areal.
-Ó minhas senhoras, onde é que fica o "monte" da D. Odete que faz queijos?
E as explicações não se fazem esperar: -Logo ali, onde acabam aqueles eucaliptos. Sobe a ladeira e o monte fica lá no alto.
Claro que eucaliptos víamos muitos e casas no alto também.
Mas, conseguimos chegar ao monte dos Beirões.
- D. Odete, ó D. Odete...e nada!
Já fazíamos inversão de marcha, quando nos gritaram: -Hei! Hei...
E era a tão desejada senhora que afinal estava dormindo a sua merecida sesta.
E lá entrámos na cozinha. Um verdadeiro "museu de antiguidades" que nos deixou encantadas.
Não há nada que ela não aproveite para decoração da sua casa. Gostava que pudessem ver aquilo.
Depois mostrou-nos o asseio com que faz os seus queijinhos. Sete ou oito por dia, que é quantos pode fazer com o leite que todas as manhãs ordenha das suas cabrinhas.
Depois de muito conversarmos (ela é muito conversadeira) lá nos arranjou 12 queijinhos para mim e cinco para a Dulce.
Já nós nos vínhamos embora quando ela virando-se para o marido diz: - Ó marido, toca lá aí uma musiquinha para as senhoras ouvirem e...perante a nossa surpresa ele pega num acordeon e "desata" a tocar com maestria. Até nos brindou com uma música que ele fez para a sua Odete!!!
E foi assim que uns queijinhos de cabra nos proporcionaram uma tarde muito bem passada no Monte dos Beirões lá para os lados do Areal.
...
(Conheci a D. Odete na fisioterapia. Todos os dias ela levava queijinhos para nos oferecer.)