2010-07-30

Músicas do Mundo


(Museu de Sines)
Clique: http://www.youtube.com/watch?v=bK_98pj1cik

(Vídeo enviado por Jorge Ganhão)

2010-07-27

O Poeta e a menina...


Quando a tempestade amaina
E um sono antigo vem
Diz o Poeta à menina:
- Menina, dorme bem
...
O Poeta vela, enorme,
Sobre a cabeça do mundo
E o seu cansaço é fundo
Fundo
Fundo
...
Mas, sabendo-o a menina,
Antes de adormecer bem,
Diz a menina ao Poeta:
- Poeta, dorme também.
..
( Poeta e amigo, perdido no tempo, achado na memória)
( Música, Mireille Mathieu)

2010-07-24

2010-07-16

Ópera à solta...


Se Maomé não vai à montanha... vai a montanha a Maomé!

(Espreite este bolgue)

2010-07-12

A propósito de Saint Exupéry

Consuelo foi a ùnica mulher do "Conde Saint-Exupery" mas não sua única paixão. Seu "Príncipezinho" cultivava rosas num planeta imaginário, ela amargava as dores da solidão, as humilhações de uma infidelidade permanente e as incertezas do dia seguinte.
É o relato, comovente, de Consuelo em " Memórias da Rosa".
Consuelo, uma salvadorenha, pequena e frágil que conquistou o amor de Antoine de Saint -Exupery - um nobre europeu - e que nunca foi aceite, nem pela família do marido a quem sempre foi fiel, apesar de todas os vexames a que era submetida, nem pela sociedade, que a considerava uma intrusa na vida de Saint-Exupery, já então escritor conhecido.
Difícil é encontrar adjetivos que possam qualificar de forma inerrônea, uma mulher que ciente dos obstáculos, procurou transpô-los e, numa amorosidade total, sobreviveu às tentativas de aniquilamento de sua personalidade, acalentada pelas lembranças dos tempos de felicidade e pelo fervor em ter, de novo, o seu "Antoine".
......
Música do filme: "Amor, Sublime Amor"

2010-07-05

Irra!!!


Esta é a bonita Avenida da Praia, na VILA (recuso-me a dizer cidade) de Sines.
Há três anos que durante dois meses, no Verão, a avenida da praia é fechada ao trânsito.
Há três anos que as pessoas têm que caminhar estrada fora com cadeiras, chapéus e crianças, para alcançar a praia.
Há três anos que os forasteiros andam perdidos por ruas e travessas, de autocarro ou caravana, tentando entrar ou sair de Sines.
Há três anos que os comerciantes se queixam de pouco negócio fazerem no Verão.
Há três anos que todos dizem que está mal.
Há três anos que, os que de dia dizem "está mal" à noite enchem a avenida para comer nas tascas e ouvir música.( E estão no seu direito)! Entretando a vila fica deserta e os restaurantes "às moscas".
Há tês anos que na mesma altura, um ridículo carnaval (repetição do de Fevereiro) volteia pela avenida.
Há três anos que a procissão do 15 de Agosto, para espanto de Nossa Senhora, atravessa por entre as tascas para chegar aio mar.
Há três anos que a feira anual deixou de se fazer no local próprio para, ela também, ter lugar na avenida.
Há três anos que a estupidez se repete!
HÁ TRÊS ANOS QUE O REGABOFE CONTINUA!
ATÉ QUANDO?
ATÉ QUANDO?
Há três anos que alguém que MANDE e tenha bom senso, deveria pensar que aquele não é o local próprio e que mais ( e muitos) locais há, até mesmo junto ao mar, onde se poderiam desenvolver tais actidades recreativas.
...
Nada resolvo mas, AO FIM DE TRÊS ANOS desabafei!

2010-06-28

Aguarda-se...

Papel e lápis já temos.
Mãos que escrevam também.
Então?...
Pois é, aguarda-se a chegada da inspiração!
Mãos, caderno e lápis, tudo meu.
Fotografia da Teresinha.

2010-06-19

2010-06-11

Jacarandás


Esta semana, os Jacarandás floriram! E de que maneira! Já estão bem visíveis na Avenida D. Carlos I, um dos seus principais santuários, mas também no Largo de Santos, em Belém e no Parque Eduardo VII.
Há vinte anos que, nestas páginas, assinalo este momento mágico da vida lisboeta.
Não estando actualmente a escrever a minha crónica, solicito-lhe um pouco de espaço para poder manter-me fiel!
Ainda por cima, em tempos de mentira, reviravolta e ocultação, é bom perceber que há coisas eternas, cuja repetição sazonal nos dá a garantia de que a vida nos oferece permanência e lealdade!

(Texto de António Barreto; Blog "Jacarandá")
Música do filme: "Os Girassóis da Rússia"

2010-06-06

Os queijinhos...


Lá vamos, eu e a Dulce pela estrada da Sonega.
Vira à esquerda e segue-se na direcção de Vale das Éguas.
Antes de aí chegar, num caminho de terra batida chegamos ao Areal.
-Ó minhas senhoras, onde é que fica o "monte" da D. Odete que faz queijos?
E as explicações não se fazem esperar: -Logo ali, onde acabam aqueles eucaliptos. Sobe a ladeira e o monte fica lá no alto.
Claro que eucaliptos víamos muitos e casas no alto também.
Mas, conseguimos chegar ao monte dos Beirões.
- D. Odete, ó D. Odete...e nada!
Já fazíamos inversão de marcha, quando nos gritaram: -Hei! Hei...
E era a tão desejada senhora que afinal estava dormindo a sua merecida sesta.
E lá entrámos na cozinha. Um verdadeiro "museu de antiguidades" que nos deixou encantadas.
Não há nada que ela não aproveite para decoração da sua casa. Gostava que pudessem ver aquilo.
Depois mostrou-nos o asseio com que faz os seus queijinhos. Sete ou oito por dia, que é quantos pode fazer com o leite que todas as manhãs ordenha das suas cabrinhas.
Depois de muito conversarmos (ela é muito conversadeira) lá nos arranjou 12 queijinhos para mim e cinco para a Dulce.
Já nós nos vínhamos embora quando ela virando-se para o marido diz: - Ó marido, toca lá aí uma musiquinha para as senhoras ouvirem e...perante a nossa surpresa ele pega num acordeon e "desata" a tocar com maestria. Até nos brindou com uma música que ele fez para a sua Odete!!!
E foi assim que uns queijinhos de cabra nos proporcionaram uma tarde muito bem passada no Monte dos Beirões lá para os lados do Areal.
...
(Conheci a D. Odete na fisioterapia. Todos os dias ela levava queijinhos para nos oferecer.)

2010-05-29

Banhos Quentes (Sines noutros tempos...)

(Fotografia e texto do jornal "Sineense")
Depois havia os Banhos Quentes, que era ao pé de um rio grande onde a gente ia lavar, do lado esquerdo quando vamos para a praia. Os Banhos Quentes eram uma casa grande e bonita, mobilada de camas para os doentes.
Tinham uns tubos grandes debaixo da areia que iam ligar aos banhos com água salgada.
Vinha muita gente tomar banhos quentes e depois ia para casa. Mas muitos ficavam lá o dia inteiro, não tinham meios, e outros que eram aleijadinhos.Tomavam banhos e vinham cá para fora. Tinham um terraço grande, punham cadeiras e eles ali estavam tomando banhos de sol. À porta, havia um aparelho muito lindo que tocava música.
lá dentro havia banheiras de pedra, forradas de azulejo. Cada quarto tinha uma banheira, uma cadeira e um cabidezinho para porem a roupinha e tomarem banho. Vinha água salgada por umas torneiras e arrefecia juntamente com a água doce.
Aquilo era muito bem arranjado. Não tinha muitos funcionários, só uns dois ou três. Homens não sei se havia algum. As moças é que andavam lá a limpar e a arranjar.
.....
O texto é um relato da Senhora Dona Maria Delmira Ferreira (87 anos) vizinha dos Banhos Quentes, e que testemunhou a sua destruição aquando do ciclone de 1941.

2010-05-10

Estória quase inventada...


(O Fruto que deu frutos...)


A Mulher estava numa esplanada.
O Homem passou com um Menino ao colo.
O olhar dela seguiu-o até ele desaparecer na esquina.
Tempos depois, seguia ela num autocarro quando de repente o avistou caminhando pela avenida.
O tempo passou, e um dia, ao entrar no bar do teatro viu-o lá dentro na mesa de som.
Pensou: Vou falar com ele!
E foi!
No dia seguinte, no seu camarim, alguém tinha deixado como presente um CD.
Ela olhou em redor, havia uma fruteira e dentro dela um ananás.
Pegou no ananás e e deixou-o sobre a mesa de som.
Mais tarde, voltaram a encontrar-se e a conversar.
Hoje, vivem na mesma casa.
E num mini-quintal de que muito se envaidecem, os dois jantam à luz das velas.
Muitas vezes são três, porque o Menino é filho do Homem.

..(Música de fundo "O Piano" de Michael Nyman)

2010-05-03

Lis/Goa



(Ouça o disco até ao fim, vale a pena...)

2010-04-28

Sentidos...

Ao perfume da Rosa entrego os meus sentidos...

Rosa do quintal da Zília

Fotografia da Teresinha


2010-04-25

A Banda passou...


Hoje, pela manhã a Banda passou.
Garbosos os músicos lá seguiam ao compasso da "Grândola Vila Morena".
Reparei que na sua grande maioria os "tocadores" eram muito jovens ainda.
Pensei: Talvez por isso a falta de energia no "toque".
Ninguém seguia atrás da Banda como frequentemente acontece.
Apenas eles na rua deserta. Quantas cabeças assomaram à janela? Só a minha?
Lembrei-me daquele 25 de Abril presente na minha memória mas já distante no tempo.
Como as ruas se encheram de gente!
Como as varandas se engalanaram!
Como os sorrisos se rasgaram nas bocas!
Como um mar de cravos pintava de vermelho as mãos de quem passava!
Como mil sóis brilhavam nos olhas de cada um!
E com que energia o toque da Banda espalhava no ar sons de Vitória!
Já lá vão uns anos...
(Clique nos endereços)
(Outros tempos, outras Bandas...)

2010-04-05

Condecorações!

Clique na imagem
(Miguel Repas, o sétimo na fila de baixo a contar da direita)

..... Naquela manhã (ano de 198...e tal) entrei na sala de aula e fiquei pasmada!
Todos os meus alunos, pendurada ao pescoço, exibiam orgulhosos uma brilhante medalha.
- Mas, o que se passa? Andaram na guerra e foram condecorados?
Um deles esclareceu:
- Foi o Miguel Repas que as trouxe e nos ofereceu.
Perguntei ao Miguel onde fora buscar as medalhas e porque as trouxera.
Esclareceu:
- O meu pai faz muito desporto e ganhou essas medalhas todas. Ele não precisa delas, estavam metidas num armário e eu trouxe-as.
- E teu pai sabe que as trouxeste? - perguntei.
- Não! - respondeu ele.
Claro que fiz o que tinha que ser feito. Fui à secretaria e telefonei ao pai do Miguel, explicando-lhe o que se passava.
Aconteceu o que eu esperava. Meia hora depois o pai chegava à escola. Recolheu todas as suas medalhas e repreendeu o filho.
O Miguel não "tugiu nem mugiu".
E foi assim que os meus alunos, em menos de uma hora foram condecorados como garbosos majores e rapidamente despromovidos, passando à condição de "desmedalhados" soldados rasos.
...
(Esta fotografia foi-me enviada pela minha aluna Susana, a primeira na fila de cima, ao meu lado)

2010-03-30

O "Monte"!




Aproveitámos a ausência da Zília (eu e a Teresinha), para lhe fazermos esta surpresa. Fotografámos alguns dos seus pertences e damos a conhecer o seu "monte".
Está tudo tão bem arranjado que dá gosto ver!
Faltou-nos fotografar as galinhas (estas na foto, são as fracas), os coelhos e a horta.
Na horta tem couves comidas pelas largartas e diz ela que as "malditas" saem das couves e vão pespegar-se nas paredes da casa, sujando tudo.
Nos galinheiros e coelheiras são frequentes as visitas das raposas e dos saca-rabos que lhe roubam alguns desses animais.
É uma vida trabalhosa de que a Zília dá muito bem conta.
É uma Mulher do campo e (rural, como ela diz). Mas, mais do que isso é uma pessoa de muito valor, pois não se limita só a cultivar a terra. Cultiva-se a ela própria sendo uma pessoa sábia, instruída, resolvida e muito eficiente naquilo que faz.
É uma Mulher que tentou e conseguiu alargar os seus horizontes!
Nós gostamos muito dela e também gostamos do seu "monte", das suas flores e das suas couves, mesmo com lagartas.
Bem-hajas por seres quem ÉS e por seres nossa Amiga!
Fotos da Teresinha
Texto da Carolina

2010-03-25

Parabéééééns!!!

Querem saber para quem é este bolinho?...

2010-03-19

Do Fernando Pessoa


Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
...........
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.

2010-03-16

Os "gaiteirinhos"

Nós somos
velhos "gaiteiros"
o que queremos é folia
dançar
abanar
cantar
quer de noite
quer die dia
....
Para nós tudo
é uma farra
cantando que nem cigarra
dançando
como um pião
não pense que nos agarra!
...
Façam também
como nós
que até já somos avós!...


2010-03-10

Raisparta!!!


Homem prevenido vale por dois!
Siga o meu conselho.
O céu está carregado de nuvens?
Troveja?
Relampeja?
Deixe-se de gabardinas e chapéus -de- chuva.
Fatinho de banho e, pelo sim pelo não, tenha um barquinho ao alcance da mão.
É que pode sair de carro e voltar de barco ou a nado!

Não me leve a mal a brincadeira quem já passou por aflições. Isto é para desanuviar! Eu própria já estou FARTA!
( Postagem de 2006, mas sempre oportuna)

2010-03-05

Claro que o SOL vai voltar!


O "raíto" vai e vem.
Chove?
Faz vento?
Que importa?
Ter um tecto é que convém,
Ver as pombas num vai-vem
Sem ninguem bater-me à porta!
Assim, aconchegadinha,
Pode chover e ventar
Que eu não me importo nadinha...
O Sol bom há-de chegar!

....(Da nossa Lena Tereno)

2010-02-25

Um livro cativante!

Sinopse
Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.

2010-02-20

Desabafo: Estou faaaarta de chuva!


Batem leve levemente
Como quem chama por mim.
Será chuva...será gente?...
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim!...

(Lembranças de infância, numa tarde chuvosa e fria...)
«"Balada da Neve" escreveu, Augusto Gil»

2010-02-13

Carnaval

Ao chegar o Carnaval
A malta quer é folia
Samba o preto
samba o branco
Toda a noite
E todo o dia
Anões e brancas de neve
Arlequins e colombinas
Caem fitas coloridas
Confetti e serpentinas
Desfilam na avenida
Mostrando a bela perninha
Saltam moços
E velhotes
Salta a gorda
E a magrinha
Esquecem tristezas da vida
Ninguém se lembra do mal
É isto o que traz de bom
A festa do Carnaval








2010-02-09

Ela é assim...



Chama-se Teresinha.
Teresinha, não diminutivo, mas nome próprio.
É bonita, serena, alma grande e olhos brilhantes. Brilho de quem é feliz e de quem vive em paz consigo própria e com o mundo.
Almocei na sua casa.
Gostei. A casa é um prolongamento da Teresinha. Um toque feminino aqui, um pormenor aconchegante ali…
Para além de ser casa, sente-se que ali há um Lar.
Fotografias antigas da família enfeitam a sua salinha.
No corredor um armário cheio de graciosas bonecas, que tem trazido dos países por onde já andou.
Há por todo o lado pequenos detalhes que nos encantam.
É uma casa cheia de afectos!
Se o mundo fosse habitado por pessoas como a Teresinha, seria um mundo mais colorido e alegre. As expressões seriam menos cinzentas e os sorrisos mais radiosos.
Se ela não se chamasse Teresinha só poderia chamar-se Primavera!
Parece-se mesmo com uma amiga...
É UMA AMIGA!

2010-01-26

À beira do paraíso...

(A Lagoa e o Steve na barca que ele próprio construiu)
Fui visitar a Zília e ela, "Senhora da Lagoa", prontificou-se a mostrar-me os seus domínios. Lá me meti no seu carrinho e, por azinhagas e trilhos talhados no pinhal, chegámos à sua amada Lagoa. Não aquela margem que vocês conhecem do lado da Costa de Santo André, mas a outra margem no interior, oposta à praia.
Galeirões nadavam placidamente na água. Algumas aves levantavam voo. De todas elas a Zília sabia o nome: corvo marinho, mergulhão e, isso não vimos, mas ela diz que até belos e elegantes flamingos existem por ali.
O silêncio era "rei"naquele espaço idílico.
De repente, deslizando suave e silenciosa, uma barca surgiu de entre os juncos.
- Olha o Steve! - disse a Zília.
E o Steve, a Patricia (sua mulher) e a Laura (2 anos de idade), aproximaram-se.
O Nico, orelhas fora da água, nadava seguindo a barca dos donos.
Uns minutos de conversa sobre a vida e sobre aquele lugar...e lá desapareceram eles de novo por entre os juncos, dirigindo-se para a casinha onde moram " à beira do paraíso" a 50 metros da Lagoa.
Não pude deixar de me encantar com aquela vida de qualidade, com a riqueza daquela menina, ali, em contacto com a Natureza, enquanto outras crianças vivem em apartamentos, onde pouco ou nada parece faltar mas...ONDE FALTA TUDO!
E eu voltei para casa pensando: " Tenho que contar isto às pessoas"!
E por isso, aqui vos deixo o meu relato!

2010-01-24

2010-01-16

Recordando a minha aluna Clarisse!

Clique:
_
http://www.youtube.com/watch?v=iNNij4Vgp_w

(Esclareço, que a menina que aparece no vídeo, não é a Clarisse.
Nesta altura ela é já uma mulher.
Conhecemo-nos quando eu era professora numa escolinha do campo perto de S. Torpes. «Escola das Palmeiras».
Na verdade ela era muito loura, tinha olhos verdes, morava numa cabana e brincava com as gaivotas).
«Música: Mireille Mathieu em La Mer»

2010-01-10

Quem diria...

"Bebezinho do Nininho-ninho:
Oh!
Venho só quevê pâ dizê ó Bebezinho que gotei muito da catinha dela. Oh!
E também tive muita pena de não tá ó pé do Bebé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequenininho!
Hoje o Nininho não vai a Belém porque, como não sabia se havia carros, combinei tá aqui às seis ho'as.
Amanhã, a não sê qu'o Nininho não possa é que sai daqui pelas cinco e meia *(isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bebé espera pelo Nininho, sim? Em Belém,sim? Sim?
Jinhos, jinhos e mais jinhos
31-5-1920
Fernando
(* o poeta desenhava aqui uma meia).

Nem mais nem menos, esta é uma carta de Fernando Pessoa à sua Ofélia. E ele próprio dizia: "todas as cartas de amor são ridículas" .
Serão?

2010-01-02

2009-12-28

O Búzio




















Num dia de aulas escrevi no quadro:
"Sou um búzio abandonado na janela de uma escola.
Como a vida era bela quando eu vivia no mar.
Vou contar..."
E o Nuno Miguel desenvolveu assim o tema:
"Havia plantas aquáticas, peixes grandes, bonitos, feios, pequenos e outros!...
Os búzios como eu jogavam às escondidas, outros preferiam ir brincar com os caranguejos.
Ai, ai!.... Belos tempos aqueles! Até que um dia um homem me apanhou e pôs-me num aquário onde conheci outros búzios e peixes. Mas, estar fechado naquele aquário também não era fácil. Tinha vontade de passear pelo mar, mas não foi preciso fugir. O homem que me tinha apanhado já era velho e tinha uma neta que se chamava Carolina.
O homem deu-me à sua neta, ela ficou toda contente e levou-me para a escola onde fiquei anos, porque a Carolina era professora.
E foi assim que eu vim aqui parar na janela da escola primária na sala nº 3."
( Nuno Miguel)

2009-12-19

Afinal, sempre é Natal!


Chegou o Natal
com fitas e laços
prendinhas
sorrisos
e também abraços!
......
Pinheiro enfeitado
luzes a piscar
filhoses
azevias
estrelas a brilhar!
......
.......
Com musgo verdinho
compõe-se o presépio
José e Maria
o Menino dormindo
chegam os Reis Magos
com prendas
sorrindo!
....
Chegou o Natal
tempo de Alegria
precisamos fazer
um Natal
cada dia!

2009-12-16

Pois é!

Um postal dos alunos da Universidade de Aveiro do Curso Superior de Comunicação e Arte.

2009-12-14

Uf!...








..............
...............
....................
Vou veloz
Vou correndo
Vou na toda
Que já tenho
Muita pressa
Muita pressa
Muita pressa
Muita pressa
Muiiiita
preeeeessa...

2009-12-08

Ó Vida!...

Sou Rena patinadora
mas hoje estou com azar
desiquilibro-me
escorregam-me
os cascos
não consigo patinar
...
Penso que é o stress
do trabalho que me espera
ó Inverno vai-te embora
que eu prefiro a Primavera
...
Atrelada a um trenó
e correndo "seca e meca"
não paramos
não comemos
nem dormimos
uma soneca
..
Quando passar o Natal
bato os cascos
vou embora
p'ró Brasil
ou p'ra Cancun
sem demora!



2009-12-02

Ai...ai...





Onde é que será isso do Natal???
Nunca mais lá chego!!!...
Anda um pobre homem cansado, à chuva e na neve e todos o esperam com ansiedade!
Egoístas! E eu, a mim ninguém me dá nada?
Sou velhote, ando nesta vida "há que séculos". Não mereço ainda a reforma? Já tenho o saco "coçado" e as botas sem solas. As barbas já "ralas" e por este andar ainda me cai o pompom do barrete.
Até as renas já me abandonaram e foram para lugares mais quentes.
O caruncho acabou com o trenó.
E eu aqui, com a língua de fora, calcorreando montes e vales.
Ninguém me dá "um copinho" para retemperar as forças?
Ai...ai...Natal! Quem te teria inventado com tantos presentes?
Não vos chegaria, SAÚDE, PAZ E AMOR?!

2009-11-27

Apressem-se!!!




Os pedidos feitos à "última da hora" não leverão laçarote!

Assim sendo, APRESSEM-SE!!!

(Postagem "repescada" , postada em 20/12/2005)

Já agora ofereço-lhe um momento musical lindíssimo,clique:

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2539741

(Endereço "roubado" descaradamente do blogue:http://nampulasandre.blogspot.com/)

2009-11-19

Chamava-se Carolina

Chamava-se Carolina e tinha sete anos.
Vivia com a avó no Monte dos Mariais por trás da estação do caminho de ferro, em Santiago do Cacém.
Andava na 1ª classe e a professora era a D. Ilda, senhora muito amável e com muito jeito para o desenho, como se pode ver na fotografia.
Ela, a Menina, usava um "rabo de cavalo" e consta que era endiabrada.
Fez o primeiro ano e o segundo. Nas férias grandes, teve uns "problemitas" de saúde e não pôde frequentar a terceira classe no ano seguinte.
Quando a professora soube que a Menina não podia ir à escola, pensando que aquilo era doença para pouco tempo, perguntou na aula, quem gostaria de ir levar os deveres à Carolina para que ela, assim, não se atrasasse muito.
A Eugénia, uma coleguinha da turma ofereceu-se logo.
E pronto, lá ia ela todos os dias, correndo alegre a apressada a casa da Menina com o caderno dos trabalhos escolares.
Mas a doença prolongou-se e deram-se conta de que a Menina não iria à escola nesse ano e por isso não poderia passar de classe.
Então, solidária, a Eugénia informou a professora e os pais que também não queria passar de classe porque assim poderia continuar a ajudar a Carolina.
Só muitos anos passados a Eugénia contou estes factos à Menina que, (então já adulta) nunca tinha tido conhecimento da inocente e generosa resolução desta sua amiga de infância.
E, claro, comoveu-se!
Como é generoso e inocente o coração das crianças.
Obrigada, Eugénia!

2009-11-17

leite derramado


Deitado na sua cama de hospital, um velho vai desfiando toda a sua vida passada.
Um monólogo nada monótono.
Prende-nos a atenção.
Nunca tinha lido nada do Chico Buarque.
Gostei!

2009-11-11

Caim


Pode-se gostar ou não!
Eu li e gostei.

2009-10-20

Arrufo de namorados?...

(Pintura de Matisse)

Costa do Norte, mar muito azul e praia quase deserta.
O carro branco parou no alto da falésia.
Um homem e uma mulher saíram do carro.
Sem uma palavra nem um olhar, ele começou a descer as escadas.
Ela seguia-o um pouco mais atrás.
Chegados ao areal ela desdobrou a toalha, despiu o vestido e em biquini estendeu-se na toalha.
Ele continuou a caminhar praia fora. Lá ao fundo, mal se avistava, despiu a camisola e sentou-se na beira-mar.
E eu... cá no alto sentada no carro fiquei a pensar: " Arrufo de namorados, solidão a dois num casamento em crise?"
Nem uma gaivota nem um barco no mar. Cenário composto e a condizer com os personagens.
Quem sabe se o Manoel de Oliveira não faria desta estória (sem estória), um dos seus filmes...

2009-10-14

A árvore dos passarinhos!

Quando chegava o lusco-fusco, eram milhares de passarinhos naquela árvore.
Saltavam freneticamente de ramo em ramo tentando arranjar um espaço onde passar a noite.
E olhem que não era fácil porque ( exagerando um pouco...) havia quase tantos pássaros como folhas!
Toda a gente parava para ver aquele " desassossego" e escutar aquela sinfonia. Aquilo era uma árvore musical!
Este ano nem uma ave se vê naquela árvore. Todas se recolheram no canavial e é daí que se pode ouvir a sinfónica chilreada.
Perguntei à Zília que é muito entendida em animais e plantas. E ela disse-me:
- Devem ter apanhado um susto! Alguém atirou pedras à árvore, alguém tentou apanhá-los de noite, ou... e agora digo eu: " não seria gato guloso" que andou por ali a rondar o passaredo?
Fica a incógnita e o espanto.
Como se avisaram uns aos outros?
Porque não ficou nem meia dúzia?
A que "voz de comando" obedeceram?
O que constatamos é que a árvore ficou silenciosa, fazia e ... desconfio, muito triste!
Já agora cliquem no endereço:





















2009-10-04

Nevoeiro

Olhos baços
de nevoeiro
perdem-se no ar
as gaivotas
barcos perdidos
navegam
sem rumo
procurando
como porto de abrigo
praias remotas
,,,,,,,,,
(Há oito dias que o nevoeiro veio e ficou na minha janela...)

2009-09-28

Brrrrr...


Ele, jovem ainda, chegou apressado.
Abriu a porta do carro e saiu. No banco traseiro estava um cão branco, grande e bonito.
Pegou-lhe na trela e lá foram em passo rápido pelo passeio.
Ao fundo, onde o passeio acaba, o cão fez as "suas necessidades". Desceram a rampa e no mesmo passo rápido caminharam pela praia até chegarem às escadas que os devolveram à estrada onde estava o carro. Entraram e rapidamente desapareceram.
Gostaria muito de ter dado um murro no "focinho" daquele jovem.
O cão, esse, não tem culpas da estupidez do dono. Creio mesmo que se este animal tivesse "consciência humana" (mas não igual à do dono), teria latido cheio de vergonha!
A mim, ao ver estes "mal formados donos de cão", o que me apetece é ROSNAR-LHES E MORDER-LHES AS CANELAS!
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2009-09-19