2007-03-21
Cuidado!...
Dia Mundial da Poesia!

Singra o navio.Sob a água clara
Vê-se o fundo mar, de areia fina...
-Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa!
......
Seixinhos da mais alva porcelana,
Conchinhas tenuamente cor-de-rosa,
Na fria transparência luminosa
Repousam, fundos, sob a água plana,
.....
E a vista sonda, reconstrui, compara,
Tantos naufrágios, perdições, destroços!
- Ó fúlgida visão, linda mentira!
....
Róseas unhinhas que a maré partira...
Dentinhos que o vaivém desengastara...
Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos...
.....
(Camilo Pessanha)
2007-03-16
Chavela Vargas!

Ela é a voz que espalhou pelo mundo, e transformou em clássicos, os ranchos e boleros mexicanos.
Mas também, a maior estrela viva do cancioneiro latino-americano; a mulher de sangue índio que inspirou Diogo Rivera e Pedro Almodôvar; a amante de Frida Khalo; a beberrona em cujo sangue correram, segundo confessou, "40 mil litros de tequilla"; a artista que se declarou, aos 83 anos, orgulhosa por ter tido a coragem de assumir a condição de lésbica.
"Dama do poncho vermelho", traje mexicano que escolheu para os palcos, Chavela Vargas sempre foi respeitada, por lutar, como diz, para ser ela mesma.
2007-03-15
Os bifes!
...........................Aos saltinhos pela rua abaixo lá ia ela. Tinha 7 anos e andava na 1ª classe. Saíra da escola e passara pela casa da mãe que lhe dissera:
- Toma esta caixinha com bifes e leva para a avó fazer o jantar. (Até parece a história do Capuchinho Vermelho...só que aqui não há lobo nem caçador, felizmente!)
E lá foi ela de cesta na mão. Ao passar junto dos Correios, um salto mais maneirado, ou uma escorregadela fez com que a cesta lhe saltasse da mão, a caixinha se abrisse e os bifes ficassem espalhados pelo chão.
Chorou, aflita! E agora? Vinha reprimenda pela certa!
De repente uma senhora baixinha e gorduxa, parou apanhou os bifes, sacudiu-os cuidadosamente, meteu-os na caixa, guardou a caixa na cesta e disse:
-Não chores, Maria Carolina! Toma a cestinha vai para casa e diz à avó que lave os bifes.
E a menina lá segui rua abaixo. Agora já não ia aos saltinhos. Retardava a chegada a casa. Dois "pecadilhos" tinham sido cometidos:
1º deixara cair os bifes que iam sujos de terra;
2º falara com aquela senhora, que era uma das que viviam na travessa estreitinha perto da casa da avó.
E ela sabia, porque já lhe tinham recomendado que com aquelas mulheres não se ficava parado na rua a falar porque eram "Mulheres da Vida".
O que isso queria dizer ela não sabia mas, caminhava rua abaixo com duas "grandes culpas no cartório"!
O final da história eu confesso que esqueci. Talvez uma descompostura, talvez uma nalgada, ou se calhar tive sorte e nada aconteceu. Não sei!
........
A senhora chama-se Maria e vive hoje em Sines com o marido. Por graça, já lhe falei deste episódio de que ela diz não ter lembrança. É natural. Para ela foi um gesto generoso,vulgar e simples. Para mim tinha sido um "drama".
....
(Pequenos-grandes-dramas, da infância que hoje nos fazem sorrir ao recordá-los).
2007-03-13
Sem espinhos e sem mágoas!
2007-03-12
Van Gogh

Deixo-vos por hoje com este girassóis de Van Gogh!
Que eles alegrem e perfumem a vossa noite!
(E a propósito, espreitem o blog daTeresinha:
http://www.jelicopedres.blogspot.com/)
2007-03-10
Viagens...
2007-03-08
Pssssst!...Ó Mulheres!
...................2007-03-06
Olhos!...

De sorrisos e encantos!
...
.....
2007-03-04
2007-03-02
Luares...(SOPHIA)
2007-02-28
Cacarejos e afins...

Có Ró Có óóóóooóoóóóo
Esta é a voz do galarão;
vamos mas é acordar
trabalhar p'ro patrão.
Terminou o descansar.
..............................
Toquem já a levantar
galináceos preguiçosos,
vamos lá a 'postar'
esses ovinhos gostosos.
.........................
E as que os não quiserem pôr,
ovos de outras vão chocar,
para lhes acrescentar valor
com os pintinhos a chegar.
.............................
E depois, quando já velhas,
se arrastarem pelo penhasco,
terminam em cima de grelhas
transformadas em churrasco.
..............
E aqui o da crista laranja
muito mais sorte há-de ter,
acabará numa canja
daquelas de se lamber.
2007-02-27
2007-02-26
Tecendo a manhã...


2007-02-25
Dançamos?...

Clike:
http://www.youtube.com/watch?v=THfOfnrB9HI
(Agradeço à minha rica prima São, o envio deste vídeo)
2007-02-24
Sobre Zeca Afonso...

Clique por favor em:
http://www.cantodasletras-asas.blogspot.com/
(Um interessante trabalho sobre Zeca Afonso.
Aí, se lhe aprouver poderá deixar o seu comentário)
2007-02-23
Amor de Perdição...D'as Entranhas!

O Grilo
2007-02-21
2007-02-20
Presente para os Homens das "Sardinheiras"!
2007-02-18
Carnavalices!

Eu vesti-me de cigana
E fui Carnavalejar
Pus uma canastra às costas
E também fui desfilar
....
Quem havia de aparecer
Malandro e desengonçado
O cigano João Pintor
De bigode arrebitado
...
Disse que tinha tonturas
E que não podia andar
Saltou-me para a canastra
E tive que o carregar
....
Ora agora digam lá
Se isto teve alguma graça
Fiquei "com as cruzes" em baixo
Raios o parta, raios o parta!
2007-02-15
Fechado para férias de Carnaval!

Mascarei-me de sereia
E fui sentar-me ao teu lado
Atiraste-me para o mar
Tive de voltar a nado.
Vestida de borboleta
Esvoacei no teu jardim
Passaste com a gata ao colo
Nem olhaste para mim
De xaile me mascarei
P'ra te aconchegar ao peito
Sacudiste-me dos ombros
Trataste-me sem respeito
Disfarcei-me de mosquito
Para te dar uma bicada
Fui zunir no teu ouvido
E deste-me uma palmada
Mascarei-me de flor
P'ra ver se tu me colhias
Não puseste água na jarra
Não durei mais que 2 dias
Para afagar teu cabelo
Vesti-me de laçarote
Pousaram em mim 3 moscas
E deste-me um piparote
DEIXEI-ME DE FANTASIAS
FUI EU PRÓPRIA TAL E QUAL
PEGASTE NA MINHA MÃO
E FOMOS P'RO CARNAVAL!
( Uma brincadeirinha carnavalesca...que já o ano passado publiquei)
2007-02-14
Dia dos Namorados

( Na foto o Miguel dança com a Patrícia)
2007-02-12
2007-02-10
2007-02-07
Bichinhos, era uma vez...

Uns mais amarelinhos, outros menos amarelinhos... Uns irrequietos, outros calmos e pacíficos e outros assim-assim!...
Havia os que tinham a crista muito vermelhinha e outros tinham-na mais pálida.
Havia os que tinham as penas arrepiadas e os que as tinham muito lisas...
A capoeira era grande e a galinha andava sempre numa azáfama. É que aquela galinha era meio esquisita. Metiam-se-lhe ideias na cabeça que só vendo...
Por vezes tinha a mania que era sábia e cacarejava o dia inteiro:
- Cá-ca-rá-cá-cá, que 3x9 eram 27...
- Cá-ca-rá-cá-cá, que a terra era um planeta; que o D. Afonso Henriques fora o 1º rei de Portugal; que as palavras esdrúxulas, cá-ca-rá-cá-cá, eram sempre acentuadas, etc...etc...
- VALHA-NOS AQUI O DEUS DAS AVES!!!
Tanto cacarejo até deixava os pintos estonteados. Coçavam as cristas e entre bicos comentavam: - RAIO DE CAPOEIRA ESTA, ATÉ PARECE UMA ESCOLA!
Havia outros dias em que a galinha tinha a mania que era artista. Arrufava as penas, subia para o poleiro e recitava poemas falando de certos nomes como: José Régio, Fernando Pessoa, Camões...
- PIU-PIU! (suspiravam os pintos). QUEM SERÃO ESTES? SERÃO GALOS, PATOS OU CISNES?
E entre cacarejos e pius-pius, lá se foram passando os dias, os meses e até os anos.
Agora, a galinha andava um bocado "em baixo".
Pois é! Os pintos tinham crescido e era chegada a hora de seguirem sozinhos o seu caminho.
Ela tinha feito o que podia!... Esgravatara sempre com energia, procurando alimentá-los com boas sementes, mas... Seria que eles já estavam prontos para se desenvencilhar sozinhos?
- QUE SIM! - piavam os pintos.
- CHEGOU A NOSSA HORA, PIU-PIU!
- QUEREMOS IR CORRER MUNDO!
- DAREMOS NOTÍCIAS!... - dizia o mais reguila, batendo as asas, já numa tentativa de voo.
E lá foram...
Amarelinhos, pescocinhos erguidos, altivos, serenos, alegres e bonitos!
Suspirando, cá-ca-rá-cá-cá, a galinha, por momentos, escondeu a cabeça debaixo da asa.
No ar ficou um cheiro a saudade... e de cada olho, escorregou-lhe um bago de chuva...
2007-02-05
Sarita (de novo)

Sarita!
A Sarita é uma menina de 4 anos que frequenta o café onde habitualmente vou tomar o pequeno almoço. Ela é bonita, magrinha e não "dá confiança" a ninguém! Conhecemo-nos há meses e a nossa amizade começou de uma forma muito discreta e interessante. Nem para mim olhava mas, a certa altura dirigia-se a um canto do café, voltava com a mão fechada e ao passar por mim, pousava "qualquer coisa"no tampo da minha mesa. Eu sorria, metia-me com ela e... nada! Nem uma palavra nem um olhar. Até que um dia, ela pousou "aquilo" que trazia na mão e eu resolvi, pegar no "tal objecto "e entrar no seu jogo do "faz de conta". Olhei a minha mão (vazia) e disse: - Mas linda flor! E como cheira bem! A Sara "estacou" surpreendida e continuou a trazer-me "coisas", que ora eram passarinhos, ora eram gatinhos, rebuçados, chocolates, etc. Já sorria para mim mas, só falou no dia em que eu não acertei e ela se viu obrigada a dizer-me que o que trazia era um cãozinho e não uma flor. E FICÁMOS AMIGAS! Senta-se sempre comigo e fazemos desenhos.
Hoje entrou muito sorridente, pediu logo uma caneta e começou a desenhar um A, depois um S, mais à frente um I (com uma grande bola em cima), um T e mais um A. Podia ler-se, Asita e deduzi que colocando o S no seu devido lugar e acrescentando um R, ficaria o nome dela.
Surpreendida, eu disse: - Mas isto é o teu nome!!! Quem te ensinou?
Com um grande sorriso apontou para mim e dizendo : - Foste tu! Ainda mais perplexa, eu perguntei à mãe ( que fica sempre noutra mesa porque a Sara não quer" misturas") : -Dona Cristina, ela está a tentar escrever o nome e diz que fui eu que a ensinei?!...
Resposta : -Pois foi! Então não se lembra que na semana passado escreveu o nome dela num papel que ela guardou? Nunca mais se calou com isso e tem treinado em casa.
Eu fiquei toda feliz e a Sara sorria, sorria! E lá lhe escrevi de novo o nome com as letras todas na respectiva ordem e (claro) incluindo o R que faltava. E estou certa que, quando nos voltarmos a encontrar ela já saberá escrever o nome.
Como não tenho uma fotografia da Sarita, deixo aqui esta flor porque eu acho que esta Menina é mesmo um "amorzinho- perfeito"!
Um beijinho para ti, SARITA ou ASITA (tanto faz)!!!
(Texto já publicado em 18/o1/2006. Republiquei para que possam lembrar que é a Sarita)
2007-02-03
Bichinhos

2007-02-01
Träume!

Ela alourada, ele moreno de barbas.
Um cão.
Uma frase, pintada na parte de trás da autocaravana, chamou a minha atenção.
O meu conhecimento da língua alemã não é muito, mas deu para perceber o que lá estava escrito.
Parei no meu vagaroso passo junto deles e disse que comprendia o que a frase significava e que estava absolutamente de acordo. Pedi que a copiassem para um papel para eu levar.
Amavelmente acederam ao meu pedido.
Deixo-a para vocês meditarem:
"Träume nicht dein Leben-
lebe deine Träume."
"Não sonhes a tua Vida- vive os teus Sonhos."
2007-01-31
Se eu fosse...
2007-01-30
2007-01-28
Filme
2007-01-27
Lume!

2007-01-25
Protesto!

A mania dos bolgues
que havia de aparecer
escrevem coisas que um "gajo"
nem consegue perceber
Deixem-se de poesias
e não me façam chorar
ponham lá o Quim Barreiros
Para eu poder "balhar"
Sardenhêra, Sardenhêra
volta lá à moda antiga
dêxa-te de "intelectualices"
tem juízo rapariga!...
(Chico Virgulino, farto de blogadas sem substrato)
cliK:
http://www.quimbarreiros.pt/index.swf
2007-01-24
Sem título

Apetece-lhe cantar?
Então clike:
http://www.malhanga.com/musicafrancesa/et_si_tu_nexistais_pas-video/index.html
Contaram-me as conchas
que andava no mar
perdido ao luar
o meu companheiro
de velas rasgadas
e leme partido.
Era um Amigo
era um companheiro
o mastro quebrado
o rumo perdido
com eu veleiro
em busca de abrigo
Recados
de espuma
em prata e luar
nas luz dos faróis
mandei para o mar
Mas um dia a brisa
soprou-me ao ouvido
- que não mais se vira
o veleiro amigo-
E uma morna tristeza
brandamente me invade
de um não sei quê
quem nem é saudade
Agora
velas rasgadas
o leme partido
as ondas
me levam
de rumo
perdido
(Escrito, sabe-se lá... quando?!)
2007-01-22
Clarisse!

Clarisse era uma menina linda, loura e com os olhos mais cor de mar, que eu já vi.
Era minha aluna na escola das Palmeiras (S. Torpes).Vivia numa cabana pendurada na falésia.Contava-me sempre os pequenos/grandes dramas da sua família, vivendo da magra "colheita" de uma pesca feita à cana ou num pequeno bote, quando as marés permitiam.
Naquele dia, ela trazia uma mão ferida e contou-me uma história especial.
Encontrara uma gaivota ferida na praia e resolvera alimentá-la para que não morresse de fome.E por mais bicadas que a ave (esfomeada e assustada) lhe desse, ela não desistia.Depois, prendia uma corda na pata de gaivota e tomavam banho as duas, nas ondas da sua prainha.Fiz este poema para a minha Clarisse.Quando lhe li o poema ela abriu muito os olhos, não disse nada e saiu correndo pelos campos.Quando voltou trazia na mão um presente.Um viçoso e perfumado molhinho de coentros de um verde quase tão bonito como os olhos dela!
O meu Amigo Jorge Ganhão musicou a letra deste poema e gravou-a num disco.O meu Amigo Gil deu- lhe voz, ensinando-me a colocá-la nos blogues.
E é por estas e por outras que eu amo os meus Amigos e nunca vou esquecer a Clarisse!
(Publicado no Canto das Letras em 11 de Dezembro de 2006)
2007-01-21
Leituras...

Li, que de Manuel Jorge Marmelo vai sair um novo livro cujo título é: "Aonde o vento me levar".
Então recordei outro belíssimo livro do mesmo autor: "Os olhos do homem que chorava no rio".
Li-o a conselho de um Amigo. Dizia-me ele:
- É tão lindo este livro! Ontem à noite li algumas folhas para ELA ouvir. Depois ELA adormeceu!
Lembro-me de ter respondido: - Então é porque o livro é mesmo bonito! E a sua voz ao ler é aconchegante. ELA esquece o medo e adormece serena.
Amigo, lêmos esse livro num tempo de TRISTEZA. E cada folha que lia parecia-me que o livro fora escrito para ELA e que ELA era a "Menina do Rio".
Hoje, sabemos que ELA é "Menina do Mar".
Hoje, sabemos que o homem que chorava no rio voltou a SORRIR e que ELA, feliz também, nos trauteia canções no marulhar de cada onda de S. Torpes e no voo de cada gaivota há suaves, delicados, etéreos acenos, DELA.
2007-01-20
2007-01-17
O Trio Maravilha!

Este é o Trio Maravilha!
A saber, da esquerda para a direita: Joaquim Chora Paulos (mais conhecido por "Chora", meu primo por afinidade); José Jerónimo Palminha (mais conhecido por "Zé", saiu-me numa rifa e é meu irmão) ; à direita, João Diogo Paulos ( mais conhecido por " O Arrasa Corações de Almada, Costa da Caparica e qualquer outro lugar onde haja ondas"; é meu primo "a sério").
Atrás da câmara, por isso invisível na foto, a Maria João, minha rica prima e afilhada. Esposa do 1º, prima do 2º e mãe do 3º, (mais conhecida por "o coração de ouro", mas também por "a mulher do músculo de aço".
Sentada à porta da sua auto-caravana é o anjo da guarda deste Trio; ela vigia-os com "olho de lince" quando eles estão na onda.
E eles estão sempre na ONDA, seja ela curta, média, alta, vagalhão ou, simplesmente "chap-chap"!
Porque para eles tanto faz!
É preciso é haver água. As más línguas até dizem que foram vistos na banheira "de prancha".
Um amigo nosso costuma comentar: "Raio dos moços, até parece que são arraçados em pato! Sempre dentro de água, sempre dentro de água!..."
Os dois da esquerda, são conhecidos aqui na zona"praística" como os "COTAS", que deixam as bengalas no carro e vêm chapinhar na água- dizem eles..... eu não digo!
E pronto! Quem os quiser conhecer ( em directo) é só ir aos sábados e domingos à Praia de S. Torpes.
Não tem que enganar! Dão nas vistas! O 1º fala muito alto, o 2º tem um bocadinho de dificuldade em ouvir( não que sofra de surdez, é só falta de concentração), o 3º é o mais discreto e competente. Verdadeiro surfista, sempre na crista da onda!!!
Atenta e maternal, a Maria João vai fazendo "os bifinhos com muito alho", enquanto vigia.
Estimada, respeitada e "temida", pois ELES sabem que se ela se exalta (o que, confessemos é raro), até as penas dos colarinhos daqueles PATOS ela arranca).
Alonguei-me um pouco nesta "crónica", mas eles merecem o nosso tempo (meu, que escrevo; vosso, que ledes, se para isso tiverdes "pachorra" e, merecem também a nossa estima. É TUDO BOA GENTE!!!!
(E agora vou tentar colocar aqui uma canção do Roberto Carlos, que o meu irmão cantava com grande sucesso nos anos 60.)
Clike:
http://www.malhanga.com/roberto_carlos/grandes_sucessos/disco01/calhambeque.html
(Gostaram? Então se quiserem continuar com o Roberto, é só ir clicando no pequeno rectângulo negro à esquerda dos títulos das outras canções que estão ao lado do "Calhambeque". Divirtam-se!)
E depois disto, se quer ver um espantoso exercício de disciplina e destreza clike em:
http://nampulasandre.blogspot.com/
2007-01-16
Mattinata! (vamos cantar?)

Albano Carrisi
Então clik e cante comigo:
http://italiasempre.com/verpor/mattinata2.htm
L'aurora dipinge di sole
il mondo coperto dal blu.
Mi sveglio, è un nuovo mattino
e il primo pensiero sei tu.
Il primo usignolo che canta,
il primo carretto che va.
È un nuovo mattino che nasce,
io nasco di nuovo con te.
Sei anche tu come un mattino
dipingi il sole negli occhi miei.
Dove non sei, è solo notte,
dove tu sei, nasce l'amor.
Io passo davanti alla chiesa,
è tardi, entrar non potrò.
Mi accorgo che prego da solo,
ringrazio di averti con me.
Sei anche tu come un mattino
dipingi il sole negli occhi miei.
Dove non sei, è solo notte,
dove tu sei, nasce l'amor.
2007-01-14
Um poema e... uma surpreeeeesa!
Vozes:Esperanza Fernandez
Mário Grilo
Coral de Safara
«Tema e variações»
Sonhei ter sonhado
Que havia sonhado.
Em sonho lembrei-me
De um sonho passado:
O de ter sonhado
Que estava sonhando.
Sonhei ter sonhado...
Ter sonhado o quê?
Que havia sonhado
Estar com você.
Estar? Ter estado,
Que é tempo passado.
Um sonho presente
Um dia sonhei.
Chorei de repente,
Pois vi, despertado,
Que havia sonhado.
(Manuel Bandeira)
Quer mais música? (Deixe terminar a que está tocando no blog )
Então clike: http://www.desorgan.com/clientzone/sonybmg/rodrigo_leao/videovoltar.swf
Por esta não esperavam vocês, nem eu!... Estou estupefacta!
2007-01-12
Harmonia quase perfeita...

Margem do Guadiana. Castelo de Jerumenha. Como era hábito a mão do Zé segurava com firmeza a minha mão, não fosse eu "estatelar-me" no piso escorregadio da ladeira.
Transpusemos (para o exterior) a porta do castelo. Demos alguns passos na direcção do carro, mas de repente, uma rua estreita com uma porta entreaberta recortando-se na muralha, chamou a nossa atenção. O extraordinário é que quando chegámos aquela rua não estava lá.
Escurecia e uma luminosidade meio nublada, saía daquela porta. Aproximámo-nos. O espaço era uma espécie de taberna com muita gente dentro. Havia mesas vazias e sentámo-nos numa delas. Então,uma mistura de espanto e encanto tomou conta de nós.
A luminosidade provinha de velas, candeeiros a petróleo e lanternas marroquinas muito coloridas e cheias de arabescos.
No ar uma mistura de cheiros, onde ao poejo e à hortelã se juntavam os odores a tabaco, amêndoa e tâmara.
Homens, só homens ocupavam todo aquele espaço, uns sentados outros de pé ao balcão. Uns, de chapéu ou boina, vestiam samarras ou capotes de cor castanha ou cinzenta; outros, de turbante na cabeça, usavam jillabas de cores claras e tecidos às riscas.
Todo o cenário estava envolto numa densa cortina de fumo, o que tornava o lugar ainda mais feérico.
Os homens de negro enrolavam com os dedos calejados, os seus próprios cigarros que depois fumavam.
Os homens de turbante, recostando-se em coloridos divãs, fumavam os seus narguiles.
Nas mãos, enquanto uns seguravam e bebiam copos de vinho tinto, os outros sorviam em pequenos goles um chá fumegante e intensamente aromatizado.
Mas, o mais fantástico de tudo era o som. Aquela gente cantava...Ora num solo, ora em conjunto, como se de um despique se tratasse e como se todos falassem a mesma língua.
E todavia, não! Canções árabes entrelaçavam-se com o cante alentejano e a harmonia, a musicalidade, a suavidade dos sons era de tal ordem que perdemos a noção do tempo.
Não sei quantas horas ficámos ali, não sei porque... ACORDEI.
Acordei?!... O que me parece é que por um espaço determinado de tempo, vivi numa outra dimensão onde, só aí seria possível um Mundo tão pacífico e harmonioso.
Ainda hoje me pergunto, como pode um sonho deixar lembranças tão nítidas e uma tão forte sensação de realidade.
(Sonho sonhado depois de vários dias de passeio, visitando lugares históricos espalhados por este nosso país.)
http://macua.org/aamgil/cantodasletrasblog/rondados4caminhos_aguia.wma
Para ouvir esta bela canção, deve esperar que termine a que está tocando e só depois clik neste endereço.
No disco, voz feminina: Amina Alaoui
Alto: Carlos Barata
G. Coral: G. Casa do Povo de Serpa


















