..... Naquela manhã (ano de 198...e tal) entrei na sala de aula e fiquei pasmada!
Todos os meus alunos, pendurada ao pescoço, exibiam orgulhosos uma brilhante medalha.
- Mas, o que se passa? Andaram na guerra e foram condecorados?
Um deles esclareceu:
- Foi o Miguel Repas que as trouxe e nos ofereceu.
Perguntei ao Miguel onde fora buscar as medalhas e porque as trouxera.
Esclareceu:
- O meu pai faz muito desporto e ganhou essas medalhas todas. Ele não precisa delas, estavam metidas num armário e eu trouxe-as.
- E teu pai sabe que as trouxeste? - perguntei.
- Não! - respondeu ele.
Claro que fiz o que tinha que ser feito. Fui à secretaria e telefonei ao pai do Miguel, explicando-lhe o que se passava.
Aconteceu o que eu esperava. Meia hora depois o pai chegava à escola. Recolheu todas as suas medalhas e repreendeu o filho.
O Miguel não "tugiu nem mugiu".
E foi assim que os meus alunos, em menos de uma hora foram condecorados como garbosos majores e rapidamente despromovidos, passando à condição de "desmedalhados" soldados rasos.
...
(Esta fotografia foi-me enviada pela minha aluna Susana, a primeira na fila de cima, ao meu lado)
2010-04-05
Condecorações!
Clique na imagem
(Miguel Repas, o sétimo na fila de baixo a contar da direita)
2010-03-30
O "Monte"!
Está tudo tão bem arranjado que dá gosto ver!
Faltou-nos fotografar as galinhas (estas na foto, são as fracas), os coelhos e a horta.
Na horta tem couves comidas pelas largartas e diz ela que as "malditas" saem das couves e vão pespegar-se nas paredes da casa, sujando tudo.
Nos galinheiros e coelheiras são frequentes as visitas das raposas e dos saca-rabos que lhe roubam alguns desses animais.
É uma vida trabalhosa de que a Zília dá muito bem conta.
É uma Mulher do campo e (rural, como ela diz). Mas, mais do que isso é uma pessoa de muito valor, pois não se limita só a cultivar a terra. Cultiva-se a ela própria sendo uma pessoa sábia, instruída, resolvida e muito eficiente naquilo que faz.
É uma Mulher que tentou e conseguiu alargar os seus horizontes!
Nós gostamos muito dela e também gostamos do seu "monte", das suas flores e das suas couves, mesmo com lagartas.
Bem-hajas por seres quem ÉS e por seres nossa Amiga!
Fotos da Teresinha
Texto da Carolina
2010-03-27
2010-03-25
2010-03-19
Do Fernando Pessoa

Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
...........
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
...........
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
2010-03-16
Os "gaiteirinhos"
velhos "gaiteiros"
o que queremos é folia
dançar
abanar
cantar
quer de noite
quer die dia
....
Para nós tudo
Para nós tudo
é uma farra
cantando que nem cigarra
dançando
como um pião
não pense que nos agarra!
...
Façam também
como nós
que até já somos avós!...
2010-03-10
Raisparta!!!

Homem prevenido vale por dois!
Siga o meu conselho.
O céu está carregado de nuvens?
Troveja?
Relampeja?
Deixe-se de gabardinas e chapéus -de- chuva.
Fatinho de banho e, pelo sim pelo não, tenha um barquinho ao alcance da mão.
É que pode sair de carro e voltar de barco ou a nado!
Não me leve a mal a brincadeira quem já passou por aflições. Isto é para desanuviar! Eu própria já estou FARTA!
( Postagem de 2006, mas sempre oportuna)
2010-03-05
Claro que o SOL vai voltar!
2010-02-25
Um livro cativante!
Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.
2010-02-20
Desabafo: Estou faaaarta de chuva!
2010-02-13
Carnaval
A malta quer é folia
Samba o preto
samba o branco
Toda a noite
E todo o dia
Anões e brancas de neve
Arlequins e colombinas
Caem fitas coloridas
Confetti e serpentinas
Desfilam na avenida
Mostrando a bela perninha
Saltam moços
E velhotes
Salta a gorda
E a magrinha
Esquecem tristezas da vida
Ninguém se lembra do mal
É isto o que traz de bom
A festa do Carnaval
2010-02-09
Ela é assim...

Chama-se Teresinha.
Teresinha, não diminutivo, mas nome próprio.
É bonita, serena, alma grande e olhos brilhantes. Brilho de quem é feliz e de quem vive em paz consigo própria e com o mundo.
Almocei na sua casa.
Gostei. A casa é um prolongamento da Teresinha. Um toque feminino aqui, um pormenor aconchegante ali…
Para além de ser casa, sente-se que ali há um Lar.
Fotografias antigas da família enfeitam a sua salinha.
No corredor um armário cheio de graciosas bonecas, que tem trazido dos países por onde já andou.
Há por todo o lado pequenos detalhes que nos encantam.
É uma casa cheia de afectos!
Se o mundo fosse habitado por pessoas como a Teresinha, seria um mundo mais colorido e alegre. As expressões seriam menos cinzentas e os sorrisos mais radiosos.
Se ela não se chamasse Teresinha só poderia chamar-se Primavera!
Parece-se mesmo com uma amiga...
É UMA AMIGA!
Teresinha, não diminutivo, mas nome próprio.
É bonita, serena, alma grande e olhos brilhantes. Brilho de quem é feliz e de quem vive em paz consigo própria e com o mundo.
Almocei na sua casa.
Gostei. A casa é um prolongamento da Teresinha. Um toque feminino aqui, um pormenor aconchegante ali…
Para além de ser casa, sente-se que ali há um Lar.
Fotografias antigas da família enfeitam a sua salinha.
No corredor um armário cheio de graciosas bonecas, que tem trazido dos países por onde já andou.
Há por todo o lado pequenos detalhes que nos encantam.
É uma casa cheia de afectos!
Se o mundo fosse habitado por pessoas como a Teresinha, seria um mundo mais colorido e alegre. As expressões seriam menos cinzentas e os sorrisos mais radiosos.
Se ela não se chamasse Teresinha só poderia chamar-se Primavera!
Parece-se mesmo com uma amiga...
É UMA AMIGA!
2010-02-04
2010-01-26
À beira do paraíso...
Fui visitar a Zília e ela, "Senhora da Lagoa", prontificou-se a mostrar-me os seus domínios. Lá me meti no seu carrinho e, por azinhagas e trilhos talhados no pinhal, chegámos à sua amada Lagoa. Não aquela margem que vocês conhecem do lado da Costa de Santo André, mas a outra margem no interior, oposta à praia.
Galeirões nadavam placidamente na água. Algumas aves levantavam voo. De todas elas a Zília sabia o nome: corvo marinho, mergulhão e, isso não vimos, mas ela diz que até belos e elegantes flamingos existem por ali.
O silêncio era "rei"naquele espaço idílico.
De repente, deslizando suave e silenciosa, uma barca surgiu de entre os juncos.
- Olha o Steve! - disse a Zília.
E o Steve, a Patricia (sua mulher) e a Laura (2 anos de idade), aproximaram-se.
O Nico, orelhas fora da água, nadava seguindo a barca dos donos.
Uns minutos de conversa sobre a vida e sobre aquele lugar...e lá desapareceram eles de novo por entre os juncos, dirigindo-se para a casinha onde moram " à beira do paraíso" a 50 metros da Lagoa.
Não pude deixar de me encantar com aquela vida de qualidade, com a riqueza daquela menina, ali, em contacto com a Natureza, enquanto outras crianças vivem em apartamentos, onde pouco ou nada parece faltar mas...ONDE FALTA TUDO!
E eu voltei para casa pensando: " Tenho que contar isto às pessoas"!
E por isso, aqui vos deixo o meu relato!
2010-01-24
2010-01-16
Recordando a minha aluna Clarisse!
Clique:_
http://www.youtube.com/watch?v=iNNij4Vgp_w
(Esclareço, que a menina que aparece no vídeo, não é a Clarisse.
Nesta altura ela é já uma mulher.
Conhecemo-nos quando eu era professora numa escolinha do campo perto de S. Torpes. «Escola das Palmeiras».
Na verdade ela era muito loura, tinha olhos verdes, morava numa cabana e brincava com as gaivotas).
«Música: Mireille Mathieu em La Mer»
2010-01-10
Quem diria...
"Bebezinho do Nininho-ninho:Oh!
Venho só quevê pâ dizê ó Bebezinho que gotei muito da catinha dela. Oh!
E também tive muita pena de não tá ó pé do Bebé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequenininho!
Hoje o Nininho não vai a Belém porque, como não sabia se havia carros, combinei tá aqui às seis ho'as.
Amanhã, a não sê qu'o Nininho não possa é que sai daqui pelas cinco e meia *(isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bebé espera pelo Nininho, sim? Em Belém,sim? Sim?
Jinhos, jinhos e mais jinhos
31-5-1920
Fernando
(* o poeta desenhava aqui uma meia).
Nem mais nem menos, esta é uma carta de Fernando Pessoa à sua Ofélia. E ele próprio dizia: "todas as cartas de amor são ridículas" .
Serão?
2010-01-02
2009-12-28
O Búzio
Num dia de aulas escrevi no quadro:
"Sou um búzio abandonado na janela de uma escola.
Como a vida era bela quando eu vivia no mar.
Vou contar..."
E o Nuno Miguel desenvolveu assim o tema:
"Havia plantas aquáticas, peixes grandes, bonitos, feios, pequenos e outros!...
Os búzios como eu jogavam às escondidas, outros preferiam ir brincar com os caranguejos.
Ai, ai!.... Belos tempos aqueles! Até que um dia um homem me apanhou e pôs-me num aquário onde conheci outros búzios e peixes. Mas, estar fechado naquele aquário também não era fácil. Tinha vontade de passear pelo mar, mas não foi preciso fugir. O homem que me tinha apanhado já era velho e tinha uma neta que se chamava Carolina.
O homem deu-me à sua neta, ela ficou toda contente e levou-me para a escola onde fiquei anos, porque a Carolina era professora.
E foi assim que eu vim aqui parar na janela da escola primária na sala nº 3."
( Nuno Miguel)
2009-12-19
Afinal, sempre é Natal!

Chegou o Natal
com fitas e laços
prendinhas
sorrisos
e também abraços!
......
Pinheiro enfeitado
luzes a piscar
filhoses
azevias
estrelas a brilhar!
......
.......
Com musgo verdinho
compõe-se o presépio
José e Maria
o Menino dormindo
chegam os Reis Magos
com prendas
sorrindo!
....
Chegou o Natal
tempo de Alegria
precisamos fazer
um Natal
cada dia!
2009-12-16
2009-12-14
Uf!...
2009-12-08
Ó Vida!...
mas hoje estou com azar
desiquilibro-me
escorregam-me
os cascos
não consigo patinar
...
Penso que é o stress
do trabalho que me espera
ó Inverno vai-te embora
que eu prefiro a Primavera
...
Atrelada a um trenó
e correndo "seca e meca"
não paramos
não comemos
nem dormimos
uma soneca
..
Quando passar o Natal
bato os cascos
vou embora
p'ró Brasil
ou p'ra Cancun
sem demora!
2009-12-02
Ai...ai...

Onde é que será isso do Natal???
Nunca mais lá chego!!!...
Anda um pobre homem cansado, à chuva e na neve e todos o esperam com ansiedade!
Egoístas! E eu, a mim ninguém me dá nada?
Sou velhote, ando nesta vida "há que séculos". Não mereço ainda a reforma? Já tenho o saco "coçado" e as botas sem solas. As barbas já "ralas" e por este andar ainda me cai o pompom do barrete.
Até as renas já me abandonaram e foram para lugares mais quentes.
O caruncho acabou com o trenó.
E eu aqui, com a língua de fora, calcorreando montes e vales.
Ninguém me dá "um copinho" para retemperar as forças?
Ai...ai...Natal! Quem te teria inventado com tantos presentes?
Não vos chegaria, SAÚDE, PAZ E AMOR?!
2009-11-27
Apressem-se!!!

Os pedidos feitos à "última da hora" não leverão laçarote!
Assim sendo, APRESSEM-SE!!!
(Postagem "repescada" , postada em 20/12/2005)
Já agora ofereço-lhe um momento musical lindíssimo,clique:
http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2539741
(Endereço "roubado" descaradamente do blogue:http://nampulasandre.blogspot.com/)
2009-11-19
Chamava-se Carolina
Vivia com a avó no Monte dos Mariais por trás da estação do caminho de ferro, em Santiago do Cacém.
Andava na 1ª classe e a professora era a D. Ilda, senhora muito amável e com muito jeito para o desenho, como se pode ver na fotografia.
Ela, a Menina, usava um "rabo de cavalo" e consta que era endiabrada.
Fez o primeiro ano e o segundo. Nas férias grandes, teve uns "problemitas" de saúde e não pôde frequentar a terceira classe no ano seguinte.
Quando a professora soube que a Menina não podia ir à escola, pensando que aquilo era doença para pouco tempo, perguntou na aula, quem gostaria de ir levar os deveres à Carolina para que ela, assim, não se atrasasse muito.
A Eugénia, uma coleguinha da turma ofereceu-se logo.
E pronto, lá ia ela todos os dias, correndo alegre a apressada a casa da Menina com o caderno dos trabalhos escolares.
Mas a doença prolongou-se e deram-se conta de que a Menina não iria à escola nesse ano e por isso não poderia passar de classe.
Então, solidária, a Eugénia informou a professora e os pais que também não queria passar de classe porque assim poderia continuar a ajudar a Carolina.
Só muitos anos passados a Eugénia contou estes factos à Menina que, (então já adulta) nunca tinha tido conhecimento da inocente e generosa resolução desta sua amiga de infância.
E, claro, comoveu-se!
Como é generoso e inocente o coração das crianças.
Obrigada, Eugénia!
2009-11-17
leite derramado
2009-11-11
2009-11-03
2009-10-27
2009-10-20
Arrufo de namorados?...
(Pintura de Matisse)
Costa do Norte, mar muito azul e praia quase deserta.
O carro branco parou no alto da falésia.
Um homem e uma mulher saíram do carro.
Sem uma palavra nem um olhar, ele começou a descer as escadas.
Ela seguia-o um pouco mais atrás.
Chegados ao areal ela desdobrou a toalha, despiu o vestido e em biquini estendeu-se na toalha.
Ele continuou a caminhar praia fora. Lá ao fundo, mal se avistava, despiu a camisola e sentou-se na beira-mar.
E eu... cá no alto sentada no carro fiquei a pensar: " Arrufo de namorados, solidão a dois num casamento em crise?"
Nem uma gaivota nem um barco no mar. Cenário composto e a condizer com os personagens.
Quem sabe se o Manoel de Oliveira não faria desta estória (sem estória), um dos seus filmes...
2009-10-14
A árvore dos passarinhos!
Saltavam freneticamente de ramo em ramo tentando arranjar um espaço onde passar a noite.
E olhem que não era fácil porque ( exagerando um pouco...) havia quase tantos pássaros como folhas!
Toda a gente parava para ver aquele " desassossego" e escutar aquela sinfonia. Aquilo era uma árvore musical!
Este ano nem uma ave se vê naquela árvore. Todas se recolheram no canavial e é daí que se pode ouvir a sinfónica chilreada.
Perguntei à Zília que é muito entendida em animais e plantas. E ela disse-me:
- Devem ter apanhado um susto! Alguém atirou pedras à árvore, alguém tentou apanhá-los de noite, ou... e agora digo eu: " não seria gato guloso" que andou por ali a rondar o passaredo?
Fica a incógnita e o espanto.
Como se avisaram uns aos outros?
Porque não ficou nem meia dúzia?
A que "voz de comando" obedeceram?
O que constatamos é que a árvore ficou silenciosa, fazia e ... desconfio, muito triste!
Já agora cliquem no endereço:
2009-10-11
2009-10-04
Nevoeiro
de nevoeiro
perdem-se no ar
as gaivotas
barcos perdidos
navegam
sem rumo
procurando
como porto de abrigo
praias remotas
,,,,,,,,,
(Há oito dias que o nevoeiro veio e ficou na minha janela...)
2009-09-28
Brrrrr...
Abriu a porta do carro e saiu. No banco traseiro estava um cão branco, grande e bonito.
Pegou-lhe na trela e lá foram em passo rápido pelo passeio.
Ao fundo, onde o passeio acaba, o cão fez as "suas necessidades". Desceram a rampa e no mesmo passo rápido caminharam pela praia até chegarem às escadas que os devolveram à estrada onde estava o carro. Entraram e rapidamente desapareceram.
Gostaria muito de ter dado um murro no "focinho" daquele jovem.
O cão, esse, não tem culpas da estupidez do dono. Creio mesmo que se este animal tivesse "consciência humana" (mas não igual à do dono), teria latido cheio de vergonha!
A mim, ao ver estes "mal formados donos de cão", o que me apetece é ROSNAR-LHES E MORDER-LHES AS CANELAS!
; (
2009-09-19
2009-09-14
2009-09-11
2009-08-31
Cogumelos!
Os banhistas refrescavam-se na água gelada da Baía de Sines, tentando amenizar esta canícula retardada de Setembro.
Eu procurei um cantinho na ponta sul do calçadão e uma brisa fresquíssima deliciou-me.
Imaginem que atravessando oceanos e mares despoluídos trazia um cheirinho a maresia que me fez recuar às adolescências de S. Torpes.
Gostei do regresso ao passado e respirei profundamente aquela frescura cheirosa, tão difícil de alcançar hoje em dia!
Perto das onze horas regressei para vos contar esta minha viajante aventura pelos sentidos.
Que a canícula não vos martirize!
Desejo-vos um sopro de brisa! (Se possível com maresia!)
;)
( Canção mexicana na voz de Ana Lúcia)
2009-08-21
As Árvores e os Livros

As árvores como os livros têm folha
se margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
se margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
(Jorge Sousa Braga)
Belo poema enviado pela minha Amiga Sissi, funcionária na Biblioteca Municipal de Santo André
2009-08-10
2009-08-04
Kenia
Quénia nome de país africano.Kenia nome de Mulher brasileira.
Kenia trabalha no bar da Biblioteca Municipal de Santo André.
É pequena, rolicinha, muito amável e carinhosa com a clientela.
Faz “docinho” e “salgadjinho” (como ela diz), muito saborosos (digo eu).
Kenia é de Goiás no Brasil.
Tem um ar exótico e esclareceu a minha curiosidade:
Os pais eram brasileiros; a avó (materna) era filha de francês e o avô era italiano.
Os outros avós (paternos), ele, era filho de alemães e ela era filha de índios.
Isto é o que se chama uma miscelânea, um abraço amoroso entre a Europa e o Brasil.
Kenia é divorciada e tem uma filha chamada Luna.
Também tem um “namoradjinho” português…para manter a tradição familiar,(internacionalista)...
Agora a mágoa dela é não arranjar quem lhe fique com o bar 15 dias para poder ir ao Brasil ver os “paizinhos” de quem tem muitas saudades.
Kenia, obrigada pelo teu SORRISO!
Felicidades! Tu mereces!
2009-07-27
Marieta!

Marieta tem 49 anos, três filhas, um filho e oito netos.
Mora perto da lixeira de Maputo numa casa de tijolo artesanal e telhado de zinco. Só tem uma divisão onde vivem 6 pessoas. Não tem água nem gás, mas…ao fim de muitos anos à espera, chegou a electricidade.
Agora Marieta põe-se a sonhar.
Se ela tiver um frigorífico (geleira) a vida dela pode melhorar. Venderá cubinhos de gelo aos vizinhos alugará prateleiras, onde guardarão comida e pacotes de leite.
Marieta trabalha em casa da Cláudia e do Carlos, que despoletaram uma onda de solidariedade que chegou até nós, amigos de Santo André em Portugal.
Com a ajuda de todos, arranjou-se o dinheiro para um frigorífico e ainda sobrou para comprar um fogão a gás com forno, onde ela poderá cozer bolos para vender.
Marieta e os vizinhos ficaram tão felizes que dançaram e cantaram a noite inteira, tecendo louvores e bênçãos a todos os amigos que tinham ajudado.
Ela resolveu até mudar de casa para um lugar mais seguro, “não vá o diabo tecê-las” e algum ladrão lhe roubar as preciosidades.
E aqui está, como um FRIGORÍFICO pode mudar a vida de uma pessoa.
Felicidades, Marieta!
Mora perto da lixeira de Maputo numa casa de tijolo artesanal e telhado de zinco. Só tem uma divisão onde vivem 6 pessoas. Não tem água nem gás, mas…ao fim de muitos anos à espera, chegou a electricidade.
Agora Marieta põe-se a sonhar.
Se ela tiver um frigorífico (geleira) a vida dela pode melhorar. Venderá cubinhos de gelo aos vizinhos alugará prateleiras, onde guardarão comida e pacotes de leite.
Marieta trabalha em casa da Cláudia e do Carlos, que despoletaram uma onda de solidariedade que chegou até nós, amigos de Santo André em Portugal.
Com a ajuda de todos, arranjou-se o dinheiro para um frigorífico e ainda sobrou para comprar um fogão a gás com forno, onde ela poderá cozer bolos para vender.
Marieta e os vizinhos ficaram tão felizes que dançaram e cantaram a noite inteira, tecendo louvores e bênçãos a todos os amigos que tinham ajudado.
Ela resolveu até mudar de casa para um lugar mais seguro, “não vá o diabo tecê-las” e algum ladrão lhe roubar as preciosidades.
E aqui está, como um FRIGORÍFICO pode mudar a vida de uma pessoa.
Felicidades, Marieta!
E…bons negócios!
Para maiores detalhes e olhe que vale a pena, clique em:
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2009-07-22
Memórias...
2009-07-16
Lá vai mais uma...
Não era a melhor que havia
Também o amor que me deste
qualquer outra mo daria
(Fesnando Pessoa)
2009-07-11
Quem diria...
Vinhas cansada e contente.
A minha pergunta é esta:
Foi da festa ou foi da gente?
...
(Fernando Pessoa, quem diria...)
2009-07-05
Janelas, insónias?...
2009-07-01
Aquelas pequenas coisas...
um telefonema, um ramo de flores,
uma palavra de gratidão,
uma chávena de chá,
uma boleia de carro,
acompanhar alguém à farmácia.
Um ouvido atento.
...
(Helen Exley)
2009-06-22
Fidelidades!
É preta, grande e de orelhas espetadas. É assim que a vejo na praia. Imóvel de olhos fixos no mar.
De repente, as orelhas abanam. Também eu olho para o mar, curiosa, tentando perceber o que despertou o seu interesse.
Um pequeno barquinho (bote) vermelho de bordas azuis, aproxima-se com um homem (de trinta e tal anos) , moreno, magro e de cabelos apanhados atrás.
Num desassossego, ela " de régua e esquadro desenha uma linha recta" e senta-se de novo mesmo no sítio onde já sabe que barco vai chegar à areia.
Depois é uma correria alegre, voltejando por aqui e por ali, enquanto o dono tira do barco um balde verde, que presumo eu, trará alguns peixes.
Grito cá de cima do muro:
- Como é que ele se chama?
O homem responde: - Ela chama-se Lina!
E eu fico a pensar com os meus botões: Nome de mulher, mas... cá me parece que aquela cadela será mais paciente e fiel que muitas mulheres!
E lá vão os dois pela areia fora com o baldinho do peixe.
Eu sigo, avenida (Avenida Vasco da Gama) abaixo satisfeita porque arranjei uma história interessante para contar! (Penso eu...)
2009-06-10
O beijo...

(Clique na imagem)
O Braz (João Braz), o 2º na fila de baixo a contar da esquerda.
....
Naquele dia, ao começar o ditado, eu lembrei-me de dizer:
- Dou um beijinho a quem não der erros no ditado.
Não houve grande reacção por parte dos alunos, e não admira (eles já estavam acostumados às "maluqueiras" da professora).
Fizemos o ditado que logo a seguir corrigi, chegando à conclusão que só o Braz não tinha tido erro nenhum. Como o prometido é devido, lá lhe dei tal beijo.
O dia de aulas decorreu normalmente. Quando a campainha tocou para a saída, estranhei não ouvir o reboliço dos costume. Reboliço normal de "pássaros engaiolados" uma manhã inteira, sentindo que chegava a hora da libertação.
Naquele dia, tudo calmo. Levantei a cabeça para ver o que se passava. Uma fila muito ordenada encontrava-se frente à minha mesa. Perante o meu olhar interrogativo o aluno da frente disse:
- Vimos dar um beijo à professora!
Não pude deixar de sorrir com a decisão que tinham tomado.
E lá levei eu 19 beijos dos meus alunos.
Que grande lição eles me deram! Que era lá isso? Só o Braz levava um beijo? E eles?
E aqui está como nós, professores, por vezes fazemos coisas sem pensar na importância que elas possam ter. Afinal eu que viera com a história do beijo como uma brincadeira, acabei por concluir que isso era um assunto muito sério e que ali não podia haver discriminações, entre quem tinha ou não tinha zero erros num ditado.
Aprendi a lição!
;)
2009-06-07
Para a Zé...
2009-06-04
Pensamentos...
normais, enfadonhas, convencionais,
mas que tecem
uma rede de pequeninos
gestos de simpatia
que mantém o mundo unido.
...
Helen Exley em "Aquelas pequenas coisas"
2009-05-27
2009-05-24
Leituras...

"Breviário das Almas", Prémio Manuel da Fonseca 2008, é um livro de contos, mas pode, segundo o autor, Joaquim Mestre, "ser lido como uma narrativa ou até um romance pois tem um final e conta a história de uma família".
.....
Li-o de um fôlego!
O Breviário das Almas apresenta-nos várias histórias de amor. Partidas e regressos, recordações deixadas em casas por onde se passa, gente com que nos cruzamos ao longo do caminho.
Uma linguagem interessantíssima, usando termos que cairam em desuso.Fez-me recuar ao tempo dos avós em que a vida no campo não era senão o que ele tão bem descreve.
.Conheci o autor, há cerca de um ano na Livraria em Sines, no lançamento de um livro seu.
Era o homem sorridente que vemos na imagem!
Morreu não há muitos dias, vítima de doença (que nem foi prolongada...).
Lamento pelo Homem e pela Literatura em Portugal que ficou mais pobre!
2009-05-14
O pontapé!
Era Junho, Dia da Criança e toda a Escola se deslocava para um grande jardim onde os alunos pudessem brincar livremente. Mal acabámos de chegar, o Carlos Manuel pregou um pontapé nas canelas do João que o deixou a sangrar e a choramingar.Eu: "Ó Carlos Manuel, como pudeste fazer uma coisa destas? Era um dia para estarmos alegres e brincar sem agressões!"
Ele: "Pois é! Não sei porque fiz isto, se eu até sou amigo do moço!..."
Eu: "E é assim que tratas os amigos?"
Ele: "Mas, olhe professora quem teve a culpa foi a minha mãe!"
Eu (absolutamente espantada com a resposta): " A tua mãe? Mas se a pobre da senhora está em casa como pode ser culpada da maldade que tu fizeste?"
Ele: "Pois! É que eu disse-lhe «mãe, não me calce as botas caneleiras, é melhor eu levar as sapatilhas... »Está a ver? Se eu trouxesse sapatilhas tinha-lhe dado o pontapé e não lhe teria feito mal!"
Com tal resposta eu não pude deixar de dar (interiormente) uma gargalhada.
Lá lhes pedi que apertassem a mã0 como verdadeiros amigos que eram.
E lá foram brincar. Um com as dores mais aliviadas, o outro com a consciência mais tranquila!
E são assim as crianças!...
2009-05-08
2009-05-05
Pensamentos...
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