O INFANTE
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo.
E viu-te a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
F. Pessoa
2005-08-06
Arco-Íris - XXX
O Decreto-Lei n.º 32/73 determina o seguinte:
" São eliminados da ortografia oficial portuguesa os acentos circunflexos e os acentos graves com que se assinalam as sílabas subtónicas dos vocábulos derivados com o sufixo -mente e com os sufixos iniciados por z".
Exemplos:
Sôfrego -> sofregamente;
Só -> somente.
Café -> cafezinho
Advérbios em -mente
a) Estes advérbios formam-se acrescentando o sufixo ao adjectivo na forma feminina.
Ex.: Lindo -> lindamente.
b) Se o adjectivo for unifome, junta-se o sufixo.
Ex.: Amável -> amavelmente.
c) Quando empregamos adjectivos seguidos na mesma frase, apenas o último apresenta o sufixo -mente.
Ex.: Amigalhaça, tu ages calma, sábia e prudentemente, parabéns!
" São eliminados da ortografia oficial portuguesa os acentos circunflexos e os acentos graves com que se assinalam as sílabas subtónicas dos vocábulos derivados com o sufixo -mente e com os sufixos iniciados por z".
Exemplos:
Sôfrego -> sofregamente;
Só -> somente.
Café -> cafezinho
Advérbios em -mente
a) Estes advérbios formam-se acrescentando o sufixo ao adjectivo na forma feminina.
Ex.: Lindo -> lindamente.
b) Se o adjectivo for unifome, junta-se o sufixo.
Ex.: Amável -> amavelmente.
c) Quando empregamos adjectivos seguidos na mesma frase, apenas o último apresenta o sufixo -mente.
Ex.: Amigalhaça, tu ages calma, sábia e prudentemente, parabéns!
Sabores à Portuguesa - XIV
Tomatada com Ovos
Ingredientes
0,5 kg de tomate
250g de cebola
0,5 dl de azeite ou 1 colher de sopa de banha
1 dente de alho
1 folha de louro
Salsa q. b. (facultativo)
3 ovos
Sal e pimenta q. b.
Preparação
Corte a cebola às rodelas, pique o alho e refogue lentamente na gordura*, sem deixar cozer completamente. Junte os tomates cortados, previamente limpos de peles e sementes, a salsa picada e o louro. Tempere com sal e pimenta e ponha a cozer e a apurar.
Distribua a tomatada por recipientes individuais que possam ir ao lume e à mesa, abra espaços no meio, coloque os ovos, tempere-os com sal e pimenta e escalfe-os.
Se preferir, pode pôr os ovos sobre fatias de pão frito ou cortá-las em triângulos e rodeá-los.
* Para ser mais saudável, misture um pouco de água e vá acrescentando, se necessário, adicione uma colher de chá de polpa de tomate e utilize maior quantidade de cebola.
Bom apetite!
Ingredientes
0,5 kg de tomate
250g de cebola
0,5 dl de azeite ou 1 colher de sopa de banha
1 dente de alho
1 folha de louro
Salsa q. b. (facultativo)
3 ovos
Sal e pimenta q. b.
Preparação
Corte a cebola às rodelas, pique o alho e refogue lentamente na gordura*, sem deixar cozer completamente. Junte os tomates cortados, previamente limpos de peles e sementes, a salsa picada e o louro. Tempere com sal e pimenta e ponha a cozer e a apurar.
Distribua a tomatada por recipientes individuais que possam ir ao lume e à mesa, abra espaços no meio, coloque os ovos, tempere-os com sal e pimenta e escalfe-os.
Se preferir, pode pôr os ovos sobre fatias de pão frito ou cortá-las em triângulos e rodeá-los.
* Para ser mais saudável, misture um pouco de água e vá acrescentando, se necessário, adicione uma colher de chá de polpa de tomate e utilize maior quantidade de cebola.
Bom apetite!
2005-08-05
Recado/Pedido
Duarte, e que tal os tais endereços aparecerem aqui do lado direito das Sardinheiras?
Sem pressas nem exigências!
(Entre uma "fazedela" de barba e uma reunião; entre uma sessão de ginástica e 2 maçãs assadas...)
Sem pressas nem exigências!
(Entre uma "fazedela" de barba e uma reunião; entre uma sessão de ginástica e 2 maçãs assadas...)
Mil Folhas...
O Mil Folhas de sábado, trazia 4 endereços que me pareceram ter interesse.
Aqui vos deixo:
www.blogcasmurro.blogspot.com
www.outro-eu.blogspot.com
www.oficinadolivro.pt
(Façam com eles o que entenderem e vos for possível).
Com os meus cumprimentos
carolina
Aqui vos deixo:
www.blogcasmurro.blogspot.com
www.outro-eu.blogspot.com
www.oficinadolivro.pt
(Façam com eles o que entenderem e vos for possível).
Com os meus cumprimentos
carolina
Linhas e Entrelinhas - XIV
"Paris, 20.6.70
Meu Caro
(...)
Vamos ter muito que falar a propósito da História da Literatura. Cada vez me convenço mais de que o estudo das circunstâncias histórico-sociais das obras literárias apenas pode determinar os limites exteriores delas, as margens onde elas acabam ou começam. A literatura, como a música, vira as costas à prática social, à acção. Lembrei-me da história do Lenine que durante anos não quis ouvir Beethoven porque isso o amolecia para a acção.
Tudo isto me voltou à superficie ao responder a um inquérito de um brasileiro, professor de Teoria da Literatura em Porto Alegre, Dionísio Castelo, que está reunindo uma série de depoimentos franceses, italianos, espanhóis, portugueses, etc., sobre teoria da literatura. Tu e eu contamo-nos entre os raríssimos portugueses da colectânea. Resolvi sistematizar o que tenho pensado sobre o assunto, e que se resume ao seguinte:
I) A obra literária não é uma mensagem normal, porque se caracteriza por querer conter dentro de si mesma o Emissor, o Receptor, os referentes e o código, constituindo um mundo autónomo, sobre si. (Por aí, afasta-se deliberadamente da prática social).
II) A literatura procura destruir o valor representativo do sinal linguístico, no sentido de confundir a Palavra e a Coisa (e também por aí volta as costas à acção).
III) A função principal do crítico literário é determinar a autonomia da obra, o grau em que ela constitui uma estrutura sobre si.
IV) Na obra, é o todo que dá sentido às partes. O crítico não deve portanto partir das partes para o todo, mas inversamente.
V) Entre o autor e o crítico (ou leitor) só há comunicação ao nível subjectivo, isto é a obra só se consuma quando desperta no leitor a corrente subjectiva da comunicação, a sympathia.
(...) Fui votado para dirigir o Instituto Português de Amsterdam(...). Entre outros concorrentes, o J. de Sena e o Coimbra Martins. (...)
Continuo a querer ir para o Porto, mas havia pessoas ( e entre elas suspeito que o Mário Soares) dispostas a interpretar essa ida como um compromisso político meu. Irei quando toda a gente perceber que não preciso disso. (...)
Abraços para ti e para os teus do António José".
Nota: Carta de António José Saraiva para Óscar Lopes
Meu Caro
(...)
Vamos ter muito que falar a propósito da História da Literatura. Cada vez me convenço mais de que o estudo das circunstâncias histórico-sociais das obras literárias apenas pode determinar os limites exteriores delas, as margens onde elas acabam ou começam. A literatura, como a música, vira as costas à prática social, à acção. Lembrei-me da história do Lenine que durante anos não quis ouvir Beethoven porque isso o amolecia para a acção.
Tudo isto me voltou à superficie ao responder a um inquérito de um brasileiro, professor de Teoria da Literatura em Porto Alegre, Dionísio Castelo, que está reunindo uma série de depoimentos franceses, italianos, espanhóis, portugueses, etc., sobre teoria da literatura. Tu e eu contamo-nos entre os raríssimos portugueses da colectânea. Resolvi sistematizar o que tenho pensado sobre o assunto, e que se resume ao seguinte:
I) A obra literária não é uma mensagem normal, porque se caracteriza por querer conter dentro de si mesma o Emissor, o Receptor, os referentes e o código, constituindo um mundo autónomo, sobre si. (Por aí, afasta-se deliberadamente da prática social).
II) A literatura procura destruir o valor representativo do sinal linguístico, no sentido de confundir a Palavra e a Coisa (e também por aí volta as costas à acção).
III) A função principal do crítico literário é determinar a autonomia da obra, o grau em que ela constitui uma estrutura sobre si.
IV) Na obra, é o todo que dá sentido às partes. O crítico não deve portanto partir das partes para o todo, mas inversamente.
V) Entre o autor e o crítico (ou leitor) só há comunicação ao nível subjectivo, isto é a obra só se consuma quando desperta no leitor a corrente subjectiva da comunicação, a sympathia.
(...) Fui votado para dirigir o Instituto Português de Amsterdam(...). Entre outros concorrentes, o J. de Sena e o Coimbra Martins. (...)
Continuo a querer ir para o Porto, mas havia pessoas ( e entre elas suspeito que o Mário Soares) dispostas a interpretar essa ida como um compromisso político meu. Irei quando toda a gente perceber que não preciso disso. (...)
Abraços para ti e para os teus do António José".
Nota: Carta de António José Saraiva para Óscar Lopes
Papel Mata-Borrão - 19.º Pingo de Tinta
O sol nascia e alguém, de roupão cinzento de cetim, chinelos de quarto pisando a terra, braços caídos, mãos abertas, olhos fechados, de pé, rezava voltada para nascente, indiferente ao mundo.
Retirei-me discreta, silenciosa e respeitosamente do local donde presenciara, involuntaria e brevemente, este momento íntimo, apercebendo-me, ainda, de que a mão direita se erguia para a testa, preparando-se para a despedida com o sinal da cruz.
Retirei-me discreta, silenciosa e respeitosamente do local donde presenciara, involuntaria e brevemente, este momento íntimo, apercebendo-me, ainda, de que a mão direita se erguia para a testa, preparando-se para a despedida com o sinal da cruz.
Reflexos - LVII
No infinito sorriso das espumas
No chamar da maresia, no convite das brumas
Na exaltação de cada maré cheia
No ritmo de dança e bebedeira
O que procuro e encontro extasiada
É a tua alma viva, nunca profunada.
Sophia
No chamar da maresia, no convite das brumas
Na exaltação de cada maré cheia
No ritmo de dança e bebedeira
O que procuro e encontro extasiada
É a tua alma viva, nunca profunada.
Sophia
2005-08-04
Hoje...
Hoje, de interessante, só vi uma gaivota que encontrou um peixe agulha na praia.
"Abicanhou-o"(esta até parece do Mia Couto), e imediatamente o bando se aproximou para lhe roubar o petisco.
Levantou voo, com o peixe no bico, perseguida (nos ares) por quatro ou cinco "garganeiras".
Resultado: ao grasnar (com toda a certeza) um PALAVRÃO de raiva, o bicho soltou-se e caiu no mar.
Nem para uma, nem para as outras!
Quem tudo quer tudo perde!
O seu a seu dono!
Mais vale um caboz na poça que um peixe agulha a voar!
Ao peixe agulha e ao borracho põe-lhe Deus a mão por baixo!
E de GARGANEIROS está o mundo cheio!
Os mais assanhados têm braços (e não asas), têm pernas (e não patas) .
Ou será que têm PATAS???
Bico não têm; apesar de mandarem "calar o bico" uns aos outros. Ou então, o que é pior ainda, nunca estão de "bico calado"!
Já agora, Bloguistas, para animar o dia, ajudem-me lá a inventar palavrões marinhos.
Por exemplo :
Merdanguejo (mistura de m... com caranguejo).
Cornujo (mistura de corno com caramujo).
Vá, puxem lá da "cachola"...
"Abicanhou-o"(esta até parece do Mia Couto), e imediatamente o bando se aproximou para lhe roubar o petisco.
Levantou voo, com o peixe no bico, perseguida (nos ares) por quatro ou cinco "garganeiras".
Resultado: ao grasnar (com toda a certeza) um PALAVRÃO de raiva, o bicho soltou-se e caiu no mar.
Nem para uma, nem para as outras!
Quem tudo quer tudo perde!
O seu a seu dono!
Mais vale um caboz na poça que um peixe agulha a voar!
Ao peixe agulha e ao borracho põe-lhe Deus a mão por baixo!
E de GARGANEIROS está o mundo cheio!
Os mais assanhados têm braços (e não asas), têm pernas (e não patas) .
Ou será que têm PATAS???
Bico não têm; apesar de mandarem "calar o bico" uns aos outros. Ou então, o que é pior ainda, nunca estão de "bico calado"!
Já agora, Bloguistas, para animar o dia, ajudem-me lá a inventar palavrões marinhos.
Por exemplo :
Merdanguejo (mistura de m... com caranguejo).
Cornujo (mistura de corno com caramujo).
Vá, puxem lá da "cachola"...
Faúlhas de Cupido
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Reflexos - LVI
TU ÉS
Senhor, tu és:
a Fome que deve ser saciada,
a Sede que deve ser apagada,
o Nu que deve ser vestido,
o Sem casa que deve ser hospedado,
o Doente que deve ser curado,
o Abandonado que deve ser amado,
O Rejeitado que deve ser acolhido,
o Leproso que deve ser lavado,
O Mendigo que deve ser socorrido,
O Bêbado que deve ser escutado,
O Louco que deve ser protegido,
O Insignificante que deve ser abraçado,
O Cego que deve ser acompanhado,
o Sem voz que precisa que falem por ele,
o Coxo que necessita que alguém caminhe com ele,
o Drogado a quem se deve oferecer amizade,
a Prostituta que deve ser reconduzida ao caminho recto,
o Idoso que deve ser servido.
Madre Teresa de Calcutá
Senhor, tu és:
a Fome que deve ser saciada,
a Sede que deve ser apagada,
o Nu que deve ser vestido,
o Sem casa que deve ser hospedado,
o Doente que deve ser curado,
o Abandonado que deve ser amado,
O Rejeitado que deve ser acolhido,
o Leproso que deve ser lavado,
O Mendigo que deve ser socorrido,
O Bêbado que deve ser escutado,
O Louco que deve ser protegido,
O Insignificante que deve ser abraçado,
O Cego que deve ser acompanhado,
o Sem voz que precisa que falem por ele,
o Coxo que necessita que alguém caminhe com ele,
o Drogado a quem se deve oferecer amizade,
a Prostituta que deve ser reconduzida ao caminho recto,
o Idoso que deve ser servido.
Madre Teresa de Calcutá
Linhas e Entrelinhas - XIII
Por favor, não me maltratem, tornando-me mais desbocado do que uma língua viperina!
Obrigado!
Silêncio.
Obrigado!
Silêncio.
"Ao Muro"
O amarelo debruça-se sobre a baía e a praia redimensionando a paisagem de alegria colorida.
As indecisões da sua apresentação foi só uma questão de tempo.
As indecisões da sua apresentação foi só uma questão de tempo.
Palavras - XXXIV
VIAGEM
Iremos juntos separados,
as palavras mordidas uma uma,
taciturnas, cintilantes
- ó meu amor, constelações de bruma,
ombro dos meus braços hesitantes.
Esquecidos, lembrados, repetidos
na boca dos amantes que se beijam
no alto dos navios;
desfeitos ambos, ambos inteiros,
no rasto dos peixes luminosos,
afogados na voz dos marinheiros.
Eugénio de Andrade
Iremos juntos separados,
as palavras mordidas uma uma,
taciturnas, cintilantes
- ó meu amor, constelações de bruma,
ombro dos meus braços hesitantes.
Esquecidos, lembrados, repetidos
na boca dos amantes que se beijam
no alto dos navios;
desfeitos ambos, ambos inteiros,
no rasto dos peixes luminosos,
afogados na voz dos marinheiros.
Eugénio de Andrade
Dois Sorrisos
Eram dois jovens sorrisos à janela de um segundo andar, cumprimentando-nos à chegada.
Horas depois, brilhavam ainda mais quando nos acenavam do rés-do-chão de outra rua da cidade, sobrepondo-se a qualquer vestígio de cansaço.
Era a Primavera que se desprendia e perfumava o ar.
Horas depois, brilhavam ainda mais quando nos acenavam do rés-do-chão de outra rua da cidade, sobrepondo-se a qualquer vestígio de cansaço.
Era a Primavera que se desprendia e perfumava o ar.
Matinal
As estridulações das cigarras e a brisa marinha embalam a madrugada sob a vigília dourada do farol e um céu de estrelas adormecidas.
A respiração suspende-se para beber sofregamente estre trago de bom dia.
A voz do poeta ergue-se...
" Podes confiar-me sem receio
as pequenas tarefas matinais.
Deixa ficar as nuvens,
a poeira acesa nos telhados,
os martelos da tristeza sobre a mesa.
O meu país é entre junho e setembro,
antes da primeira neve chama por mim".
Geninho
A respiração suspende-se para beber sofregamente estre trago de bom dia.
A voz do poeta ergue-se...
" Podes confiar-me sem receio
as pequenas tarefas matinais.
Deixa ficar as nuvens,
a poeira acesa nos telhados,
os martelos da tristeza sobre a mesa.
O meu país é entre junho e setembro,
antes da primeira neve chama por mim".
Geninho
2005-08-03
Cheira bem!
Bife de cebolada!
Que cheirinho...
Vou comer um bife
de porco talhado
cama de cebola
com alhos tapado
Um pouco de salsa
vinho branco e tinto
Não aguento mais:
-Que fome que sinto!
(Não sei se isto se chama "falta de imaginação" ou "delírios do paladar"!!
Uma coisa é certa: O miolo anda avariado!!!)
E... se aproveitar a receita, não se esqueça do sal e do azeite! Bom apetite!!!!
Que cheirinho...
Vou comer um bife
de porco talhado
cama de cebola
com alhos tapado
Um pouco de salsa
vinho branco e tinto
Não aguento mais:
-Que fome que sinto!
(Não sei se isto se chama "falta de imaginação" ou "delírios do paladar"!!
Uma coisa é certa: O miolo anda avariado!!!)
E... se aproveitar a receita, não se esqueça do sal e do azeite! Bom apetite!!!!
2005-08-02
Poente
Espelhos
na poça
teus olhos
são lume
fresco
nas ondas
tu és o nascente
estátua
de sangue
vais com o poente
teu corpo de limos
teu sopro maresia
a lua
é um sol
e a noite
é dia
na poça
teus olhos
são lume
fresco
nas ondas
tu és o nascente
estátua
de sangue
vais com o poente
teu corpo de limos
teu sopro maresia
a lua
é um sol
e a noite
é dia
2005-08-01
Os Belgas chegaram!
Wim e Wouter chegaram ontem!
Por volta das doze horas chegaram, os valentes ciclistas que percorreram mais de 3000 Km, da Bélgica até Sines, em cerca de um mês.
Foram recebidos por muitoa amigos belgas que cá se encontram, num estágio de tumbling e trampolim.
Também não faltaram portugueses, pois esta família MICHIELS há perto de 30 anos que elegeu Sines como a sua segunda "pátria"!
Costumam até dizer: - Temos mais amigos em Portugal que na Bélgica!
O seu amigo e compadre João Grulha, montou uma enorme cama elástica, frente ao restaurante A Lota, onde os amigos e os ginastas, esperavam por Wim e Wouter.
Foi um bonito e comovente encontro de AMIGOS!!!
Parabéns a toda a família Michels e muito particularmente aos corajosos ciclistas.
Para mais informações consulte :
www.ride2walkagain.be
Por volta das doze horas chegaram, os valentes ciclistas que percorreram mais de 3000 Km, da Bélgica até Sines, em cerca de um mês.
Foram recebidos por muitoa amigos belgas que cá se encontram, num estágio de tumbling e trampolim.
Também não faltaram portugueses, pois esta família MICHIELS há perto de 30 anos que elegeu Sines como a sua segunda "pátria"!
Costumam até dizer: - Temos mais amigos em Portugal que na Bélgica!
O seu amigo e compadre João Grulha, montou uma enorme cama elástica, frente ao restaurante A Lota, onde os amigos e os ginastas, esperavam por Wim e Wouter.
Foi um bonito e comovente encontro de AMIGOS!!!
Parabéns a toda a família Michels e muito particularmente aos corajosos ciclistas.
Para mais informações consulte :
www.ride2walkagain.be
Ainda...GATOS!
Gatos dos quintais,
gatos dos portões
gatos dos quartéis,
gatos das pensões.
Vêm da Índia, da Pérsia,
da Nínive, Alexandria.
Vêm do lado da noite,
do oiro e rosa do dia.
GAtos das duquesas,
gatos das meninas,
gatos das viúvas,
gatos das ruínas.
Gatos e gatos e gatos.
Arre, que já estamos fartos!
(Eug. de Andrade - logo ele que, pelo que consta, adorava gatos!)
gatos dos portões
gatos dos quartéis,
gatos das pensões.
Vêm da Índia, da Pérsia,
da Nínive, Alexandria.
Vêm do lado da noite,
do oiro e rosa do dia.
GAtos das duquesas,
gatos das meninas,
gatos das viúvas,
gatos das ruínas.
Gatos e gatos e gatos.
Arre, que já estamos fartos!
(Eug. de Andrade - logo ele que, pelo que consta, adorava gatos!)
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