«A partida de futebol é sempre mais que o resultado. O mais belo num jogo é o que não se converte em pontos de classificação, é aquilo que escapa ao relatador da rádio, são os suspiros e os silêncios, os olhares e os gestos mudos de quem joga dentro e fora das quatro linhas.»
2010-09-27
Leituras...
«A partida de futebol é sempre mais que o resultado. O mais belo num jogo é o que não se converte em pontos de classificação, é aquilo que escapa ao relatador da rádio, são os suspiros e os silêncios, os olhares e os gestos mudos de quem joga dentro e fora das quatro linhas.»
2010-09-18
2010-09-10
Pecado Venial...
Num pequeno tachinho (se possível só com uma asinha) ponha um pouco de azeite. Quando este estiver quente, deite-lhe para dentro o ovo e raspe-se. Esconda-se atrás da porta da cozinha (motivo: os espirros do ovo.) Não se esqueça da pitada de sal.
Convem que o ovo não tenha pinto, mas deverá ter sido galado por um galo de porte altaneiro e crista bem vermelhinha.
Em seguida, no mesmo tachinho meta as salsichas. Não se esqueça de as tirar da lata porque esta não caberia no recipiente e além disso seria dura de roer.
Atenção, as salsichas não deverão ser postas docemente no tacho. Devem ser atiradas de uma razoável altura. Se necessário, suba a um escadote. Esta manobrana fará com que a salsicha, assustada, dê um pequeno grito de dor e isso aviva-lhe o paladar.
Disponha tudo num prato, e enfeite o arroz com um raminho de urtigas.
E pronto!
Façam bom proveito!
.......
Estão autorizados a usar esta receita e deliciem-se!
2010-09-07
Ceifeira...
Mas o rosto macerado
de andar na ceifa e na monda
desde manhã ao sol-posto,
mas o jeito
das mãos torcendo o xaile nos dedos
é de mágoa e abandono...
Ai Maria Campaniça,
levanta os olhos do chão
que eu quero ver nascer o sol!
....
2010-08-31
Pequeno poema...
( Do baú...)
2010-08-20
O Bolinhas...

2010-08-11
Pequeno poema...
2010-08-04
Exposição de Pintura
......
Alencores, é dirigido por três pintores/monitores que dispõem de uma bela experiência da pintura naturalista e que partilham uma filosofia comum do seu ensinamento básico.Charles Hejnal, António Canaria e Madalena Patrício: “No mais profundo de cada artista há um artesão, um trabalhador que ama e conhece bem o material que lhe permite expressar os seus sonhos…conhecer bem a técnica permite pintar sem esforço, fluí à vontade dos sentimentos (...)”.
2010-07-30
2010-07-27
O Poeta e a menina...

2010-07-24
2010-07-21
2010-07-16
2010-07-12
A propósito de Saint Exupéry
Consuelo foi a ùnica mulher do "Conde Saint-Exupery" mas não sua única paixão. Seu "Príncipezinho" cultivava rosas num planeta imaginário, ela amargava as dores da solidão, as humilhações de uma infidelidade permanente e as incertezas do dia seguinte. 2010-07-05
Irra!!!
2010-06-28
Aguarda-se...
2010-06-19
2010-06-11
Jacarandás

Esta semana, os Jacarandás floriram! E de que maneira! Já estão bem visíveis na Avenida D. Carlos I, um dos seus principais santuários, mas também no Largo de Santos, em Belém e no Parque Eduardo VII.
Há vinte anos que, nestas páginas, assinalo este momento mágico da vida lisboeta.
Não estando actualmente a escrever a minha crónica, solicito-lhe um pouco de espaço para poder manter-me fiel!
Ainda por cima, em tempos de mentira, reviravolta e ocultação, é bom perceber que há coisas eternas, cuja repetição sazonal nos dá a garantia de que a vida nos oferece permanência e lealdade!
(Texto de António Barreto; Blog "Jacarandá")
2010-06-06
Os queijinhos...

2010-05-29
Banhos Quentes (Sines noutros tempos...)
O texto é um relato da Senhora Dona Maria Delmira Ferreira (87 anos) vizinha dos Banhos Quentes, e que testemunhou a sua destruição aquando do ciclone de 1941.
2010-05-18
2010-05-10
Estória quase inventada...

A Mulher estava numa esplanada.
O Homem passou com um Menino ao colo.
O olhar dela seguiu-o até ele desaparecer na esquina.
Tempos depois, seguia ela num autocarro quando de repente o avistou caminhando pela avenida.
O tempo passou, e um dia, ao entrar no bar do teatro viu-o lá dentro na mesa de som.
Pensou: Vou falar com ele!
E foi!
No dia seguinte, no seu camarim, alguém tinha deixado como presente um CD.
Ela olhou em redor, havia uma fruteira e dentro dela um ananás.
Pegou no ananás e e deixou-o sobre a mesa de som.
Mais tarde, voltaram a encontrar-se e a conversar.
Hoje, vivem na mesma casa.
E num mini-quintal de que muito se envaidecem, os dois jantam à luz das velas.
Muitas vezes são três, porque o Menino é filho do Homem.
..(Música de fundo "O Piano" de Michael Nyman)
2010-05-03
2010-05-02
2010-04-28
2010-04-25
A Banda passou...

2010-04-23
2010-04-12
2010-04-05
Condecorações!
..... Naquela manhã (ano de 198...e tal) entrei na sala de aula e fiquei pasmada!
Todos os meus alunos, pendurada ao pescoço, exibiam orgulhosos uma brilhante medalha.
- Mas, o que se passa? Andaram na guerra e foram condecorados?
Um deles esclareceu:
- Foi o Miguel Repas que as trouxe e nos ofereceu.
Perguntei ao Miguel onde fora buscar as medalhas e porque as trouxera.
Esclareceu:
- O meu pai faz muito desporto e ganhou essas medalhas todas. Ele não precisa delas, estavam metidas num armário e eu trouxe-as.
- E teu pai sabe que as trouxeste? - perguntei.
- Não! - respondeu ele.
Claro que fiz o que tinha que ser feito. Fui à secretaria e telefonei ao pai do Miguel, explicando-lhe o que se passava.
Aconteceu o que eu esperava. Meia hora depois o pai chegava à escola. Recolheu todas as suas medalhas e repreendeu o filho.
O Miguel não "tugiu nem mugiu".
E foi assim que os meus alunos, em menos de uma hora foram condecorados como garbosos majores e rapidamente despromovidos, passando à condição de "desmedalhados" soldados rasos.
...
(Esta fotografia foi-me enviada pela minha aluna Susana, a primeira na fila de cima, ao meu lado)
2010-03-30
O "Monte"!
2010-03-27
2010-03-25
2010-03-19
Do Fernando Pessoa

que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
...........
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
2010-03-16
Os "gaiteirinhos"
Para nós tudo
2010-03-10
Raisparta!!!

Homem prevenido vale por dois!
Siga o meu conselho.
O céu está carregado de nuvens?
Troveja?
Relampeja?
Deixe-se de gabardinas e chapéus -de- chuva.
Fatinho de banho e, pelo sim pelo não, tenha um barquinho ao alcance da mão.
É que pode sair de carro e voltar de barco ou a nado!
Não me leve a mal a brincadeira quem já passou por aflições. Isto é para desanuviar! Eu própria já estou FARTA!
( Postagem de 2006, mas sempre oportuna)
2010-03-05
Claro que o SOL vai voltar!
2010-02-25
Um livro cativante!
2010-02-20
Desabafo: Estou faaaarta de chuva!
2010-02-13
Carnaval
2010-02-09
Ela é assim...

Teresinha, não diminutivo, mas nome próprio.
É bonita, serena, alma grande e olhos brilhantes. Brilho de quem é feliz e de quem vive em paz consigo própria e com o mundo.
Almocei na sua casa.
Gostei. A casa é um prolongamento da Teresinha. Um toque feminino aqui, um pormenor aconchegante ali…
Para além de ser casa, sente-se que ali há um Lar.
Fotografias antigas da família enfeitam a sua salinha.
No corredor um armário cheio de graciosas bonecas, que tem trazido dos países por onde já andou.
Há por todo o lado pequenos detalhes que nos encantam.
É uma casa cheia de afectos!
Se o mundo fosse habitado por pessoas como a Teresinha, seria um mundo mais colorido e alegre. As expressões seriam menos cinzentas e os sorrisos mais radiosos.
Se ela não se chamasse Teresinha só poderia chamar-se Primavera!
Parece-se mesmo com uma amiga...
É UMA AMIGA!
2010-02-04
2010-01-26
À beira do paraíso...
2010-01-24
2010-01-16
Recordando a minha aluna Clarisse!
Clique:_
http://www.youtube.com/watch?v=iNNij4Vgp_w
(Esclareço, que a menina que aparece no vídeo, não é a Clarisse.
Nesta altura ela é já uma mulher.
Conhecemo-nos quando eu era professora numa escolinha do campo perto de S. Torpes. «Escola das Palmeiras».
Na verdade ela era muito loura, tinha olhos verdes, morava numa cabana e brincava com as gaivotas).
«Música: Mireille Mathieu em La Mer»
2010-01-10
Quem diria...
"Bebezinho do Nininho-ninho:Oh!
Venho só quevê pâ dizê ó Bebezinho que gotei muito da catinha dela. Oh!
E também tive muita pena de não tá ó pé do Bebé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequenininho!
Hoje o Nininho não vai a Belém porque, como não sabia se havia carros, combinei tá aqui às seis ho'as.
Amanhã, a não sê qu'o Nininho não possa é que sai daqui pelas cinco e meia *(isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bebé espera pelo Nininho, sim? Em Belém,sim? Sim?
Jinhos, jinhos e mais jinhos
31-5-1920
Fernando
(* o poeta desenhava aqui uma meia).
Nem mais nem menos, esta é uma carta de Fernando Pessoa à sua Ofélia. E ele próprio dizia: "todas as cartas de amor são ridículas" .
Serão?
2010-01-02
2009-12-28
O Búzio
Num dia de aulas escrevi no quadro:
"Sou um búzio abandonado na janela de uma escola.
Como a vida era bela quando eu vivia no mar.
Vou contar..."
E o Nuno Miguel desenvolveu assim o tema:
"Havia plantas aquáticas, peixes grandes, bonitos, feios, pequenos e outros!...
Os búzios como eu jogavam às escondidas, outros preferiam ir brincar com os caranguejos.
Ai, ai!.... Belos tempos aqueles! Até que um dia um homem me apanhou e pôs-me num aquário onde conheci outros búzios e peixes. Mas, estar fechado naquele aquário também não era fácil. Tinha vontade de passear pelo mar, mas não foi preciso fugir. O homem que me tinha apanhado já era velho e tinha uma neta que se chamava Carolina.
O homem deu-me à sua neta, ela ficou toda contente e levou-me para a escola onde fiquei anos, porque a Carolina era professora.
E foi assim que eu vim aqui parar na janela da escola primária na sala nº 3."
( Nuno Miguel)
2009-12-19
Afinal, sempre é Natal!

2009-12-16
2009-12-14
Uf!...
2009-12-08
Ó Vida!...
2009-12-02
Ai...ai...

Onde é que será isso do Natal???
Nunca mais lá chego!!!...
Anda um pobre homem cansado, à chuva e na neve e todos o esperam com ansiedade!
Egoístas! E eu, a mim ninguém me dá nada?
Sou velhote, ando nesta vida "há que séculos". Não mereço ainda a reforma? Já tenho o saco "coçado" e as botas sem solas. As barbas já "ralas" e por este andar ainda me cai o pompom do barrete.
Até as renas já me abandonaram e foram para lugares mais quentes.
O caruncho acabou com o trenó.
E eu aqui, com a língua de fora, calcorreando montes e vales.
Ninguém me dá "um copinho" para retemperar as forças?
Ai...ai...Natal! Quem te teria inventado com tantos presentes?
Não vos chegaria, SAÚDE, PAZ E AMOR?!































