2006-06-30

Aniversário!


Sabe que há uma Livraria em Sines onde paira sempre no ar um perfume a Rosmaninho?
Sabia!?
Pois, é A d'as Artes que celebra amanhã o seu 3º aniversário.
Das 10 da manhã até....(sabe-se lá), há um vasto e interessante programa cultural.
Ainda por cima, consta por aí, que o Livreiro voltou a sorrir...
O melhor é ir verificar!...
E...Parabéns a quem, contra ventos e marés conseguiu manter aberto aquele ESPAÇO!

2006-06-29

Pensamentos maldosos...




Se não for o que eu espero... bem podes afogar- te!!!!

2006-06-28

Ratos...



O rato mete o focinho
sem pensar que faz asneira;
depois, ou larga o toucinho,
ou fica na ratoeira.

Fazem a mesma figura
homens que vestem bons fatos;
quando lhes cheira a gordura,
caem também como ratos.

(António Aleixo)

2006-06-27






Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
(Mário Quintana)

2006-06-25

Desabafos de Cão Voador!...




Raio do osso!!!

Desabafos de Cegonha...



Ufff!....
Esta agora de ter que ir a Badajós, não lembrava nem ao diabo!!!...

2006-06-24

"Toupeiro" aflito!




Quando ela me disse que precisava de apanhar sol fiquei logo desconfiado....
- Toupeiriiiiinha!!!! Cadê você?????

Conselho...




Seja lento e calmo:
não se entregue tão de súbito à vida; você não sabe se pode resistir.

(Agostimho da Silva)

2006-06-23


Seja paciente pescador neste rio de existir.
Não force a arte, não force a vida, nem o amor, nem a morte.
(Agostinho da Silva)

2006-06-22

Fidelidades!


llllllllllllllllllllllllllllll





Eu escrevi...







Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

(Mário Quintana, A Cor do Invisível)

2006-06-21

Sabias que.......



..... bonita, fresquíssima e sensual, está on-line a sessão de 30/03/2006, do CANTO DAS LETRAS???
www.asas.chrome.pt
Clika, fecha os olhos e deixa-te levar... ouvindo um belíssimo poema de Pablo Neruda!
Vai!
De que estás à espera???

2006-06-20

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis...ora!
Não é motivo para não querê - las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

(Mário Quintana)

2006-06-19

Por montes e vales...




Aqui
não vingam sedes
por todo o lado
rumorejam fontes

Os olhos
não se perdem na lonjura
aconchegam-se nos vales

Abrigam- se nos teus

2006-06-18

Variações para um tema...


Se eu pudesse inventar
Um mundo perfeito
Inventava-o assim
Quase ao teu jeito...

Pensamento do dia...


Se eu pudesse inventar
Um mundo ao meu jeito
Inventava-o assim
Quase perfeito...

2006-06-15

"Inventices" para uma quinta- feira!


Há sempre
uma luz
ao fundo
na azinhaga da vida!...
(Esperançoso pensamento
para um dia chuvisquento)


2006-06-14

Entre chuvadas e chuviscos...


Na verdade vos digo que estes dias de "chuviscada" não me desagradam!
Não serei cisne no lago!
Mas, como pata no charco, espanejo-me com muita satisfação!
Também, para vocês, um feliz dia de chuva!!!
(Sintam-se vocês : cisnes, patos, flamingos, pelicanos ou, minúsculos e graciosos jacarés!... Quiçá, sapinhos, coaxe, coaxe ...)

2006-06-13

Santo António!



No baile de Santo António
Vou dançar até mais não
Levo um lindo manjerico
Um arquinho e um balão

Manjerico da janela
Dá-me a mão quero subir
Eu queria falar com ela
E a porta não sei abrir

Manjerico é uma flor
Que não se deve cheirar
Toquem- lhe só com a mão
Não vá a folha murchar!...

2006-06-11

O amola- tesouras...


O som inconfundível do toque do amola- tesouras, hoje, pelas 11 da manhã, levou- me a viajar no tempo.
E aquele era um tempo, em que este toque, fazia com que as mulheres das vilas e das aldeias viessem todas à rua com as suas facas e tesouras. Guarda- chuvas, também. O amola- tesouras era um especialista em "varetas". (Actualmente, é mais prático. Compramos o guarda- chuva no "chinês" e à primeira "rabanada de vento", somem- se as varetas e o pano pelos ares e ficamos só com o cabo).
Naquele tempo... quem tinha telefonia, aos domingos colocava-a no parapeito da janela para que todos pudessem ouvir os fados do Fernando Farinha, o acordeão da Eugénia Lima ou os Parodiantes de Lisboa.
Naquele tempo... tomava-se banho ao Domingo num alguidar de barro e vestia- se a fatiota lavada a cheirar a sabão azul.
Naquele tempo... com 4 ou 5 anos, ao Domingo. eu ia visitar a minha outra avó que morava duas ruas mais a cima. Ia sozinha porque não se tinham ainda inventado o Medo e a Maldade!
E nesse pequeno trajecto, eu tirava da algibeira um papel com letras, que desdobrava e fingia ir lendo muito compenetrada. A avó Palminha dava-me a moedinha dos Domingos e eu voltava de novo "embebida" na leitura. As pessoas sorriam...
Naquele tempo, os domingos cheiravam a Domingo e eram dias diferentes dos outros.
Agora, não!
Um Domingo é apenas mais um dia!
E se com 4 ou 5 anos eu fingia que sabia ler, agora finjo que "a leitura" é a melhor companhia!
Somos sempre uns fingidores!...

Fecho o livro e vou à janela ver passar o amola- tesouras.

(Pelas 11 h da manhã, num Domingo de Junho de 2006)
(Fotografia de quando eu tinha 8 anos e já saberia ler qualquer coisita...)