O mar pintado de esperança por S. Torpes estende-se suavemente na areia e chama pela Menina do Nenúfar, desperta-a languidamente, lambe-lhe uma lágrima, retribui-lhe um sorriso, sussurra-lhe palavras de amor que o seu marinheiro guardou num búzio, entrega-lhe flores de ternura constante, oferece-lhe as suas mãos douradas de sol e...ela levanta-se, débil, mas dá os primeiros passos...
Uma gaivota canta-lhe pela voz do poeta...Recomeça...
Os livros já batem palmas e ensaiam festas...
Uma luz brilha sempre numa janela virada para o mar...
E pétalas multicores e a vida querem abraça-la!...
2005-04-04
Madrugada
O silêncio fresco bate às janelas adormecidas. O poeta, a criança e o velhinho ouvem-no e deixam-no entrar com sorrinhos afáveis e ele espreguiça-se pela casa, perfumando-a com fragâncias de rosas silvestres que beijou no jardim.
Ao longe, o mar toca uma melodia suave, que entontece as nuvens bailarinas, leves e transparentes; estrelas risonhas e vigilantes aplaudem de mansinho para não acordarem o sol, o vento, as árvores, os pássaros, os rios, os mares, os outros homens...
A criança chama o cão, o poeta estende as mãos ao mundo, abre as asas do coração, monta a lua, visita os que estão sós e tristes e mata a sua fome com alegria, esperança e coragem...
O velhinho, de olhos abertos para a luz difusa, contempla a aurora, interroga-se sobre o que haverá para além da cada uma das outras janelas, reflecte sobre as maravilhas e a efemeridade da vida, sonha com a paz entre os homens e agradece o novo dia!
Menina da Ribeira
Ao longe, o mar toca uma melodia suave, que entontece as nuvens bailarinas, leves e transparentes; estrelas risonhas e vigilantes aplaudem de mansinho para não acordarem o sol, o vento, as árvores, os pássaros, os rios, os mares, os outros homens...
A criança chama o cão, o poeta estende as mãos ao mundo, abre as asas do coração, monta a lua, visita os que estão sós e tristes e mata a sua fome com alegria, esperança e coragem...
O velhinho, de olhos abertos para a luz difusa, contempla a aurora, interroga-se sobre o que haverá para além da cada uma das outras janelas, reflecte sobre as maravilhas e a efemeridade da vida, sonha com a paz entre os homens e agradece o novo dia!
Menina da Ribeira
2005-04-03
Flor/Bela
Flor/Bela
Podias ser
Rosmaninho
Alecrim
Malmequer
Uma espiga de trigo
ou
Outra coisa qualquer
Mas disseste, segura:
- SOU A FLORBELA!
(E foi o bastante
para eu perceber
quanto gosto dela)
(Para a minha aluna Florbela, 1983)
Podias ser
Rosmaninho
Alecrim
Malmequer
Uma espiga de trigo
ou
Outra coisa qualquer
Mas disseste, segura:
- SOU A FLORBELA!
(E foi o bastante
para eu perceber
quanto gosto dela)
(Para a minha aluna Florbela, 1983)
Palavras XXIII
As Palavras e a Moda
Há palavras que ainda não passaram de moda, apesar da alteração do seu valor, nalguns casos, verificada ao longo dos tempos. Eis alguns exemplos:
- amor / ódio; paz / guerra; amigo / inimigo; fé / ateísmo; Natal; família; trabalho / desemprego; ler; escrever; escola; música; concerto; vizinho; mundo; solidão; coisa; felicidade; alegria / tristeza; saúde / doença; paixão; namoro; casamento; conflito; estações do ano; chuva, sol, vento, água; casa / sem abrigo; riqueza / pobreza; discriminação; alcunhas: "Banca"; "Malaico"; Calacas; "Amaricano"; nomes de guerra e tantos outros...
Outras, porém, estão na moda, abraçadas a acessórios que marcam a época:
- "Prontos!"; " ´tá" e demais formas da conjugação verbal; "gaijo(a)"; "pá"; "diz que"; "certo (na interrogativa ou afirmativa)"; "tipo"...isto ou aquilo; "género"; " a sério (meu)?"; "estás a brincar!"; "tu não estás bem a ver"; "achas normal?!"; "naquela" - hoje vou à rua, "naquela"; "então vá!"; a gente "vamos / estamos / falamos"; "despoletar", mas querendo significar espoletar; "scanar", em vez de digitalizar e quase todos os vocábulos relacionados com a informática; "amo"... isto ou aquilo; "adoro-te muito"; "odeio"; " vai à / para / te...(calão)"; "manda beijos / cumprimentos meus a...", em vez de: diz-lhe que lhe mando ou dá...; telemóvel; droga, "pó" e afins; "glicémia" - correcto glicemia, palavra grave como: leucemia, septicemia; "benvindo", forma de saudação, nos limites dos concelhos, livrarias,etc.; "piqueno"; antídoto contra"; "cadavéres", em vez de cadáveres; "caiem" - o "i" é que tem de cair; " é assim"...; "complô" - pode escolher: conspiração; conjura; conluio; cabala; trama; maquinação; "encarregue" - o verbo encarregar só tem um particípio, encarregado; "estadia", demora que o capitão do navio é obrigado a permanecer no porto, em vez de estada, acto de estar; "filhoses", que são filhós; "Flórida", Florida, palavra grave; "hall" e outros estrangeirismos - todos ouvimos e alguns repetem, sem saber exactamente o que estão a dizer; "inclusivé" - o último "e" pronuncia-se aberto, mas não leva acento; "quaisqueres" - forma correcta, quaisquer; "rentável", do francês rentable - rendível; "bàcharel" e não bacharel; "mèstrado", em vez de mestrado, palavra grave; "pontífecio", em vez de pontifício; "espèquetadores" e não espectadores; "òvintes"; diminutivos com, sem sufixo ou com ambos - "chauzinho", "Pipo", "Lélézinha!"; vocabulário juvenil, alguns exemplos do que aprendi com os "meus meninos electricistas": "alcaria"; "andorinha"; "baril"; "befe"; "boiola"; "bote"; "calicantes"; "cardanha"; "cota"; "fatela"; "fegete"; "fila"; "garé"; "garino(a)"; "gima"; "gino"; "ibória"; "méria"; "nentes"; "patóio"...; Costa, Monte, Sobreda da Caparica, em vez de Caparica; Santiago "do" Cacém, em vez de Santiago de Cacém; "blogue" (Ah! Ah!)...
Palavras que estão fora de moda, mas que uma minoria persistente preserva:
- respeito; dignidade; honra; educação; tolerâncai; paciência; genorosidade; autenticidade; essência; cumprimento; tirar o boné; pudor; vestíbulo; poltrona...
Palavras adequadas ao contexto social:
- ladrão, gatuno, larápio ou aquele que fez um desvio, cometeu uma fraude;
- bêbedo; apanhou um pifão, uma carraspana, contraposto ao que, simplesmente, se embriagou;
- um velho careca e o Sr. Fino, que está calvo.
E agora...
...inventem-se novas palavras, despertem-se as adormecidas, as que acariciam,as que pedem desculpa, as que alegram;
... guardem-se as dispensáveis;
... multipliquem-se novos sabores, brincadeiras, serões com palavras...
Vou tomar o pequeno almoço, porque, com tanto palavreado, "nã" tarda muito, tenho a "mexela" cansada - foi "bués" estar aqui!
Bom domingo e boa semana!
Convite: Alguém quer aumentar as listas?!...
Há palavras que ainda não passaram de moda, apesar da alteração do seu valor, nalguns casos, verificada ao longo dos tempos. Eis alguns exemplos:
- amor / ódio; paz / guerra; amigo / inimigo; fé / ateísmo; Natal; família; trabalho / desemprego; ler; escrever; escola; música; concerto; vizinho; mundo; solidão; coisa; felicidade; alegria / tristeza; saúde / doença; paixão; namoro; casamento; conflito; estações do ano; chuva, sol, vento, água; casa / sem abrigo; riqueza / pobreza; discriminação; alcunhas: "Banca"; "Malaico"; Calacas; "Amaricano"; nomes de guerra e tantos outros...
Outras, porém, estão na moda, abraçadas a acessórios que marcam a época:
- "Prontos!"; " ´tá" e demais formas da conjugação verbal; "gaijo(a)"; "pá"; "diz que"; "certo (na interrogativa ou afirmativa)"; "tipo"...isto ou aquilo; "género"; " a sério (meu)?"; "estás a brincar!"; "tu não estás bem a ver"; "achas normal?!"; "naquela" - hoje vou à rua, "naquela"; "então vá!"; a gente "vamos / estamos / falamos"; "despoletar", mas querendo significar espoletar; "scanar", em vez de digitalizar e quase todos os vocábulos relacionados com a informática; "amo"... isto ou aquilo; "adoro-te muito"; "odeio"; " vai à / para / te...(calão)"; "manda beijos / cumprimentos meus a...", em vez de: diz-lhe que lhe mando ou dá...; telemóvel; droga, "pó" e afins; "glicémia" - correcto glicemia, palavra grave como: leucemia, septicemia; "benvindo", forma de saudação, nos limites dos concelhos, livrarias,etc.; "piqueno"; antídoto contra"; "cadavéres", em vez de cadáveres; "caiem" - o "i" é que tem de cair; " é assim"...; "complô" - pode escolher: conspiração; conjura; conluio; cabala; trama; maquinação; "encarregue" - o verbo encarregar só tem um particípio, encarregado; "estadia", demora que o capitão do navio é obrigado a permanecer no porto, em vez de estada, acto de estar; "filhoses", que são filhós; "Flórida", Florida, palavra grave; "hall" e outros estrangeirismos - todos ouvimos e alguns repetem, sem saber exactamente o que estão a dizer; "inclusivé" - o último "e" pronuncia-se aberto, mas não leva acento; "quaisqueres" - forma correcta, quaisquer; "rentável", do francês rentable - rendível; "bàcharel" e não bacharel; "mèstrado", em vez de mestrado, palavra grave; "pontífecio", em vez de pontifício; "espèquetadores" e não espectadores; "òvintes"; diminutivos com, sem sufixo ou com ambos - "chauzinho", "Pipo", "Lélézinha!"; vocabulário juvenil, alguns exemplos do que aprendi com os "meus meninos electricistas": "alcaria"; "andorinha"; "baril"; "befe"; "boiola"; "bote"; "calicantes"; "cardanha"; "cota"; "fatela"; "fegete"; "fila"; "garé"; "garino(a)"; "gima"; "gino"; "ibória"; "méria"; "nentes"; "patóio"...; Costa, Monte, Sobreda da Caparica, em vez de Caparica; Santiago "do" Cacém, em vez de Santiago de Cacém; "blogue" (Ah! Ah!)...
Palavras que estão fora de moda, mas que uma minoria persistente preserva:
- respeito; dignidade; honra; educação; tolerâncai; paciência; genorosidade; autenticidade; essência; cumprimento; tirar o boné; pudor; vestíbulo; poltrona...
Palavras adequadas ao contexto social:
- ladrão, gatuno, larápio ou aquele que fez um desvio, cometeu uma fraude;
- bêbedo; apanhou um pifão, uma carraspana, contraposto ao que, simplesmente, se embriagou;
- um velho careca e o Sr. Fino, que está calvo.
E agora...
...inventem-se novas palavras, despertem-se as adormecidas, as que acariciam,as que pedem desculpa, as que alegram;
... guardem-se as dispensáveis;
... multipliquem-se novos sabores, brincadeiras, serões com palavras...
Vou tomar o pequeno almoço, porque, com tanto palavreado, "nã" tarda muito, tenho a "mexela" cansada - foi "bués" estar aqui!
Bom domingo e boa semana!
Convite: Alguém quer aumentar as listas?!...
Sabores à Portuguesa - IV
Para o meu colega de curso, o Nuno, especialista em bifes com natas e cogumelos, uma oportunidade para a igualdade de conhecimentos - a Maria João vai agradecer-me este préstimo -, para enriquecer os dotes culinários do "Chá Principe" e do "Me, Myself and I", para senhores principiantes nesta arte e para quem considerar útil.
ALGUNS TERMOS CULINÁRIOS
ALBARDAR – envolver carne ou peixe em farinha.
ALOURAR – Levar ao lume (forno ou passar pela manteiga) uma iguaria para obter cor dourada.
AMANHAR – Preparar o peixe, tirando-lhe as escamas, as guelras, as barbatanas e as tripas.
BANHO-MARIA – Colocar num recipiente com água fervente outro com o que se quer aquecer ou cozer.
BRANQUEAR - Dar uma fervura rápida em água com ou sem sal às carnes, ervas e legumes de sabor acre, numa caçarola tapada.
CHAMUSCAR – Passar à chama, de preferência do álcool, sem queimar, a carne de aves para eliminar a penugem que ficou depois de serem depenadas.
COAR – Fazer passar um líquido ( caldo, molho, puré, etc.) através de um passador fino ou de um pano.
DOURAR – Pincelar gemas sobre massas ou carne.
ENGROSSAR – Deitar farinha ou gemas num caldo ou molho para o tornar mais consistente.
ESCABECHE – Conserva para peixe feita com: azeite, vinagre, salsa, colorau e alhos.
ESCALFAR OVOS - Fazer ferver água e colocar ovos partidos sem os desmanchar.
ESTUFAR – Cozinhar carne ou legumes, lentamente, num recipiente fechado.
GRELHAR – Assar carne ou peixe nas brasas, sobre uma grelha e fogo lento.
LARDEAR – Colocar na carne tiras de toucinho ou presunto ( há agulha própria).
LIGAR – Deitar uma quantidade de manteiga num molho no fim da sua preparação, ou bater diferentes elementos.
MARINAR – Conservar durante algum tempo carne ou peixe numa preparação de: sal, vinho, vinagre, pimenta, salsa e alho.
PANAR – Passar por farinha, ovo batido e pão ralado, carne, peixe, pastéis, rissóis, etc., ou fazer uma massa com farinha e leite para passar batatas e outros legumes.
PEGAR – Deixar a comida aderir ao fundo do tacho (ou de outro recipiente).
POLVILHAR – Passar farinha, sacudindo-a para que fique agarrada à manteiga com que se untou a forma ou tabuleiro.
RECHEAR – Introduzir nas carnes, legumes, pastéis, bolos, qualquer picado ou mistura.
REFOGAR – Dourar em qualquer gordura: cebolas, tomates, salsa, sal, pimenta, na qual se cozinha carne, peixe ou legumes.
SALTEAR – Passar em manteiga, sobre lume forte, carnes ou legumes.
TRINCHAR – Cortar a carne em pedaços, antes de ir à mesa.
ALGUNS TERMOS CULINÁRIOS
ALBARDAR – envolver carne ou peixe em farinha.
ALOURAR – Levar ao lume (forno ou passar pela manteiga) uma iguaria para obter cor dourada.
AMANHAR – Preparar o peixe, tirando-lhe as escamas, as guelras, as barbatanas e as tripas.
BANHO-MARIA – Colocar num recipiente com água fervente outro com o que se quer aquecer ou cozer.
BRANQUEAR - Dar uma fervura rápida em água com ou sem sal às carnes, ervas e legumes de sabor acre, numa caçarola tapada.
CHAMUSCAR – Passar à chama, de preferência do álcool, sem queimar, a carne de aves para eliminar a penugem que ficou depois de serem depenadas.
COAR – Fazer passar um líquido ( caldo, molho, puré, etc.) através de um passador fino ou de um pano.
DOURAR – Pincelar gemas sobre massas ou carne.
ENGROSSAR – Deitar farinha ou gemas num caldo ou molho para o tornar mais consistente.
ESCABECHE – Conserva para peixe feita com: azeite, vinagre, salsa, colorau e alhos.
ESCALFAR OVOS - Fazer ferver água e colocar ovos partidos sem os desmanchar.
ESTUFAR – Cozinhar carne ou legumes, lentamente, num recipiente fechado.
GRELHAR – Assar carne ou peixe nas brasas, sobre uma grelha e fogo lento.
LARDEAR – Colocar na carne tiras de toucinho ou presunto ( há agulha própria).
LIGAR – Deitar uma quantidade de manteiga num molho no fim da sua preparação, ou bater diferentes elementos.
MARINAR – Conservar durante algum tempo carne ou peixe numa preparação de: sal, vinho, vinagre, pimenta, salsa e alho.
PANAR – Passar por farinha, ovo batido e pão ralado, carne, peixe, pastéis, rissóis, etc., ou fazer uma massa com farinha e leite para passar batatas e outros legumes.
PEGAR – Deixar a comida aderir ao fundo do tacho (ou de outro recipiente).
POLVILHAR – Passar farinha, sacudindo-a para que fique agarrada à manteiga com que se untou a forma ou tabuleiro.
RECHEAR – Introduzir nas carnes, legumes, pastéis, bolos, qualquer picado ou mistura.
REFOGAR – Dourar em qualquer gordura: cebolas, tomates, salsa, sal, pimenta, na qual se cozinha carne, peixe ou legumes.
SALTEAR – Passar em manteiga, sobre lume forte, carnes ou legumes.
TRINCHAR – Cortar a carne em pedaços, antes de ir à mesa.
Retalhos de Tira-Teimas - 1
BIODEGRADÁVEL - substância que pode ser decomposta em dióxido de carbono e água, por bactérias e outros meios biológicos.
CAMADA DE OZONO (ozona e ozónio -grafia dupla) - protege todos os organismos vivos do excesso de raios ultravioletas e situa-se entre 20 e 50 Kms acima da superfície terrestre.
CHUVA ÁCIDA - contém químicos existentes na atmosfera, tais como dióxido de enxofre e óxido de azoto, provenientes de queimados combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) para produção de energia. A chuva, as neblinas e os nevoeiros ácidos podm causar danos graves em lagos,árvores e edifícios.
CLOROFLUORCARBONETES (CFCs) - família de químicos muito úteis, que se encontram em: aerossóis, espumas sintécticas, frigoríficos e sistemas de ar condicionado, que destroem a camada de ozono.
CONVERSOR CATALÍTICO - dispositivo que purifica a maior parte dos fumos venenosos no tubo de escape, excepto o dióxido de carbono.
CAMADA DE OZONO (ozona e ozónio -grafia dupla) - protege todos os organismos vivos do excesso de raios ultravioletas e situa-se entre 20 e 50 Kms acima da superfície terrestre.
CHUVA ÁCIDA - contém químicos existentes na atmosfera, tais como dióxido de enxofre e óxido de azoto, provenientes de queimados combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) para produção de energia. A chuva, as neblinas e os nevoeiros ácidos podm causar danos graves em lagos,árvores e edifícios.
CLOROFLUORCARBONETES (CFCs) - família de químicos muito úteis, que se encontram em: aerossóis, espumas sintécticas, frigoríficos e sistemas de ar condicionado, que destroem a camada de ozono.
CONVERSOR CATALÍTICO - dispositivo que purifica a maior parte dos fumos venenosos no tubo de escape, excepto o dióxido de carbono.
2005-04-02
Papel mata-borrão - 1.º pingo de tinta
Pegadas...
Desenhei as minhas primeiras letras na areia com uma pena móvel, colorida na extremidade dura e rosada, que também me ajudava a pegar na colher de alumínio que trincava quando não queria comer - tantas vezes! -, que alternei com uma cana quando já me sentia uma menina crescida e ambas foram meus instrumentos de trabalho, tão gostoso, que, apesar das mudanças - o cheiro delirante e imútavel dos lápis, o cuidado com o aparo, a descoberta das esferográficas coloridas, a descarga de tensão e a projecção no teclado - ainda não me cansou...
Colhi salgadeiras; admirei chorões salteados de flores garridas; cheirei camarinheiras e com os seus frutos agridoces que o meu paladar farto rejeitava, preparei deliciosos pratos para as minhas amigas de infância, a quem emprestava a minha voz disfarçada, o meu sorriso puro de criança e a minha imaginação; fui jardineira de jarros brancos e açúcenas perfumadas, que me cumprimentavam inclinadas; corri nos pinhais e entre pedras, fetos, rosmaninho, alecrim; vi nascentes encherem rios de lavadeiras e senti a frescura das suas águas; fiz gaitas com canas verdes; inventei anéis e colheres - "de brincar" com requintados cabos de cana seca cortada - com conchas de lapa, que aprendi a apanhar nas rochas com destreza de trapezista descalça; namorei o céu e contei as estrelas; senti a frescura da chuva, entrei nas poças e lambi gotas; reconheci o tempo que se avizinhava nas vozes do mar e do vento; vi a terra iluminada pela luz dos relâmpagos; enfrentei o ribombar dos trovões; identifiquei motores de barcos que navegavam; brinquei com o sol que beijava a aurora; andei às cavalitas dos tios que jogavam ao pião; adormeci encantada com os contos do avô; fechei os olhos, respirei maresias sem fim, venci vendavais e sobrevivi a tempestades...
Menina da Ribeira
Desenhei as minhas primeiras letras na areia com uma pena móvel, colorida na extremidade dura e rosada, que também me ajudava a pegar na colher de alumínio que trincava quando não queria comer - tantas vezes! -, que alternei com uma cana quando já me sentia uma menina crescida e ambas foram meus instrumentos de trabalho, tão gostoso, que, apesar das mudanças - o cheiro delirante e imútavel dos lápis, o cuidado com o aparo, a descoberta das esferográficas coloridas, a descarga de tensão e a projecção no teclado - ainda não me cansou...
Colhi salgadeiras; admirei chorões salteados de flores garridas; cheirei camarinheiras e com os seus frutos agridoces que o meu paladar farto rejeitava, preparei deliciosos pratos para as minhas amigas de infância, a quem emprestava a minha voz disfarçada, o meu sorriso puro de criança e a minha imaginação; fui jardineira de jarros brancos e açúcenas perfumadas, que me cumprimentavam inclinadas; corri nos pinhais e entre pedras, fetos, rosmaninho, alecrim; vi nascentes encherem rios de lavadeiras e senti a frescura das suas águas; fiz gaitas com canas verdes; inventei anéis e colheres - "de brincar" com requintados cabos de cana seca cortada - com conchas de lapa, que aprendi a apanhar nas rochas com destreza de trapezista descalça; namorei o céu e contei as estrelas; senti a frescura da chuva, entrei nas poças e lambi gotas; reconheci o tempo que se avizinhava nas vozes do mar e do vento; vi a terra iluminada pela luz dos relâmpagos; enfrentei o ribombar dos trovões; identifiquei motores de barcos que navegavam; brinquei com o sol que beijava a aurora; andei às cavalitas dos tios que jogavam ao pião; adormeci encantada com os contos do avô; fechei os olhos, respirei maresias sem fim, venci vendavais e sobrevivi a tempestades...
Menina da Ribeira
Arco-íris - XIII
1. COINCIDIR - acontecer ao mesmo tempo; ajustar-se exactamente.
Ex.: Os horários de Matemática e de Português coincidem.
ou
Ex.: O horário de Matemática incide com o de Português.
1.1 “Coincidir com” - redundância; a preposição com já entra na forma do verbo coincidir.
Ex.: O horário de Matemática "coincide com" o de Português - incorrecto.
2. CONJUNTAMENTE / JUNTAMENTE COM
Ex.: Recebi conjuntamente as notas dos testes de Literatuta e de Latim.
ou
Ex.: Recebi as notas de Literatura juntamente com as de Latim.
2.1 “ Conjuntamente com” - pleonasmo.
Ex.: Recebi as notas de Latim "conjuntamente com" as de Literatura. - incorrecto.
Ex.: Os horários de Matemática e de Português coincidem.
ou
Ex.: O horário de Matemática incide com o de Português.
1.1 “Coincidir com” - redundância; a preposição com já entra na forma do verbo coincidir.
Ex.: O horário de Matemática "coincide com" o de Português - incorrecto.
2. CONJUNTAMENTE / JUNTAMENTE COM
Ex.: Recebi conjuntamente as notas dos testes de Literatuta e de Latim.
ou
Ex.: Recebi as notas de Literatura juntamente com as de Latim.
2.1 “ Conjuntamente com” - pleonasmo.
Ex.: Recebi as notas de Latim "conjuntamente com" as de Literatura. - incorrecto.
Palavras - XXII
"Jamais adquirirá ideias exactas ou formará juízos distintos o que das palavras, suas combinações e ligações não tiver noção exacta, clara, e no modo de as empregar e usar não for igualmente correcto e hábil."
Almeida Garrett, Tratado de Educação, 1829
Almeida Garrett, Tratado de Educação, 1829
Reflexos - XIV
Eras tu? Era o dia
acabado de nascer.
Que rosa abria? Rosa
ou ardor? Não seria
só desejo de ser
um travo de alegria?
Um fulgor? Um fluir?
Eras tu? Era o dia?
Eugénio de Andrade
acabado de nascer.
Que rosa abria? Rosa
ou ardor? Não seria
só desejo de ser
um travo de alegria?
Um fulgor? Um fluir?
Eras tu? Era o dia?
Eugénio de Andrade
A Menina do Nenúfar
...."Entretanto a menina, depois de uns dias de sonos trocados, volta à leitura do rio entre as seis e as sete e um pouco mais.Palavras, tainhas e bogas voltam a deslizar por esta ordem.
......Um pouco de cor lhe voltou às faces e as veias azuis e finas pulsam agora normalmente.
Sente que não está só.
De novo um vulto, pouco mais que uma sombra, voltou para a guardar. Por enquanto não sabe quem é nem ao que vem. Mas não está só na noite fria do lago.
Há um novo casaco que a resguarda da humidade do jardim, é o que sente.
E é tranquilo outra vez o seu sono de líquenes, a sua respiração de musgo, a sua quietude de mármore.
.....Menos transparente o seu corpo, menos roxos os seus dedos, outra vez de puro azeviche os olhos.
Apaziguada, dorme e volta a sonhar as histórias todas".
(Do livro,Os Olhos do Homem que Chorava no Rio, de Ana Paula Tavares e Manuel Jorge Maarmelo, pág. 49)
Venenos...
Experimentem entornar, logo pela manhã, uma caneca de leite dentro do microondas, e digam lá se não ficavam "envenenados"????.........
2005-04-01
Karol
O Anjo polaco que seguiu Jesus Cristo pelas mãos amorosas e puras de Sua Mãe, que cumpriu a missão que lhe foi confiada na vivência do "Amai-vos uns aos outros", no "Ide e ensinai todas as gentes", no apelo ao "Orai..." e no "Alegrai-vos sempre no Senhor", certamente reconhecendo confiadamente que "Deus é o nosso refúgio e a nossa força", está prestes a abrir as suas asas e voar em direcção ao Paraíso...
A sua Mãe Santíssima, que ele honrou no Santuário de Czestochowa e nos de todo o mundo, vela-o, conforta-o e guia-o até ao infinito onde o coro celeste o aguarda com clarins e hinos, contemplando o rosto do Divino Salvador.
No mundo ficarão:
a) o exemplo do "Papa dos direitos do homem";
b) as suas palavras:
- " o futuro da humanidade passa através da família" (1997);
- "o século XX classificará a Igreja como o principal alicerce para a sustentação da pessoa humana durante toda a sua vida terrena desde a sua concepção"(1979);
- " O importante na vida de um jovem é o dia no qual nos convencemos de que este é o único amigo que não desilude, com o qual podemos sempre contar" (1984, quando proclamou o Domingo de Ramos como o Dia dos Jovens);
- "E tu, Faustina, dom de Deus ao nosso tempo, dádiva da terra da Polónia à Igreja inteira, obtém-nos a graça de perceber a profundidade da misericórdia divina, ajuda-nos a torná-la experiência viva e a testemunhá-la aos irmãos! A tua mensagem de luz e de esperança se difunda no mundo inteiro, leve á conversão dos pecadores, amenize as rivalidades e os ódios, abra os homens e as nações à pátria da fraternidade. Hoje ao fixarmos contigo o olhar no rosto de Cristo ressuscitado, fazemos nossa a tua súplica de confiante abandono e dizemos com firme esperança: Jesus Cristo, confio em Ti!" - 30 de Abril de 2000, dia da canonização da Irmã Faustina;
- É importante que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de Domingo da Divina Misericórdia" - idem;
c) o seu livro de bolso - Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem de S. Luís de Monfort
Alguns cristãos ficarão com a esperança na ajuda divina do Anjo e despedir-se-ão com beijos e lágrimas, esquecendo-se que o momento não é de partida, mas de nascimento para a vida eterna.
A sua Mãe Santíssima, que ele honrou no Santuário de Czestochowa e nos de todo o mundo, vela-o, conforta-o e guia-o até ao infinito onde o coro celeste o aguarda com clarins e hinos, contemplando o rosto do Divino Salvador.
No mundo ficarão:
a) o exemplo do "Papa dos direitos do homem";
b) as suas palavras:
- " o futuro da humanidade passa através da família" (1997);
- "o século XX classificará a Igreja como o principal alicerce para a sustentação da pessoa humana durante toda a sua vida terrena desde a sua concepção"(1979);
- " O importante na vida de um jovem é o dia no qual nos convencemos de que este é o único amigo que não desilude, com o qual podemos sempre contar" (1984, quando proclamou o Domingo de Ramos como o Dia dos Jovens);
- "E tu, Faustina, dom de Deus ao nosso tempo, dádiva da terra da Polónia à Igreja inteira, obtém-nos a graça de perceber a profundidade da misericórdia divina, ajuda-nos a torná-la experiência viva e a testemunhá-la aos irmãos! A tua mensagem de luz e de esperança se difunda no mundo inteiro, leve á conversão dos pecadores, amenize as rivalidades e os ódios, abra os homens e as nações à pátria da fraternidade. Hoje ao fixarmos contigo o olhar no rosto de Cristo ressuscitado, fazemos nossa a tua súplica de confiante abandono e dizemos com firme esperança: Jesus Cristo, confio em Ti!" - 30 de Abril de 2000, dia da canonização da Irmã Faustina;
- É importante que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de Domingo da Divina Misericórdia" - idem;
c) o seu livro de bolso - Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem de S. Luís de Monfort
Alguns cristãos ficarão com a esperança na ajuda divina do Anjo e despedir-se-ão com beijos e lágrimas, esquecendo-se que o momento não é de partida, mas de nascimento para a vida eterna.
A Árvore da Primavera
Lá está ela de novo, sempre de cabeleira roxa toda atirada só para um lado (o lado da berma)!
Metade dos ramos, há anos que foram cortados, para não atrapalhar o trânsito.
E é essa copa, que se derrama só para um dos lados, até quase ao chão, que a torna tão original e lhe dá um ar quase humano.
É a Árvore mais feminina que conheço!
Façam como eu- metam- se no carro, estrada Sines /Santiago.
Já perto de Santiago, depois da zona industrial, à esquerda uma bomba de gasolina e à direita, antes de uma curva, lá está ela : A Árvore!
Vão reconhecê-la e... cuidado, homens, não se despistem!
É que se aquilo não é uma Árvore disfarçada de Mulher, então é de certeza uma Mulher, que por capricho ou vaidade, se enxertou em Árvore para melhor louvar a Primavera.
E apressem-se, porque, logo logo o vento vai desfazer- lhe o penteado!...
Pétalas de Bem-te-quer - 2.ª
Para ti, amiga de coração africano, que bate ao ritmo do mar alentejano, colorido de palavras sem fim, espreguicando-se em praias imensas que tocam a areia com sorrisos únicos e maravilhosos, que prende os teus cabelos de deusa / ciganita nos rochedos, que entrelaça os teus pés em algas macias, que inunda os teus olhos de alegria e limpa lágrimas atrevidas, que te beija com o calor do sol nascente e te envolve no azul celestial donde se desprendem estrelas que te iluminam, pétalas de cores puras do arco-íris, para uma vida preenchida de amor!
Arco-íris - XII
Ovelha ranhosa? !... Não! Ovelha ronhosa
O pior do grupo (qualquer) é vulgarmente conhecido pela ovelha ranhosa , mas quando existe esse alguém, estamos perante a ovelha ronhosa - pessoa desprezível, maliciosa, de más qualidades.
Ex.: Infelizmente, ela é a ovelha ronhosa da turma.
Ronha - espécie de sarna que ataca as ovelhas e os cavalos.
Ex.: A Anita levou a ovelha e o cavalo ao veterinário e ele diagnosticou-lhes ronha.
Ronha - malícia, manha.
Ex.: Ela está sempre a queixar-se, mas aquilo é ronha.
Ranho - muco das fossas nasais.
Ex.: Assoa o menino, porque ele tem ranho (está ranhoso)
Ranhoso - que tem ranho; pessoa desprezível, maliciosa, de más qualidades.
Ex.: O bebé está ranhoso.
- Cala-te, ranhoso!
O pior do grupo (qualquer) é vulgarmente conhecido pela ovelha ranhosa , mas quando existe esse alguém, estamos perante a ovelha ronhosa - pessoa desprezível, maliciosa, de más qualidades.
Ex.: Infelizmente, ela é a ovelha ronhosa da turma.
Ronha - espécie de sarna que ataca as ovelhas e os cavalos.
Ex.: A Anita levou a ovelha e o cavalo ao veterinário e ele diagnosticou-lhes ronha.
Ronha - malícia, manha.
Ex.: Ela está sempre a queixar-se, mas aquilo é ronha.
Ranho - muco das fossas nasais.
Ex.: Assoa o menino, porque ele tem ranho (está ranhoso)
Ranhoso - que tem ranho; pessoa desprezível, maliciosa, de más qualidades.
Ex.: O bebé está ranhoso.
- Cala-te, ranhoso!
Palavras - XXI
Uma palavra ainda
para sentir a terra
uma palavra
onde descubra a boca
acesa, o corpo do amor
Eugénio de Andrade
para sentir a terra
uma palavra
onde descubra a boca
acesa, o corpo do amor
Eugénio de Andrade
2005-03-31
E aqui...
E aqui estou à espera
- com este destino
de dar sombra aos muros...
Mas à espera de quê?
Que o despenhar no abismo
me crie enfim asas?
(José Gomes Ferreira)
- com este destino
de dar sombra aos muros...
Mas à espera de quê?
Que o despenhar no abismo
me crie enfim asas?
(José Gomes Ferreira)
Arco-íris - XI
Preferir... a...
Antes querer...que (do que)...
Ambas as expressões apresentam o mesmo valor semântico, preferência do sujeito, mas não têm a mesma sintaxe.
A forma verbal preferir indica uma escolha - optar por uma "coisa" em detrimento doutra -, por isso, preferir antes é uma redundância.
O verbo preferir rege* a preposiçãoa - é incorrecto pospor que, ou de que.
Exs.: Prefiro ler um livro a ver televisão.
Antes quero ler um livro que (do que) ver televisão.
* Regência - relação entre duas palavras, servindo a segunda de complemento à primeira.
Antes querer...que (do que)...
Ambas as expressões apresentam o mesmo valor semântico, preferência do sujeito, mas não têm a mesma sintaxe.
A forma verbal preferir indica uma escolha - optar por uma "coisa" em detrimento doutra -, por isso, preferir antes é uma redundância.
O verbo preferir rege* a preposiçãoa - é incorrecto pospor que, ou de que.
Exs.: Prefiro ler um livro a ver televisão.
Antes quero ler um livro que (do que) ver televisão.
* Regência - relação entre duas palavras, servindo a segunda de complemento à primeira.
Subscrever:
Mensagens (Atom)