2007-01-24

Sem título












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Contaram-me as conchas
que andava no mar
perdido ao luar
o meu companheiro
de velas rasgadas
e leme partido.

Era um Amigo
era um companheiro

o mastro quebrado
o rumo perdido
com eu veleiro
em busca de abrigo

Recados
de espuma

em prata e luar
nas luz dos faróis
mandei para o mar

Mas um dia a brisa
soprou-me ao ouvido
- que não mais se vira
o veleiro amigo-

E uma morna tristeza
brandamente me invade
de um não sei quê
quem nem é saudade

Agora
velas rasgadas
o leme partido
as ondas
me levam
de rumo
perdido


(Escrito, sabe-se lá... quando?!)

7 comentários:

António Gil disse...

Perdido e achado
nas ondas do mar,
viram o teu veleiro
a bom porto aportar.

E que bom que já nem te lembras quando o escreveste, pois devias estar, como se dizia quando eu era pequeno, completamente "jururu".
Mas é lindo o teu poema!

Sereia(sempre jururu) disse...

"Talvez a sereia
o tenha encontrado
a bom porto o levou.
Ficou ancorado!"

ziljesus disse...

não é somente quando estás jururu que escreves coisas bonitas.Ainda bem que abres a gaveta e mostras o que está lá.

Anónimo disse...

As conchas segredam
ao teu ouvido
trazidas nas ondas
dançam enganos

Mentem
e negam
recuam e voltam
só para afirmar
que de nada sabem

Mas a maresia
chegou e ficou
à tua espera
em letras de orvalho
escreveu no céu
Amigo,
ao longe avistei
teu barco ancorado.

(para a Carolina)

Carolina disse...

Oi, Meninas Zília e Teresinha, duas poetisas de alto gabarito!
bjhs

Ana disse...

"Ser Poeta"

Singra o navio.Sob a água clara
vê-se o fundo do mar, da areia fina...
Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa:!!!



Camilo Pestana

Carolina disse...

Sim senhora, Menina Ana!
Bela quadra desse inspirado poeta!
bjs