2009-03-27

Poema

(Poema inédito de David Mourão Ferreira)
Jornal de Letras/Março/2009
Já não me interessa
A forma das nuvens
Nem o abrir das rosas.
O que me interessa
É que os poetas que gostam das nuvens
E das rosas,
Saibam,
Cheguem a saber,
Que há regiões pantanosas
Onde ninguém vê as nuvens
Nem sabe que existem rosas!...

12 comentários:

Lena Almeida disse...

Lindas rosas, bonito poema!
Adorei!
Baci Baci

Teresinha disse...

(...) porque nas regiões pantanosas, mesmo que se vislumbrem as nuvens, difícilmente a poesia "florescerá"...

Maria José Senos disse...

Lindo poema e lindas rosas, está muito giro, um bom fim de semana.
Beijinhos.

Sentidamente disse...

É verdade Carolina! Quantas vezes me interrogo se as minhas “razões tristes” o são tanto assim, comparadas com “outras” e ainda com formas tão corajosas de lhes resistirem e sobreviverem.
Lembrei-me logo dum livro que estou a ler (já acabei a Catarina de Bragança) e que se chama “Uma Longa Caminhada” – Memórias de um menino soldado - de Ismael Beah, o próprio, agora com 29 anos. Estou a ficar presa à leitura. Muito duro por vezes, mas irresistível,
Beijinhos.

O céu da Céu disse...

David Mourão Ferreira faz parte das minhas "BEBEDEIRAS" de poesia. Refiro-me aos tempos que na mesinha de cabeceira povoavam os nossos poetas...Manuel Alegre...Pessoa...Eugénio de Andrade...Sophia de Melo Breyner...Natália correia...Teresa Horta...Depois fechei o ciclo e arrumei os poetas.
Hoje renasceram memórias.Bons tempos! Saudades!

Carolina disse...

Juja deve ser um livro interessante.Eu também gosto de livros que tratem de realidades,coisas vividas.A ficção pura enjoa-me um pouco.Se for uma mistura das duas coisas já me interessa.
Enfim, gostos!
;)

Carolina disse...

Desconhecia a poesia da Maria Teresa Horta mas, desde que a conheci na Biblioteca de Santo André que fiquei a apreciá-la muito.
É verdade, o conhecer fisicamente o escritor, ouvi-lo falar, desperta-nos a curiosidade para a sua obra.

Anónimo disse...

Parece que ando numa maré de optimismo... Será que nesses pântanos não haverá, pelo menos, a memória das rosas?
Quando me sinto em "maré de pântano" por vezes o pipilar dos pardais traz-me o sabor de rosas! Mas estou aqui a dizer parvidades fugindo parvamente à mensagem desse poema tão lindo! Perdoa.Devem ser efeitos da anestesia. Lena Tereno

Carolina disse...

Mas que raio de anestesia é essa??
Com vai a tua saúde?
Quanto às rosa, eu acho que elas conseguem proliferar (olha o "palavão") até nos pântanos!
;)
bjhs e melhoras!

arlete disse...

estou há uns tempos a "entrar" na poesia sem ser a da luta,é um exercício,talvez uma teima.quero sair um pouco dos "monanganbé;...;
vai haver em Santo André,concerteza que vão divulgar ,uma homenagem a Ary dos Santos.Vamos?
k&k

Carolina disse...

E quando será essa homenagem?
Quanto aos poemas, deixa lá isso da guerra...
Queremos é falar de sossego!
;)))

Anónimo disse...

Já ouvi falar da homenagem ao Ary. Creio que é no Liceu mas não sei quando.EU QUERO IR!Quem souber passe palavra, por favor.
A anestesia, oito dias sem abrir bico e sem poder pôr a dentadura.... Sinto-me um roseiral em flor...E os passritos à minha janrla... e a manta de pinheiros frente à minha varanda cantando doadas de mar quando o vento lhes dá... Queres saber mais da minha saúde? Crei que já disse tudo!!!!!!
Beijão muito terno.
Agora a sério: adorei mesmo o poeminha! Yrtrno